segunda-feira, 12 de junho de 2006

De nada adianta fingirmos…tentarmos escapar da verdade em nós…de nada adianta dizermos coisas que não sentimos…agir como se não nos importássemos…Porque ás vezes fazemos coisas que não queríamos? Dizemos “não” mas no fundo só queríamos dizer “sim”…partimos mas queríamos tanto ficar…fazemos um olhar de indiferença mas queríamos sorrir…tantas vezes não compreendemos os nossos comportamentos…porque fazemos aquilo que no fundo não é a nossa vontade? Será mais fácil mentir…fingir? Será mais fácil virar as costas e deixar tudo para trás? E fazemos isto toda a vida…e quanto mais nos apercebemos mais fazemos…como se nos sentíssemos bem a ignorar os nossos verdadeiros caminhos…Um dia talvez acordemos e tenhamos vontade de corrigir tudo…de agir de acordo connosco próprios…de fazer tudo aquilo que na verdade queríamos ter feito durante o tempo todo…mas ás vezes pode ser demasiado tarde…

domingo, 11 de junho de 2006

Serás sempre o sabor a saudade que fica após cada despedida…serás sempre o vento frio que embala os meus pesadelos…serás sempre a música a tocar sem fim no fundo do nada…agora que a tua partida é apenas a realidade de cada novo dia…e que a minha solidão é mais um sentimento inútil na minha vida…cada dia será sempre mais vazio que o anterior…cada minuto passará de uma forma mais rápida…por muito tempo que possa passar seremos sempre o que fomos um dia…ainda que o nosso olhar tenha mudado… o que procuras agora? Em que direcção te levam os teus passos? Conseguiste que a tua vida fosse algo mais? Às vezes só desejava que a minha fosse mais que lágrimas na chuva e poder atravessar as barreiras de loucura na minha mente… conseguiste encontrar o teu caminho? Afinal como sabemos que encontramos o nosso caminho? Como sentimos que é por ali que devemos continuar a caminhar? Será que um dia vou acordar e encontrar-te? Será que ainda existes? Não é fácil acreditar que depois de muito caminharmos vamos encontrar a nossa realidade…não é fácil ter esperança de que um dia tudo se conjugará e poderemos enfim olhar para nós próprios e sentir-mo-nos completos…livres de mágoa…mas enquanto a minha loucura solitária me perturba…continuarás a ser a voz que grita do fim da minha ilusão… a verdade que não sei se é real… e a sombra que caminha a meu lado…

quarta-feira, 7 de junho de 2006

Mudanças

Não sou a mesma pessoa que era antes...há coisas que jamais poderei mudar...há momentos que jamais poderei recuperar...há verdades que jamais poderei ignorar...há sombras escondidas em tudo o que sou...faça o que fizer nunca poderei fazer com que tudo seja como era...não poderei viver como se tudo tivesse na mesma...como se nada tivesse acontecido...como se eu não tivesse diferente...como se ainda fizesse sentido tudo o que passou...agora sinto que nunca poderia regressar e ser o que sempre fui...olhar o mundo da forma como eu olhava...sentir cada pedaço de realidade como eu sentia...hoje se tentasse voltar e fingir que ainda era a mesma pessoa e agir como se quisesse acreditar nisso...jamais poderia ter sentido...jamais poderia acordar da mesma forma...sentir o mesmo...caminhar com os mesmos horizontes...adormecer a pensar nas mesmas coisas...ter as mesmas vontades...desejos e medos...hoje jamais poderia ter o mesmo olhar....o mesmo sorriso...dizer as coisas com a mesma vontade...hoje saberia que tudo seria sempre diferente...o tempo passa...e leva-nos com ele...muda-nos...cura umas feridas e provoca outras...leva-nos dias...meses...anos...mas enquanto a vida durar...haverá sempre um novo dia para acordarmos...uma nova noite para adormecermos...uma nova tarde para acalmarmos...após cada dia de chuva aparecerá sempre um novo arco-iris...depois de um longo inverno...a primavera irá sempre surgir...existirão sempre momentos em que achamos que não vale a pena continuar...e outros em que a vontade de viver estará mais forte em nós... e todas as noites haverá sempre um novo céu cheio de estrelas para acreditarmos de novo que basta apenas fechar os olhos pedir um desejo...e acreditar que todo aquele enorme universo vai fazer com que se realize...tudo isto continuará...estejamos onde estivermos...por muito longe de casa que possamos estar...sejamos aquilo que formos...por muitas mudanças que tenham sucedido na nossa vida... por muito distantes que possamos estar de nós próprios...por muito alto ou baixo que nos encontremos...por muito escura ou brilhante que seja a nossa existencia...

segunda-feira, 5 de junho de 2006

Não sou eu…não serás tu…nunca seremos nós…alguém sobrevoa as nossas vidas…alguém nos observa para além de todas as coisas…alguém está dentro do nada…antes eras tu…agora já não és…está fora do teu alcance…agora estás deste lado…estás comigo…ou não estás? Finges que morres…mas ficas sempre aqui…constróis a tua própria partida…mas na realidade nunca chegas a partir…apagas os teus passos…mas continuo a ouvi-los a toda a hora…escondes-te nas sombras mas ainda te vejo…continuas a ser a luz que me guia…mesmo que a tua presença seja apenas pequenos pedaços de silêncio…mesmo que a tua presença seja apenas fragmentos de sonhos perdidos…e que cada parte de ti seja somente os recantos escondidos da minha loucura…és a minha maior ilusão ou a minha única realidade?

sábado, 3 de junho de 2006

Às vezes parece que não estás aqui...outras vezes sinto-te tão presente...és parte de mim...mas depois já não sei o que és...tocas as minhas palavras...moves as frases que escrevo...és o que sou...estás onde estou...mas depois já não és nada...dissipas-te no vento como se nunca tivesses estado aqui...e já não sou eu...já não existo...uma parte de mim dissipou-se junto contigo...e a outra ainda não a encontrei...

terça-feira, 30 de maio de 2006

Revolta...aquele sentimento que chega sempre

Isto tudo me provoca uma certa revolta interior...o facto de estar aqui e não conseguir estar ao mesmo tempo é insuportável...sinto que já não há hipotese de conseguir chegar até onde quero...falta-me o ar e a coragem...agora ainda queria ser aquilo que sempre tentei em vão ser...agora ainda queria subir e não ter que cair de novo...mas falta-me a esperança...a vontade verdadeira de triunfar...afinal porquê escrevo eu estas palavras que ás vezes nem percebo?será que um dia terão algum sentido? não adianta fugir-mos de nós próprios...não adianta fingir-mos que somos o sorriso que vemos todos os dias em nós...de nada serve lamentar o tempo que passa e teima em arrastar com ele fragmentos das nossas vidas...é sempre dificil sermos algo que no fundo não somos...podemos fingir durante algum tempo...mas será sempre impossível se-lo a vida toda...há sempre pormenores que falham...peças que não se encaixam...hoje a minha revolta é a minha companheira...sempre presente...amanha tentarei fugir dela...mas de novo ela vai me encontrar...somos sempre vitimas de nós mesmos...dos nossos mistérios...das nossos pensamentos e desejos secretos...dos nossos medos...das nossas inseguranças...dos nossos caprichos...dos nossos sentimentos...somos sempre manipulados pelos nossos lados mais obscuros...há sempre faces diferentes do nosso ser que nos provocam e nos tentam conduzir a lugares para onde é sempre mais fácil fugir...

quinta-feira, 25 de maio de 2006

Já era tempo de uma revolução...

Que mundo cheio de idiotas..."pessoas" que acham que são perfeitas e por isso acham que têm o direito de julgar os outros...as maiorias ganham sempre...porquê? quem lhes deu esse direito? quero um mundo em que as maiorias sejam abolidas...quero um mundo onde todas as regras sejam quebradas!!!quero um mundo sem pré-definições ridículas do que é certo ou errado...bom ou mau...do que é aceitável ou não...quero um mundo onde as pessoas com ideias diferentes não sejam vistos como anormais...quero um mundo onde haja respeito pelas diferenças...quero um mundo onde haja algo novo...onde as coisas não tenham que ser como sempre foram...onde a vida não se torne demasiado prevísivel...quero um mundo...que sei que jamais vai existir...

quarta-feira, 24 de maio de 2006

Queria agarrar cada raio de sol...colocá-lo de mansinho dentro da caixa dos meus sonhos...cuidar de cada pedaço de luz como uma frágil flor...nunca deixar que o brilho se dissipasse...e um dia...libertá-los...um por um...sem que nenhum perdesse o seu rumo...e vê-los depois...a subir...no céu...e a levar com eles cada sonho meu...e sentir depois a pairar sobre mim...todos os pedaços da minha vontade...e acreditar que jamais cairiam...
Momentos...fecheio-os dentro do nada do meu longuíquo horizonte...lembranças...perderam-se no vento...tentei agarrar algo que ainda me mostrasse quem eu sou...se voltassem...ficariam?...se o passado regressasse fariam os dias sentido ainda?...se o ontem voltasse...quebrando as sombras...misturar-se-ia com as cores de cada fragmento do agora?

terça-feira, 23 de maio de 2006

Parece que caí.......................................................................................
....ás vezes nada tem que fazer sentido.....................................................
..........e é isso que dá todo o sentido.....................................................
.......Agora não há mais ar.....................................................................
..................................para onde vão os amanheceres?...........
............para onde correm os pedaços de tempo....que deixam de ser...antes de realmente ser................................
..................................Agora persigo o escuro.....................ou será o escuro que me persegue?
...............onde te escondeste?................ou será que agora fui eu que me escondi ?
...............................Que noite é esta? Que solidão cai agora sobre o meu olhar?.................................................................................................
....................................Agora parece que a chuva está á minha espera................para onde me levas?
............Que se abram as portas do abismo.....que as sombras se apoderem do agora...que nada mais fique aqui..................................
.................Vai....eu fico...mas ao ver-te partir...arrastas-me contigo.......
..........Perdi-me...encontraste-me....perdeste-me....encontrei-te....perder-te-ei....encontrar-me-ás......................................................
.......Porque ouves a minha voz? Porque teimas em fazer com que ouça
a tua ? ..............................................................................................
Agora não vou cair..........................

segunda-feira, 22 de maio de 2006

Enquanto cais levemente por entre as sombras e te deixas ficar num dia que teima em não terminar...enquanto ainda há um sopro de imensidão escondido atrás de cada pôr-do-sol...enquanto te procuro e estás aqui mas depois desapareces e já não sou eu...nem és tu...seremos nós ?...mas quem somos afinal ?...pensar que quase te alcançava por entre os meus sonhos...mas eu estive sempre acordada...não eram sonhos...eram ilusões presentes em mim...ás vezes quero que partas...outras vezes desejo que fiques sempre aqui comigo...para me sentir completa...quem me olha devagar ao longe?...quem me observa agora?...serás tu ?...serei eu?...ás vezes fecho os olhos para não te ver...e ouço-te bem do fundo a chamar por mim...ficarás comigo agora?...continuarás a observar-me ao longe?...estás sempre aqui...se eu partir seguir-me-ás...se andar mais devagar ainda ver-te-ei caminhar ao meu lado...

quarta-feira, 17 de maio de 2006

Há algo que caminha ao meu lado e eu não alcanço...há algo que me chama do fundo do nada...que me chama para me levar até onde eu quero ir...há sempre algo que flutua por entre as sombras...algo que paira por entre as sombras...algo que paira por entre tudo o que não é...tudo o que não existe...tudo o que nunca será ouvido...visto ou sentido...há uma voz que grita o meu nome do fundo do vento...há algo escondido atrás de cada fragmento de ilusão...algo que está presente em cada momento de escuridão da minha presença...talvez eu não encontre o amanhã em cada gota de chuva...talvez eu me esqueça de como se recomeça...talvez apenas fique em mim a memória do fim...quero que partas...que saias da minha ilusão...que voes para longe...que encontres a tua liberdade...e que me deixes também ser livre...talvez nunca vás...talvez fiques sempre aqui...caminhando ao meu lado em cada momento vago de incerteza...em cada dia longo de inconstâncias...ás vezes parece que preciso mesmo de sentir-te aqui...

sábado, 13 de maio de 2006

É inútil ficar...agora que já parti...são inutéis as palavras...agora que o silêncio faz muito mais sentido na minha vida...nem tudo fica bem no final...a chuva não acaba sempre por passar... há sempre razões para chorar..é inútil tentar mais uma vez...agora que já desisti...os gritos profundos em silêncio por entre as sombras da tempestade...os passos incertos na noite...queria mudar alguma coisa e depois fugir para longe...bem longe... tão longe que jamais voltasse...

Odeio!!

Odeio o tempo passado a fazer coisas só porque alguém me diz para fazê-las…odeio as palavras ditas para agradar...e os gestos só para impressionar...odeio ir para onde todos vão... ficar onde todos ficam...ser o que todos são...odeio ser igual...odeio as regras...odeio tudo o que é comum…odeio a falta de vontade própria...e a falta de originalidade...odeio as maiorias... odeio a perfeiçãoodeio as coisas certas...odeio a razão...odeio tudo o que é tradicional...odeio as coisas normais...as básicas...as ridículas, porque simplesmente são o que têm de ser e não evoluem...odeio o que todos adoram...odeio tudo o que é previsível...tudo o que não se opõe á naturalidade...odeio ser o que todos esperam que eu seja...odeio ser o que acham suposto ser...e odeio não conseguir odiar aquilo que queria odiar...

quinta-feira, 11 de maio de 2006

Onde estás agora? Continuo a procurar-te como antes...mas agora sei que jamais te vou encontrar...continuas a ser a minha ilusão perdida no fundo do nada...que é o tudo que não tenho...em momentos da minha vida julguei que perdera a minha memória de ti...julguei que se apagara de mim o brilho do teu sorriso...e a profundidade do céu do teu olhar...pensei que tudo de dissipara da minha vida...julguei-me livre dessa força que durante tanto tempo me aprisionou...e que de novo agora me aprisiona...

quarta-feira, 10 de maio de 2006

Memória perdida...

Ainda continuas aqui...em cada momento do meu tempo...em cada passo que dou...apesar de teres partido...continuas a ser tudo para mim...continuas a ser a memória perdida no fundo do meu olhar...continuas a ser o nada na minha vida...a ilusão que se afasta por entre a chuva...ainda és a minha razão...sem sentido...és a minha cura...e a minha maior doença...a maior de sempre...será que para sempre?

"...Olhei para trás...e ainda lá estavas..."

segunda-feira, 8 de maio de 2006

Enquanto o dia cai...eu voo sobre as asas do vento...desprendo-me de tudo...às vezes gosto de abandonar as coisas...de sentir o que é nao ser..não estar...
Agora quero apenas que partas definitivamente...desta vez para sempre...e um dia...mesmo que voltes...que eu não note a tua chegada...que fique assim...no vazio da ausência...na liberdade da perda...

domingo, 7 de maio de 2006

Noite...

Noite...múrmurios de mais um dia que passou...notas soltas num papel rasgado...fragmentos de luz perdidos no horizonte...correntes de ilusão esquecidas numa janela...e dentro de uma noite que não tem fim...por entre as sombras de uma escuridão vazia e sem reflexos...eu fico...mergulho no silêncio de cada gota de nada...perco-me por vagos momentos de luz que me sufocam com o ar que não chega para poder ficar...e é sempre assim quando nada mais há a esperar...quando tudo o que resta é o tempo perdido...

sexta-feira, 5 de maio de 2006

Passei a odiar os dias, as noites e os amanheceres...o vento, a chuva...e até o sol...passei a odiar as vozes, os sorrisos...os gestos e os olhares...os sons e os silêncios...passei a odiar os momentos...as horas...o fim do dia...passei a odiar o tempo...desde que partiste...