Folhas secas ao vento...
fragmentos de sonhos espalhados pelo chão...
vazio...silêncio...escuridão...
esperanças perdidas á solta numa folha de papel velha...
o tempo passa...não há mais ar...não sinto mais a minha pele...
uma claridade subita entra pela janela...recuso-me a aceitá-la...
escondo-me daquela luz que tenta roubar a minha solidão...
girtos...dor... de novo o silêncio...
agarro,em vão,uma lugar perdido na minha memória...
que noites passaram?que momentos vivi?
que sentimentos me preencheram?
sinto que os perdi...que não existiram...
quem era eu entao?
talvez apenas um breve pesadelo de alguém que desejou fugir para sempre...
"What are these barriers that keep people from reaching anywhere near their real potential? The answer to that can be found in another question and that's this: Which is the most universal human characteristic: fear, or laziness?" Waking Life
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
sábado, 30 de junho de 2007
Hoje percebi que os sentimentos são demasiado inevitáveis...hoje sinto mais do que nunca que jamais apagarei estes momentos da minha memória
E eles trouxeram rosas vermelhas...
Não havia mais nada para dizer...mas alguém ainda tentou dizer que ia ficar tudo bem...
E eles vestiram-se de negro e fizeram olhares tristes...
Que momentos inúteis depois...e eu fiquei ali parada na multidão...e não estava mais ali...
E eles fizeram todos olhares de pena...que mais podiam eles fazer?
Será que ainda me ouviste? Será que ainda me viste a olhar-te...
E ainda te vejo como te via antes...ainda caminhas a meu lado na escuridão...
E eles trouxeram rosas vermelhas...
Não havia mais nada para dizer...mas alguém ainda tentou dizer que ia ficar tudo bem...
E eles vestiram-se de negro e fizeram olhares tristes...
Que momentos inúteis depois...e eu fiquei ali parada na multidão...e não estava mais ali...
E eles fizeram todos olhares de pena...que mais podiam eles fazer?
Será que ainda me ouviste? Será que ainda me viste a olhar-te...
E ainda te vejo como te via antes...ainda caminhas a meu lado na escuridão...
E o seu espirito disse-me...

"Como o vento numa madrugada que não se sente...
Senta-te serena no topo da grande escadaria...
Não tentes salvar o mundo...é inútil...tenta salvar-te a ti própria do mundo..."
E era como se ele soubesse tudo o que eu ia dizer...tudo o que eu sentia...era como se a minha alma tivesse caída no chão...seca...vazia...perdida...era como uma enorme dor penetrasse a minha pele sem que eu a pudesse impedir...
Desisti de lutar ...
Pedi à morte um sorriso devorador...ofereci o meu sangue à noite que passava...
Mas a minha dor continuava a corromper os meus sentidos...
Eu não queria sentir mais nada...queria mergulhar no nada...ser apenas uma sombra no vazio...
Neguei a razão da minha existência...apaguei a minha imagem do espelho...dei as minhas forças á á agonia...
E ali fiquei a desejar ver o meu corpo a decompor-se...
Queria apenas fugir do mundo...salvar-me...
quarta-feira, 27 de junho de 2007
segunda-feira, 11 de junho de 2007
Prelúdio de uma morte...Parte II

Esperei tanto por este momento...
Um azul sem brilho a fluir no horizonte...uma luz morta a encendiar a noite...
E fui para sempre...não quis voltar...esqueci o passado...deixei as sombras perdidas no deserto...
As peças encaixaram-se todas e o espelho quebrou-se de novo...
Gotas de sangue arrancadas no chão...
Vi-te...encontrei-te...perdi-te...
Ao ver-te senti que os meus pés já não tocavam o chão...as minhas mãos eram agora meros reflexos da minha alma vazia...
Quis tocar-te...sentir-te de novo...mas não sei se era eu que já não conseguia sentir nada...o se eras tu que já havias partido...ou nunca ali tinhas estado...
Tentei construir o meu reflexo nos pedaços do espelho espalhados pelo chão...mas tudo o que vi foi um assombroso sorriso vindo do meu mais profundo pesadelo...
Sei que morri...tinha que morrer...tinha que me libertar do peso desta existência ...
E depois..a sensação doce do vazio...da liberdade...da eternidade...
segunda-feira, 4 de junho de 2007
"Love is the red of the rose on your coffin door...What's life like, bleeding on the floor..."

Calm...storm...luxury...dust...
Silence...screams...agony …
Who am I now?
A Ghost...a shadow...
An empty soul lost with no shelter...
And I die…I die once again…
Fear…pain…pleasure...
I tremble…I shiver…
I cry…I bleed…
Like a crimson book…opened in a random page…
Like a lonely moonlight in an deep instant…
Like a rose fallen from heaven…
Like an angel sleeping at the cemetery gate…
Like a star that cannot shine…
Like your smile lost forever…your hands cold as ice…
Like my voice…clamming your name in the darkness…
Like my party dress floating in the lake…
Like that endless song…
Like your blood in my skin…
Like a long lost picture of your face…
Like these hurtful dreams…
Who am I now?
Who are you now?
Whispers...secrets...
Silence...screams...agony …
Who am I now?
A Ghost...a shadow...
An empty soul lost with no shelter...
And I die…I die once again…
Fear…pain…pleasure...
I tremble…I shiver…
I cry…I bleed…
Like a crimson book…opened in a random page…
Like a lonely moonlight in an deep instant…
Like a rose fallen from heaven…
Like an angel sleeping at the cemetery gate…
Like a star that cannot shine…
Like your smile lost forever…your hands cold as ice…
Like my voice…clamming your name in the darkness…
Like my party dress floating in the lake…
Like that endless song…
Like your blood in my skin…
Like a long lost picture of your face…
Like these hurtful dreams…
Who am I now?
Who are you now?
Whispers...secrets...
Shadows in a forgotten valley...
Prelúdio de uma morte...

Antes que o tempo morra e a luz penetre os nossos olhares cansados...antes que a tua imagem saia da minha memória e o meu sangue seja o teu sangue...antes que o novo dia vazio regresse para nos assombrar ...e a dor... a dor que fica... seja tão poderosa que nada mais seja doloroso o suficiente para nos sufocar...antes que as luzes de presença sejam ligadas...antes de hoje....antes do fim...antes de um minuto em que o ar se esgota...antes que regresses ao tempo perdido dos amanheceres ilusórios...
Agradece a dor...
Agradece o vazio...morre... morre... morre...morre para renasceres...
Vão encontrar-te no final da festa...perdido entre os restos de felicidade imaginária...
Sentes esta chuva que cai agora sobre nós?
Consegues ver o sofrimento esculpido no horizonte?
Não, não foste tu...nem tão pouco fui eu...
Não, não é um pesadelo...nem uma ilusão...
Vê o teu nome escrito na frieza desta pedra sepulcral...
Vê o sangue que escorre nas tuas mãos...
Ouve os pássaros feridos que entoam o pranto das horas desesperadas...
Chegou a hora ....e antes que passemos a fronteira da sanidade...pintemos de vermelho as rosas que choram caídas no chão...deixemos que elas embalem a nossa solidão...
Caminhamos eternamente...
Eles ficaram para trás...observa-los ao longe...
Deixa-te agora apenas abraçar por este luar nu...
Dancemos agora para sempre neste vale de anjos adormecidos no pó...sábado, 2 de junho de 2007
quinta-feira, 31 de maio de 2007
O mundo tem um sabor ácido...

Acho que me cansei dos carros...irritavam-me tanto naquele dia...mas não eram só os carros...eram as vozes e os olhares das pessoas...era aquele frio...e o relógio que teimava em não andar...acho que estava farta daquele sitio...mas não era só aquele sitio...era o mundo inteiro...tornara-se cansativo e inútil...tinha sono...mas não era só sono...era uma necessidade extrema de dormir...dormir muito e acordar leve...estava farta das pessoas que ficavam a olhar para mim...odiava-as...odiava-as tanto! Apetecia-me fustigá-las com um só olhar...gritar-lhes...dizer que eram nojentas...que me causavam náuseas...vómitos...eram inutéis...como todo o resto do mundo...o relógio que não andava...como se tivesse a conspirar contra mim...tinha a sensação de estar ali há horas, no entanto só tinham passado 20 min...Acho que estava a sufocar...as vozes das pessoas estavam a dar cabo de mim...como desejava que se calassem todos...que o mundo se silenciasse todo de uma vez...Eu estava a entrar em paranóia...todas as pessoas á minha volta tinham caras horrivéis de monstros devoradores de sonhos...apenas o sangue era deliciosamente seguro e quente...Pessoas chegavam e partiam...passavam..e ficavam á minha volta....todas me aborreciam cada vez mais...eu queria silêncio...era tudo o que eu queria...mas elas insistiam em falar alto...como me irrita as pessoas que falam mais alto que o silêncio...o som do silêncio é tão profundo...tão belo...tão intenso...mas há sempre pessoas dispostas a destruí-lo...
quarta-feira, 30 de maio de 2007
For I hear your voice...
For I hear your calling...
for now I've become your slave
Bring me the darkness that never ends...
The loneliness that will conquer my soul...
No more living in this cruel world...
No more breathing this poison air...
I'm leaving this torture...
For I've tasted hell...
For I've never been this high...
For I hear your calling...
for now I've become your slave
Bring me the darkness that never ends...
The loneliness that will conquer my soul...
No more living in this cruel world...
No more breathing this poison air...
I'm leaving this torture...
For I've tasted hell...
For I've never been this high...
segunda-feira, 21 de maio de 2007
Devia ter lido mais vezes aquela frase...talvez agora tivesse uma solução para isto...Decorei apenas as outras palavras soltas e aleatórias e que hoje nada me dizem...
Sentado naquele banco do jardim naquele final de tarde, ele parecia abandonado...acho que perdeu as ilusões...decidiu afastar-se do mundo...
Procurei palavras para lhe dizer...mas apenas saiu silêncio...um silêncio demorado queapagaou o ar...
As folhas cairam...deixa-as afastarem-se levemente...sem pressas...
Era mais um daqueles dias vazios...
Ele, sim, sabia o que dizer...mas naquele dia limitou-se a dizer que sentia frio...
Acho que era um frio interno...que durava desde de sempre...
Acho que se afastou para deixar passar o tempo...
Porque partiste?
Sentado naquele banco do jardim naquele final de tarde, ele parecia abandonado...acho que perdeu as ilusões...decidiu afastar-se do mundo...
Procurei palavras para lhe dizer...mas apenas saiu silêncio...um silêncio demorado queapagaou o ar...
As folhas cairam...deixa-as afastarem-se levemente...sem pressas...
Era mais um daqueles dias vazios...
Ele, sim, sabia o que dizer...mas naquele dia limitou-se a dizer que sentia frio...
Acho que era um frio interno...que durava desde de sempre...
Acho que se afastou para deixar passar o tempo...
Porque partiste?
quarta-feira, 2 de maio de 2007
terça-feira, 1 de maio de 2007
Eterna caminhada na solidão...

E a sua voz era os múrmurios de uma noite sem fim...
E os seus passos percorriam a imensidão...
Partiu...e renasceu por entre o horizonte sombrio de um anoitecer...
Não mais falou nem chorou ...
Não mais regressou...
Perdeu-se para sempre num mar de folhas mortas no vento...
Penetrou depois a luz da escuridão...
Tornou-se o luar e o infinito...
Deixou para trás a violência da tempestade acordada no seu olhar...
Deixou para trás as brumas de um passado de lâminas intermitentes...
Deixou para trás o peso de um mundo desfeito aos seus ombros...
Voou para longe...
Foi com a noite...
segunda-feira, 30 de abril de 2007
Horas de desespero...

Horas desesperadas...
estas em que estou aqui..e não sinto a minha presença...
em que me observo...e não me consigo ver...
em que persigo a minha sombra...e não me consigo alcançar...
Estou longe...
Não estou aqui...
Nunca estive...
Talvez nunca consiga estar...
Vejo-me agora...distante... envolta na névoa...
Olho-me ao longe...saciada em solidão...sou um fragmento de ilusões...
E quanto mais me olho...mais sei que não sou real...
Não me sinto...
Não sinto o peso da realidade na minha alma adormecida...
Não sinto esta dor que me corrói...
Horas desesperadas...
estas em que procuro por mim...
quinta-feira, 12 de abril de 2007
Viciei-me na solidão dos dias que passam devagar...das longas noites de insónia...
E eu pensava que o que precisava mais era de tempo...mas tempo era, na verdade, o que eu tinha mais...tinha tempo até em demasia...apenas o deixava passar por mim sem o agarrar... e acabava sempre por perde-lo...Não me apercebia dos dias...perdia-os a fugir da realidade...não sentia as noites...perdia-as a flutuar em sonhos vazios...E pouco a pouco, eu já não sentia nada...excepto aquela apatia a entranhar-se em mim cada vez mais...e a minha solidão era sufocante! E o que eu achava que precisava era tempo!
Tempo para encarar a realidade...tempo para as feridas cicratizarem e a dor passar...tempo para dizer tudo o que queria dizer...para ir onde nunca fora antes...tempo para ganhar coragem e encarar as verdades...tempo para deixar o passado para trás...tempo para sair do meu esconderijo e enfrentar a claridade...Mas o tempo acabava por me sobrar...mas eu continuava a não chegar a parte alguma...continuava presa numa confusão de momentos sem sentido...
Se ao menos tempo fosse o que precisasse mais...se ao menos me bastasse um dia para mudar tudo...se ao menos eu tivesse a força para abraçar o tempo...para o guardar em mim...e deixá-lo levar-me para onde eu quero ir...
Levaste-me contigo...
Matei-te...
Deixei-te ir simplesmente...
Não te vi olhar para trás...não senti o teu desespero a aumentar...
Matei-te...
Permiti que te afastasses...
E dói demais esta verdade...
Pesa-me demais o teu sangue na minha pele...
Fere-me demasiado esta lâmina na minha carne...
Sufoca-me demais o teu último fôlego...
Ficou demasiado escuro agora que os teus olhos se fecharam....
Quero gritar...mas não há mais voz...
Vejo-te a morrer uma vez mais...
o teu corpo caído a meus pés...e depois a flutuar na minha memória...
e depois olhas para mim...o teu olhar condena-me mais e mais...
E eu afasto-me...tento-te esquecer...mas estás sempre lá...
Chamas-me por entre as sombras da eternidade...
No fundo sei que podia ter mudado tudo...que podia ter-te impedido de partir...que podia ter dito que acreditava em ti...que não estavas a elouquecer...
E estavas tão certo...sempre estiveste...
E quando naquele dia te vi ali... caído no chão...desejei que aquele corpo sem vida fosse meu...
Se ao menos me tivesses dado tempo para te compreender...mas não tinhas esse tempo...não podias esperar mais...
E no fundo somos loucos...e a nossa loucura destrói-nos...destrói a nossa realidade...Somos loucos por não conseguir aceitar a realidade...
E agora que partiste...sei que estou a louquecer cada vez mais...
Deixei-te ir simplesmente...
Não te vi olhar para trás...não senti o teu desespero a aumentar...
Matei-te...
Permiti que te afastasses...
E dói demais esta verdade...
Pesa-me demais o teu sangue na minha pele...
Fere-me demasiado esta lâmina na minha carne...
Sufoca-me demais o teu último fôlego...
Ficou demasiado escuro agora que os teus olhos se fecharam....
Quero gritar...mas não há mais voz...
Vejo-te a morrer uma vez mais...
o teu corpo caído a meus pés...e depois a flutuar na minha memória...
e depois olhas para mim...o teu olhar condena-me mais e mais...
E eu afasto-me...tento-te esquecer...mas estás sempre lá...
Chamas-me por entre as sombras da eternidade...
No fundo sei que podia ter mudado tudo...que podia ter-te impedido de partir...que podia ter dito que acreditava em ti...que não estavas a elouquecer...
E estavas tão certo...sempre estiveste...
E quando naquele dia te vi ali... caído no chão...desejei que aquele corpo sem vida fosse meu...
Se ao menos me tivesses dado tempo para te compreender...mas não tinhas esse tempo...não podias esperar mais...
E no fundo somos loucos...e a nossa loucura destrói-nos...destrói a nossa realidade...Somos loucos por não conseguir aceitar a realidade...
E agora que partiste...sei que estou a louquecer cada vez mais...
terça-feira, 10 de abril de 2007
Vazio de sombras esquizofrénicas...

E soube que eras apenas um sonho...no dia em que te tentei tocar e desapareceste no vento...
Soube que o teu sorriso era somente uma ilusão...no momento em que ele se diluiu na névoa...
Senti que o bater do teu coração não era real, quando o seu som se inundou na escuridão...
Percebi que eras apenas uma construção do meu imaginário...na noite em que te vi no escuro...e os teus olhos brilhavam como pequenas chamas queimando a noite...e os teus pés não tocavam o chão...e todo o teu corpo não agarrava a realidade...
E soube que eras apenas um pedaço de poeira dos meus sonhos...quando as tuas mãos me tocaram e senti o vento e a chuva...senti o brilhar das estrelas e a tempestade...
Senti a tua desfragmentação, no momento em que a tua voz atingiu o infinito...e as tuas palavras se transformaram em pedaços de luar...
E soube que não pertencias a parte alguma...e na verdade permanecias em todos os sitios onde eu estava...eras um segredo escondido...preso na eternidade de uma noite sem fim...
E quando vi que não eras real...tive a horrivel sensação de eu própria não existir...de tudo á minha volta ser apenas um vazio de sombras esquizofrenicas...senti-me rodeada da tua presença...e no fundo estava tão só...vi a tua imagem...ouvi a tua voz...senti-te a caminhar perto de mim...mas olhei para trás...e não estava lá ninguém...

E ali estava eu...como uma flor adormecida num túmulo...
a dissipar-me num véu de sonhos desfeitos...
a perder-me das luzes da realidade...
E depois não sei no que me transformei...
fui o vento gélido do anoitecer...
fui a chuva desesperada caindo sobre as velas...
fui a solidão dos ciprestes acordados na tempestade...
fui por fim a pedra fria do teu jazigo...
aquela que fere a eternidade como a tua memória...
Horizontes quebrados...
Pedaços de um sonho adormecido espalhados pelo vento...
susurros de um dia longínquo onde o tempo parou...
Música...vozes...dor...lágrimas...
uma imensidão de olhares que me ferem...
E depois o silêncio...o anoitecer...
a sombra de um momento distante...
E sou eu que fico aqui
perdida nestes momentos em que se quebram
os horizontes de sensatez...
Sou eu o barco que navega
no mar tempestuoso e frágil...
E és tu quem noite após noite faz crescer a tempestade em mim...
e sou eu que que fujo mais e mais do lugar onde estou presa...
susurros de um dia longínquo onde o tempo parou...
Música...vozes...dor...lágrimas...
uma imensidão de olhares que me ferem...
E depois o silêncio...o anoitecer...
a sombra de um momento distante...
E sou eu que fico aqui
perdida nestes momentos em que se quebram
os horizontes de sensatez...
Sou eu o barco que navega
no mar tempestuoso e frágil...
E és tu quem noite após noite faz crescer a tempestade em mim...
e sou eu que que fujo mais e mais do lugar onde estou presa...
sábado, 31 de março de 2007
Horas vazias...mergulhadas em obsessões...

A minha pele está a consumir-se...e não consigo dormir...se ao menos dormir fosse apenas fechar os olhos...o véu de uma noite sem horizontes cai sobre mim...tenho que fugir...
E não sei se isto está a acontecer...ou se estou apenas a sonhar...
As portas das trevas abrem-se agora para mim...e sou uma sombra flutuante neste jardim de espectros...
Rendo-me!
Estou aqui...não partirei mais...deixei o mundo lá fora a desabar...
E estou a cair...sinto o meu corpo a mergulhar nas chamas...e não sei se morri ou se me matei...e não sei se renasci ou se apenas me desfragmentei de novo...
Que se silenciem todas as vozes absurdas e vazias...que se apague esta luz que me fere a alma...
E as portas fecham-se e desta vez entrei...
E não sei se isto está a acontecer...ou se estou apenas a sonhar...
As portas das trevas abrem-se agora para mim...e sou uma sombra flutuante neste jardim de espectros...
Rendo-me!
Estou aqui...não partirei mais...deixei o mundo lá fora a desabar...
E estou a cair...sinto o meu corpo a mergulhar nas chamas...e não sei se morri ou se me matei...e não sei se renasci ou se apenas me desfragmentei de novo...
Que se silenciem todas as vozes absurdas e vazias...que se apague esta luz que me fere a alma...
E as portas fecham-se e desta vez entrei...
Há algo que persigo incessantemente...algo que está aqui...e que se perde de mim...há algo que procuro insanamente...e quando mais me aproximo...mais distante parece estar...
Há algo que rouba a sanidade dos meus dias...algo que atropela os meus sentidos...
E é nestas horas horas vazias de breves pesadelos adormecidos que fujo de toda a realidade e tento esquecer as obsessões...mas é nestas horas que elas estão mais fortes...
É nestas horas de insónia desesperante que abraço os meus fantasmas...e sou uma página de um velho livro que se desgasta...a chama enfraquecida de uma vela ao vento...
E nas paredes abrem-se frestas que parecem sugar-me...
Há algo que me controla para além do que é possivel ou racional...algo que me prende com todas as forças e me perturba...e que se torna no meu desejo mais intenso...
E o que vejo agora são reflexos de imagens de momentos dolorosos...e tudo o que faço aqui é esperar por algo que jamais chegará...preciso que o meu sangue percorra a minha pele ...preciso de uma dor mais forte para me sentir viva...
Procuro-te por entre os túmulos adormecidos no pó...enquanto o teu corpo se decompoe ali debaixo da terra gélida...
Estas obsessões elouquecem-me!
Estou a perder toda a minha sanidade...
Se ao menos te conseguisse encontrar mais uma vez...se ao menos eu não sentisse o teu corpo a desfragmentar-se...
Se ao menos conseguisses voltar...
E é nestas horas vazias e despersas que sinto o frio da minha loucura a entranhar-se em mim...
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