segunda-feira, 10 de abril de 2006

Razões de esperança...perdidas algures

Estranho quando damos por nós a arranjar razões para fugir do tempo...estranho quando ficamos presos a uma ilusão que se esgota...mas depois queremos fugir...deixar de sentir o sofoco das nossas palavras...quebrar as correntes de tristreza que nos prendem como se jamais nos quisessem libertar... queremos respirar de uma vez todo o ar que nos permita viver para sempre...chega o dia em que cada parte do nosso ser esgotou todas as forças para continuar a permanecer na sombra do passado...na insegurança das lembranças...chega o dia...que pode ser ainda hoje...em que abrimos os olhos e deixamos entrar em nós a luz de de cada amanhecer...sem remorsos ou barreiras que nos impeçam de voar sem medo de cair...chega o dia...talvez mais cedo do que esperávamos...em que deixamos que morra em nós a vontade obcessiva de escapar da vida...

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