Devemos dizer tudo…pronunciar cada palavra…
Deitar cá para fora tudo o que nos atormenta cá dentro….
Depois ficamos frágeis….nus…como se a nossa pele estivesse exposta de repente a todas as intempéries sem que nada a pudesse proteger…somos uma carcaça caída no chão…
Mas dizer tudo o que sentimos, liberta-nos…nunca poderemos culpar-nos das coisas que não aconteceram porque nós ocultámos algo...
Temos que dizer tudo o que está dentro de nós…tirar as máscaras…soltar as amarras…caminhar em frente…de cabeça erguida e passos firmes…
O que foi…ficou…bom ou mau…
Seja o que for o efeito que as nossas palavras provoquem…estão ditas …para o bem ou para o mal…
Que as palavras sinceras nos libertem…nos tragam noites de sono descansado…e dias de olhares seguros….
Que as palavras sinceras tornem a nossa viagem mais cómoda…com menos bagagem…
"What are these barriers that keep people from reaching anywhere near their real potential? The answer to that can be found in another question and that's this: Which is the most universal human characteristic: fear, or laziness?" Waking Life
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Pouco a pouco as coisas que me tiravam o sono deixaram de me visitar…como se se tivessem cansado de mim…ou fui eu que me cansei delas…
Espera até ao dia em que consigas finalmente brilhar no meio das sombras…esse dia pode demorar anos…uma vida toda…mas vale a pena esperar por ele…porque um simples momento de brilho vale por toda uma vida de enclausura…
Há um dia em que alguém bate á tua porta e te atira pedras contra á janela e que te acorda para coisas sobre as quais dormias até então …e sais à rua levando na mão as pedras que te atiraram e fazes delas a tua nova arma…e vês tudo de uma forma diferente…
Não adianta que os outros te digam que ainda é cedo para lutar…tu sabes que o cedo ou tarde é relativo…
E pouco a pouco os dias foram parecendo menos sufocantes…senti que depois de um pequeno esforço as coisas sempre estabilizam…
As coisas não são assim tão más como podem parecer, acredita…
Espera até ao dia em que consigas finalmente brilhar no meio das sombras…esse dia pode demorar anos…uma vida toda…mas vale a pena esperar por ele…porque um simples momento de brilho vale por toda uma vida de enclausura…
Há um dia em que alguém bate á tua porta e te atira pedras contra á janela e que te acorda para coisas sobre as quais dormias até então …e sais à rua levando na mão as pedras que te atiraram e fazes delas a tua nova arma…e vês tudo de uma forma diferente…
Não adianta que os outros te digam que ainda é cedo para lutar…tu sabes que o cedo ou tarde é relativo…
E pouco a pouco os dias foram parecendo menos sufocantes…senti que depois de um pequeno esforço as coisas sempre estabilizam…
As coisas não são assim tão más como podem parecer, acredita…
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Para me sentir bem …nada mais fiz que perceber que eu era uma pessoa completamente banal…sem nada de interessante para contar ou para se destacar no meio da multidão…a partir do momento em que me apercebi de tudo isso, nada mais me atormentou…aceitei o facto de ser uma pessoa normal…aceitei a realidade em mim e decidi que o meu lugar era no meio do todo que me rodeia…
A maioria dos nossos problemas e complicações, somos nós mesmos a criá-los…dia após dias vamo-nos convencendo de que há algo errado connosco…não temos coragem suficiente para nos aceitarmos…criamos histórias e dilemas existenciais a nosso respeito…mas no fundo não nos apercebemos que somos apenas carne… ossos…sangue…respiramos todos o mesmo ar…precisamos todos de comida…temos todos que dormir e respirar…a verdade nua e crua é que somos todos animais…selvagens que vagueiam por aí no meio da civilização…
A maioria dos nossos problemas e complicações, somos nós mesmos a criá-los…dia após dias vamo-nos convencendo de que há algo errado connosco…não temos coragem suficiente para nos aceitarmos…criamos histórias e dilemas existenciais a nosso respeito…mas no fundo não nos apercebemos que somos apenas carne… ossos…sangue…respiramos todos o mesmo ar…precisamos todos de comida…temos todos que dormir e respirar…a verdade nua e crua é que somos todos animais…selvagens que vagueiam por aí no meio da civilização…
domingo, 26 de outubro de 2008
As ruas estão vazias…caminho… caminho e não chego a lugar algum…bato a portas que não abrem…sento-me em bancos de jardins abandonados…depois caminho mais…sem que ninguém apareça...mas não estou só…jamais estarei…estás comigo…estarás sempre…
Se tu não fosses o que eu queria …deixava-te ir ao sabor do vento de cada anoitecer… mas não posso…não consigo sequer imaginar a minha vida sem estar a pensar no que poderia ser…mas eu não consigo imaginar a minha vida sem ti…sem me olhares…sem te ver sorrir em casa dia
Se eu pudesse dir-te-ia que as coisas nunca são como tu idealizas….tudo se dá de uma forma que não podes controlar porque nada é como deveria ser …é melhor esqueceres tudo o que viveste tudo é morto e inútil e insuportável…
Se tu não fosses o que eu queria …deixava-te ir ao sabor do vento de cada anoitecer… mas não posso…não consigo sequer imaginar a minha vida sem estar a pensar no que poderia ser…mas eu não consigo imaginar a minha vida sem ti…sem me olhares…sem te ver sorrir em casa dia
Se eu pudesse dir-te-ia que as coisas nunca são como tu idealizas….tudo se dá de uma forma que não podes controlar porque nada é como deveria ser …é melhor esqueceres tudo o que viveste tudo é morto e inútil e insuportável…
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
domingo, 19 de outubro de 2008
quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Vamos acreditar que as coisas ainda não perderam o sabor…
Vamos acreditar que este momento agora sabe a presente e não está carregado de fragmentos do passado e do futuro…
Vamos acreditar que as coisas ainda têm sabor…
Sabor a amanhecer…sabor a luar…sabor a limão…sabor a açucenas…sabor a céu azul…sabor a água fresca…sabor a terra molhada…sabor a folhas de Outono…sabor a CASA…
Vamos acreditar que as coisas ainda têm aquele sabor dos longos dias de Verão da infância …
Vamos acreditar que a vontade de saborear as coisas ainda permanece…
Vamos acreditar que este momento agora sabe a presente e não está carregado de fragmentos do passado e do futuro…
Vamos acreditar que as coisas ainda têm sabor…
Sabor a amanhecer…sabor a luar…sabor a limão…sabor a açucenas…sabor a céu azul…sabor a água fresca…sabor a terra molhada…sabor a folhas de Outono…sabor a CASA…
Vamos acreditar que as coisas ainda têm aquele sabor dos longos dias de Verão da infância …
Vamos acreditar que a vontade de saborear as coisas ainda permanece…
domingo, 28 de setembro de 2008
Sem nada para fazer neste domingo chuvoso, eu dou por mim a pensar “porque não estás aqui?”...os dias passam devagar …ou muito depressa…e nada permanece em mim… toda a realidade é crua…nada tem sabor…ou eu não saboreio nada …todos os sabores me passam pela boca sem que nenhum fique…não que me sinta infeliz…não sinto, sabes…podia sentir, não é? Mas não sinto…acho que de certa forma aprendi a viver assim…com este sentimento…
Sem ti é como se tudo o resto já não fizesse sentido …estou caída na rua enquanto o mundo passa por mim sem reparar…
Eu não sei o que poderia dizer agora ou o que seria se as coisas pudessem ser diferentes…eu jamais pensei que ao olhar para trás mudaria as coisas, nunca mudam mesmo quando nós tentamos muito…quando nos esforçamos mesmo…
Sem ti é como se tudo o resto já não fizesse sentido …estou caída na rua enquanto o mundo passa por mim sem reparar…
Eu não sei o que poderia dizer agora ou o que seria se as coisas pudessem ser diferentes…eu jamais pensei que ao olhar para trás mudaria as coisas, nunca mudam mesmo quando nós tentamos muito…quando nos esforçamos mesmo…
sábado, 27 de setembro de 2008
Nada mais pode ruir-me agora…estou onde sempre quis estar…pouco a pouco subo mais um degrau …ainda não atingi o topo…mas um dia após outro…vou seguindo em frente…nada mais me prende em lugar algum…sou um espírito livre sem pretensões …sinto que posso agarrar o mundo apenas com as minhas mãos…sem medos…sou a mesma pessoa de sempre…de ontem…da semana passada…do mês passado…sou a mesma pessoa de há anos atrás…mas agora sei que a vida é uma viagem cheia de inúmeras possibilidades…que se uma falha…muitas outras de apresentam á nossa frente…não há nada a temer…eu já não temo...já não fujo e nem me escondo…a vida é o que tem que ser…sem mais nada… de nada adianta fingir-se que se é o que não se é…de nada adianta fazer escolhas que nos afastam daquilo que realmente queremos...
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Ás vezes não sei o que me dá…estou para aqui a vaguear em pensamentos…frases…ideias…coisas ocas…opacas…divisões…janelas…jardins intermináveis…chaves…folhas de papel desocupadas …casas…árvores secas caídas…e eu…a minha imagem desfocada num vidro de um carro que passa apressadamente por mim na rua…pensamentos vazios aqui e ali…paredes que se erguem á minha passagem…e eu não sei se é de mim…ou os dias estão a passar cada vez mais depressa…
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Há em tudo o que me rodeia agora uma certa fragilidade…os objectos não permanecem nos mesmos lugares…as cores estão em constante mutação…os sons são imperceptíveis …
Permaneço a observar o horizonte sem pensar em nada…pela primeira vez não tenho expectativas nem planos… apenas sou o momento que se esgota de mim…apenas sou a luz que cai sobre a minha pele…apenas sou o ar que me rodeia…
Os dias já não são os mesmos…tudo se altera a casa minuto que passa….
Apenas a velha árvore permanece intacta face a todas as intempéries…apenas ela me olha sem pressas…a mostrar que o caminho é longo mas que eu tenho que ir devagar…
Permaneço a observar o horizonte sem pensar em nada…pela primeira vez não tenho expectativas nem planos… apenas sou o momento que se esgota de mim…apenas sou a luz que cai sobre a minha pele…apenas sou o ar que me rodeia…
Os dias já não são os mesmos…tudo se altera a casa minuto que passa….
Apenas a velha árvore permanece intacta face a todas as intempéries…apenas ela me olha sem pressas…a mostrar que o caminho é longo mas que eu tenho que ir devagar…
segunda-feira, 7 de julho de 2008
As palavras que não te disse e as coisas que não fiz estão guardadas na grande caixa fechada no tempo que jamais ousarei abrir...
Um dia talvez voltes...
Um dia talvez eu vá com a noite...
Um dia talvez te encontre onde nunca te perdi...
Um dia talvez não haja mais perguntas, nem respostas...
Um dia talvez eu te saiba...e tu me saibas...
Um dia talvez eu te deixe ir sem remorso...
Um dia talvez feche a porta sem olhar para trás...
Um dia talvez eu consiga agarrar as coisas que agora teimam em me escorrer das mãos como água...
Um dia, lá bem no fundo dos dias desertos, talvez o caminho se abra, os muros se quebrem e o espelho permaneça intacto...
As palavras que eu não te disse...carrego-as comigo...vão onde eu for e nunca me abandoman, até ao dia em que eu as liberte de mim e as pronuncie bem alto sem hesitar...
As palavras que não te disse, nunca foram na verdade palavras, não têm forma nem som...são apenas pensamentos súbitos sem consolação...
Um dia talvez voltes...
Um dia talvez eu vá com a noite...
Um dia talvez te encontre onde nunca te perdi...
Um dia talvez não haja mais perguntas, nem respostas...
Um dia talvez eu te saiba...e tu me saibas...
Um dia talvez eu te deixe ir sem remorso...
Um dia talvez feche a porta sem olhar para trás...
Um dia talvez eu consiga agarrar as coisas que agora teimam em me escorrer das mãos como água...
Um dia, lá bem no fundo dos dias desertos, talvez o caminho se abra, os muros se quebrem e o espelho permaneça intacto...
As palavras que eu não te disse...carrego-as comigo...vão onde eu for e nunca me abandoman, até ao dia em que eu as liberte de mim e as pronuncie bem alto sem hesitar...
As palavras que não te disse, nunca foram na verdade palavras, não têm forma nem som...são apenas pensamentos súbitos sem consolação...
Os dias sucedem-se ao ritmo do relógio que ao fundo da sala teima em mostrar referências vãs de um tempo nulo...
Tudo permanece em silêncio...
Nem uma voz...nem um suspiro...
Eu caminho alheia pela casa...
Nada me prende...e tudo me agarra...
Nada me prende...nem as molduras com sorrisos distantes...nem os livros abertos em páginas aleatórias...nem os movimentos que se sucedem nos ponteiros do relógio...
Nada me prende...nem as memórias embebidas no pó dos móveis...nem os ecos que assombram o branco das paredes...
Se eu saisse agora não olharia para trás...mas toda a minha alma ficaria para sempre neste lugar...
Lá fora, uma leve brisa agita de mansinho as folhas das árvores, como se de repente elas dançassem ao som de um ritmo surdo e desenfreado..
E eu permaneço agora estática...inerte no vazio...
Imagino os dias...e as noites...
Á minha frente surgem imagens incandescentes de sonhos desfragmentados nos dias...
Se ao menos eu adormecesse...
Se ao menos, depois de dormir, eu acordasse então...
E os dias sucedem-se sem pedir permissão...
O dia de ontem já o perdi, o de hoje escapa-se abruptamente de mim...e o de amanhã não me pertence ainda...
Os dias não são meus...assim como não é meu o silêncio deste lugar...
Vagueio novamente pela casa...nada me pertence nesta solidão imaculada...
Nada me prende...e, no entanto, tudo me agarra...
Tudo permanece em silêncio...
Nem uma voz...nem um suspiro...
Eu caminho alheia pela casa...
Nada me prende...e tudo me agarra...
Nada me prende...nem as molduras com sorrisos distantes...nem os livros abertos em páginas aleatórias...nem os movimentos que se sucedem nos ponteiros do relógio...
Nada me prende...nem as memórias embebidas no pó dos móveis...nem os ecos que assombram o branco das paredes...
Se eu saisse agora não olharia para trás...mas toda a minha alma ficaria para sempre neste lugar...
Lá fora, uma leve brisa agita de mansinho as folhas das árvores, como se de repente elas dançassem ao som de um ritmo surdo e desenfreado..
E eu permaneço agora estática...inerte no vazio...
Imagino os dias...e as noites...
Á minha frente surgem imagens incandescentes de sonhos desfragmentados nos dias...
Se ao menos eu adormecesse...
Se ao menos, depois de dormir, eu acordasse então...
E os dias sucedem-se sem pedir permissão...
O dia de ontem já o perdi, o de hoje escapa-se abruptamente de mim...e o de amanhã não me pertence ainda...
Os dias não são meus...assim como não é meu o silêncio deste lugar...
Vagueio novamente pela casa...nada me pertence nesta solidão imaculada...
Nada me prende...e, no entanto, tudo me agarra...
terça-feira, 1 de julho de 2008
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Aquela música no fundo da rua transportou-me de repente para um lugar conhecido que eu há muito abandonara…e eu percorri o tempo…revoltei os dias…parei naquele instante exacto… no minuto que já passara…por entre as luzes do passado eu me confrontei com tudo o que eu fizera…
Gosto de pensar, que, a partir de um certo momento as coisas estão fora do meu controlo…eu posso até conduzi-las até uma determinada altura…mas depois elas soltam-se desenfreadas das minhas mãos…era nisso em que pensava naquele dia ao descer aquela rua e ao ouvir aquela música…
As coisas por si só são apenas coisas…mas a memória transfigura tudo...foi isso que me fez parar e ouvir aquela música com mais atenção…a música remexia nas minhas memórias…estava ligada a mim de algum jeito…
Depois comecei a pensar que eu vivia demasiado de memórias…e afastei-me á pressa dali…
Quem se alimenta demasiado do passado – como eu – perde imensas coisas do presente…apercebi-me quando verifiquei que as minhas memórias recentes eram apenas memórias de estar a relembrar alguma coisa…ou seja, memórias de memórias…percebi que estava a entrar num ciclo vicioso…
Quando não se consegue escrever mais nada...fica apenas isto...um esboço do que poderia ter sido...mas evidentemente nunca será...
Gosto de pensar, que, a partir de um certo momento as coisas estão fora do meu controlo…eu posso até conduzi-las até uma determinada altura…mas depois elas soltam-se desenfreadas das minhas mãos…era nisso em que pensava naquele dia ao descer aquela rua e ao ouvir aquela música…
As coisas por si só são apenas coisas…mas a memória transfigura tudo...foi isso que me fez parar e ouvir aquela música com mais atenção…a música remexia nas minhas memórias…estava ligada a mim de algum jeito…
Depois comecei a pensar que eu vivia demasiado de memórias…e afastei-me á pressa dali…
Quem se alimenta demasiado do passado – como eu – perde imensas coisas do presente…apercebi-me quando verifiquei que as minhas memórias recentes eram apenas memórias de estar a relembrar alguma coisa…ou seja, memórias de memórias…percebi que estava a entrar num ciclo vicioso…
Quando não se consegue escrever mais nada...fica apenas isto...um esboço do que poderia ter sido...mas evidentemente nunca será...
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Desencontro

Passaste por mim a correr numa manha de Outono em que as folhas das árvores cobriam as ruas…vi-te a passar e duvidei logo a seguir que te vira realmente naquele instante…
Posso ter imaginado aquele momento…seria natural que assim tivesse sido…
Ao passar de novo, numa tarde qualquer, por aquelas ruas tão cheias de tudo e vazias para mim…jurei que me esperavas numa esquina escondida perto daquele jardim onde costumávamos ir…e vi-te…mas a seguir dissipaste-te no vento daquele entardecer…
Um dia decidi esperar-te…sentei-me naquele velho banco de madeira…e esperei-te…esperei-te sem fim…horas e horas…até que a manhã se tornasse tarde…e a tarde morresse na noite…e ao esperar-te soube desde o início que não virias…
Mas esperei-te como quem espera que algo aconteça mesmo sem saber bem o quê…
Esperar-te com a certeza de que não aparecerias era uma forma de me enganar com uma mentira na qual eu no fundo não me iludia demasiado…
Quando a noite caiu levemente nas copas das árvores…fui embora sem olhar para trás…
Imaginei naquele momento, que ao ir embora tu chegarias…que te sentarias no mesmo banco…e ficarias ali…horas e horas a olhar em redor…á espera…
Ficarias ali...a esquecer o tempo...e a noite tornar-se-ia em manhã…e a manhã daria lugar á tarde…e ao anoitecer partirias com o cansaço de uma espera sem resposta…
Partirias … para que quando eu voltasse já não estivesses lá…
Posso ter imaginado aquele momento…seria natural que assim tivesse sido…
Ao passar de novo, numa tarde qualquer, por aquelas ruas tão cheias de tudo e vazias para mim…jurei que me esperavas numa esquina escondida perto daquele jardim onde costumávamos ir…e vi-te…mas a seguir dissipaste-te no vento daquele entardecer…
Um dia decidi esperar-te…sentei-me naquele velho banco de madeira…e esperei-te…esperei-te sem fim…horas e horas…até que a manhã se tornasse tarde…e a tarde morresse na noite…e ao esperar-te soube desde o início que não virias…
Mas esperei-te como quem espera que algo aconteça mesmo sem saber bem o quê…
Esperar-te com a certeza de que não aparecerias era uma forma de me enganar com uma mentira na qual eu no fundo não me iludia demasiado…
Quando a noite caiu levemente nas copas das árvores…fui embora sem olhar para trás…
Imaginei naquele momento, que ao ir embora tu chegarias…que te sentarias no mesmo banco…e ficarias ali…horas e horas a olhar em redor…á espera…
Ficarias ali...a esquecer o tempo...e a noite tornar-se-ia em manhã…e a manhã daria lugar á tarde…e ao anoitecer partirias com o cansaço de uma espera sem resposta…
Partirias … para que quando eu voltasse já não estivesses lá…
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Hoje sinto-me…
Ou será que não me sinto?
Hoje ouço todas as palavras que nunca antes eu tinha conseguido ouvir…e sinto-as como nunca as tinha sentido…vejo-as na sua plenitude…
Vezes sem conta digo a mim mesma que estou a enlouquecer…ou deveria dizer para não me preocupar que não estou a enlouquecer?
E tudo segue o seu curso certo…e eu sinto que estou a perder o controlo dos meus passos…
Hoje definitivamente não me sinto! Não estou em mim…não compreendo o vazio que me devora silenciosamente…
Olho á volta…e sinto o caos a instalar-se em todos os pormenores que me rodeiam…
Está aí alguém?
Eu não estou….
Procuro incessantemente por algum sinal…uma reacção …
Apenas palavras se elevam dos destroços no chão…e me fitam…
Dia após dia a minha razão de desmorona um pouco mais…
Ou será que não me sinto?
Hoje ouço todas as palavras que nunca antes eu tinha conseguido ouvir…e sinto-as como nunca as tinha sentido…vejo-as na sua plenitude…
Vezes sem conta digo a mim mesma que estou a enlouquecer…ou deveria dizer para não me preocupar que não estou a enlouquecer?
E tudo segue o seu curso certo…e eu sinto que estou a perder o controlo dos meus passos…
Hoje definitivamente não me sinto! Não estou em mim…não compreendo o vazio que me devora silenciosamente…
Olho á volta…e sinto o caos a instalar-se em todos os pormenores que me rodeiam…
Está aí alguém?
Eu não estou….
Procuro incessantemente por algum sinal…uma reacção …
Apenas palavras se elevam dos destroços no chão…e me fitam…
Dia após dia a minha razão de desmorona um pouco mais…
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