Ainda te consegui ouvir...a chamar por mim do fundo da escuridão...quis fugir...tentar não te ouvir mais...depois quis ficar e escutar a tua voz de novo...dissseste palavras que não queria sentir...mostraste-me tudo o que eu era...mostraste-me o meu mundo...e de repente já não estavas mais ali...e eu observava-te ao longe...e eu via-me com os teus olhos...tentei esquecer aquele momento..esquecer-te...esquecer-me...e subtilmente...toda a realidade se dissipou na terna morbidez do teu olhar...e todos os espectros te trouxeram de novo para perto de mim...
"What are these barriers that keep people from reaching anywhere near their real potential? The answer to that can be found in another question and that's this: Which is the most universal human characteristic: fear, or laziness?" Waking Life
terça-feira, 31 de outubro de 2006
terça-feira, 24 de outubro de 2006
sexta-feira, 20 de outubro de 2006
quarta-feira, 18 de outubro de 2006
A Felicidade...ainda que me canse...queria que durasse para sempre...
A Felicidade é breve como o tempo...de repente esgota-se e leva a nossa alma...é frágil como uma pequena flor...que cresce de mansinho sem que ninguém se aperceba...e poucos conseguem ver realmente a sua beleza...a Felicidade é azul como o céu...onde podemos voar livres...a Felicidade é um pouco de tudo...um resto de nada...é o que temos...é o que agarramos com medo de perder...a Felicidade é todas as nossas cicatrizes...o bem estar de saber que a dor passou...é um sorriso depois de tantas lágrimas...é uma leve brisa que nos acalma...a Felicidade é um puzzle...momento após momento vai-se construindo...peça após peça vai ganhando forma...mas jamais fica completo...a felicidade não tem fim...não tem uma meta...fortalece-se, nunca se completa...jamais conseguirei definir a Felicidade...transformá-la num simples conceito seria tirar-lhe a grandeza...assim como não consigo definir o amor...a morte...a vida...a amizade...a tristeza...a saudade...
terça-feira, 17 de outubro de 2006
Procura-se alguma inspiração...
Que dias estes...foi embora a tristeza...e foi embora tambem a minha inspiração para escrever...que dias estes em que a felicidade me cansa de novo...
Finalmente um pouco de ar puro...finalmente um pedaço de luz a entrar pela janela...finalmente os sons não são mais aleatórios...finalmente há alguma consonância nos meus pensamentos e nos meus actos...finalmente um pouco de liberdade...
Não é muito longo o caminho do sol...um passo de cada vez...todos os dias podemos construir o percurso...devagar...sem pressas...não é muito longo o caminho da harmonia...um sonho apenas é o que basta...e depois desejar apenas não acordar...
Não é muito longo o caminho do sol...um passo de cada vez...todos os dias podemos construir o percurso...devagar...sem pressas...não é muito longo o caminho da harmonia...um sonho apenas é o que basta...e depois desejar apenas não acordar...
È bom quando nos apercebemos que ainda não é o fim...que ainda há mais degraus na escada da vida...que ainda há mais sorrisos para partilhar...ainda há mais palavras para descobrir...e basta apenas acreditar...sim acreditar é realmente o suficiente...basta apenas um novo acordar...um simples e leve acordar e tudo muda...não são precisos grandes esforços...noites em claro...dias a chorar...não é preciso muito...na verdade quase nada...e de repente tudo se conjuga...o tudo...que na verdade sempre esteve lá...
Hoje era só mesmo isto que queria dizer...
Hoje era só mesmo isto que queria dizer...
quarta-feira, 4 de outubro de 2006
Ainda estás aqui...não quero acreditar que partiste para sempre...quero acreditar que há sempre uma parte das pessoas que fica...não importa a distância da sua partida...não importa o quanto notória seja a sua ausência...acredito que ainda vais estar por aí...onde quer a lembrança do teu sorriso permaneça...e a luz do teu olhar ainda brilhe...vais estar lá...em cada estrela do firmamento...em cada pedaço de felicidade do dia...em cada amanhecer...em cada entardecer...em cada horizonte onde o sol se esconder...em cada reflexo do luar...vais estar lá...sempre que um pássaro voar livre, rompendo o azul do céu...sempre que as aondas do mar toquem a areia...sempre que um novo dia chegue de mansinho...sempre que a chuva pare e surja o sol por entre as nuvens..sempre que as cores dos sonhos acordem por entre as sombras...vais estar lá...sempre que me lembre de ti...
Deve haver uma forma de voltares...
Não sei porque partiste mas deve haver uma forma de voltares...deve haver uma maneira de deixares o mundo dos espectros...não sei porque fugiu de ti a luz dos sonhos...mas deve haver uma forma de regressares das sombras...não sei porque te foste tão subitamente...mas tem que surgir do nada uma forma de voltares a estar aqui...não sei porque a luz do sol se apagou de ti...mas deve haver uma forma dela surgir de novo por entre o teu horizonte...não sei porque se esgotaram de ti os dias...mas deve haver um jeito de os recuperares...de os agarreres de novo...não sei porque a tempestade te levou..mas deve haver uma forma de encontrares de novo a calma na maresia...não sei porque te foste sem dizer onde...mas deve haver uma forma de te encontrar...espero por ti ao fim da tarde...por entre os últimos raios de sol...numa noite de lua cheia...por entre cada estrela... ou no final de cada arco-írís...espero por ti...com a esperança de te ver aparecer surgir por entre as brumas da minha ilusão ...porém com a certeza que jamais voltarás...
Talvez o sonho se tenha acabado e tenhas partido sem conseguir dizer adeus...ou talvez o sonho continue aí...aí onde estás agora...talvez no fundo eu não acredite que partiste realmente...talvez eu no fundo ainda te sinta por aí algures, a sorrir...a cumprir a tua felicidade...talvez eu seja demasiado cobarde para acreditar, para admitir algo que sei que é verdade...talvez eu sinta que no fundo nunca se parte realmente, que fica sempre algo que permanece intacto durante algum tempo...há sempre uma parte que fica...uma parte que se prende eternamente aos momentos em que fomos felizes...então porque dói tanto assim? Porque me corrói tanto esta tristeza que teima em não passar?...talvez tenhas ainda querido voltar...talvez no derradeiro momento da partida ainda tenhas tentado agarrar algo que te permitisse ficar... será que ouviste a morte chamar-te lá do fundo do nada?...será que a ouviste? Ou ela te levou sem te chamar? Talvez ainda estejas por aí a vaguear com medo de partir totalmente...talvez ainda não tenhas atravessado a fronteira para o "outro lado"...será que depois da morte se sente medo? Será que depois da morte ainda se sente de alguma forma? Será que depois da morte...para além do tempo...ainda se consegue sorrir? Será que no vazio da noite gélida da ausência de vida...ainda se ouve o vento a bater nos vidros das janelas?Agora tens as respostas todas...mas será que agora tens algumas perguntas?Dói saber que jamais verei um novo olhar teu...um novo sorriso...dói demais saber que partiste tão cedo...cedo demais...e que jamais verás um novo amanhecer...jamais sentirás o perfume do entardecer numa tarde de Verão... talvez eu não consiga acabar esta mensagem que te escrevo agora e as lágrimas a invadam e a levem para bem longe...tão longe que talvez te encontre...quem sabe no fim de algum arco-íris...
sábado, 30 de setembro de 2006
Vi-me a morrer...
vi o meu corpo caído na rua...
tentei acordar-me...
tentei que as minhas pernas se movessem...
mas apenas consegui ficar ali...
e é sempre assim...
quando se quer tanto
chegar ao final...
quando se quer ficar a observar do outro lado...
quando nos sentimos perdidos na vida...
quando de repente adormecemos
para sempre...
é fácil morrer...
quando nada mais faz sentido...
quando as lágrimas se repetem
dia após dia...
é tão fácil observarmo-nos a morrer...
a dissiparmo-nos no nada...
vi o meu corpo caído na rua...
tentei acordar-me...
tentei que as minhas pernas se movessem...
mas apenas consegui ficar ali...
e é sempre assim...
quando se quer tanto
chegar ao final...
quando se quer ficar a observar do outro lado...
quando nos sentimos perdidos na vida...
quando de repente adormecemos
para sempre...
é fácil morrer...
quando nada mais faz sentido...
quando as lágrimas se repetem
dia após dia...
é tão fácil observarmo-nos a morrer...
a dissiparmo-nos no nada...
domingo, 24 de setembro de 2006
I like to be alone at night...there are no angels to watch me..no demons to save me...it is just me and the loneliness...I like to walk in the pouring rain...my tears are hid on my wet face...I like to be in the darkness...where all the voices are silent...where nobody can find me...I like to close my eyes and pretend the rest of the world is gone...
sábado, 23 de setembro de 2006
Naquele dia quis voltar para trás...quis dizer alguma coisa...quis que o tempo parasse e de repente não houvesse mais amanha...para onde foram todos os meus sonhos? onde estão todas as minhas esperanças...onde está tudo aquilo em que eu acreditava? como aceitar que tudo se perdeu? por mais que o tempo passe há momentos que caminham sempre ao meu lado...há sempre fragmentos de nada perdidos por aí...ás vezes ainda estou lá...ás vezes ainda acredito que tudo o que me falta não está perdido...que está apenas longe de mim...
Fiquei ali a olhar-te enquanto o teu sangue te escorria pelo corpo...enquanto olhavas as coisas á tua volta pela ultima vez...enquanto todo o teu ser se dissipava naquela poça de sangue no chão da sala...a tua vida resumida naquele momento...fiquei a olhar-te em silêncio com medo de perturbar a tua caminhada para a viagem eterna...enquanto o teu sangue penetrava toda a minha existência...enquanto o teu sangue gelava e toda a minha alma estremecia...queria ter morrido contigo..ver o meu sangue a juntar-se ao teu...e nós sermos apenas aquela momento...para sempre...
Uma faca ensanguentada caída no chão...abri a porta...e todo o meu mundo parou...na verdade era o que eu queria...ver-te assim ...a partir...a dissipares-te no nada...ali estavas no chão...o sangue jorrava dos teus pulsos...ainda tinhas os olhos abertos...mas não olhavas para coisa alguma...eras agora apenas uma mancha de sangue...
quarta-feira, 20 de setembro de 2006
Nunca fui a preferida das pessoas...nunca concordei com a maioria...nunca fui a mais popular...a mais simpática...a menina perfeita que faz tudo bem...nunca mudei nada para agradar alguém...nunca fui compreendida... nunca fiz nada para que me compreendessem...aceito a imcompreensão dos que me rodeiam...canso-me facilmente de muitas pessoas...de muitos sítios...de muitos momentos...canso-me quando tudo tende a ser previsivel...rotineiro...banal...gosto das coisas que acontessem sem razão...porque é que tudo tem que ter uma razão de ser...de acontecer...de existir??....nunca me senti integrada no mundo...na sociedade...sempre questionei tudo...há uma vontade enorme em mim de viver á parte...se um dia o meu desejo de ser diferente desaparecesse...morreria então...perder-me-ia da minha própria sombra...se um dia sentisse que todos os meus estados de espirito...todos os meus pensamentos...todas as minhas acções...todas as minhas palavras...todos os meus sentimentos se estavam a tornar previsiveis...desprender-se-ia de mim cada fragmento da minha alma...
Houve um tempo em que pensava que podia mudar tudo à minha volta...que podia controlar todo o meu mundo...costumava tentar mudar as perguntas da minha vida...mas não importava o quanto eu tentasse...nunca encontrava as respostas...acabava sempre por me encontrar perdida...no final quando realmente encontramos a resposta...já esquecemos mesmo qual era a pergunta...
Subscrever:
Mensagens (Atom)