terça-feira, 30 de janeiro de 2007

O teatro da loucura...


Vou quebrar o espelho desta vez...mais uma noite que me sorris ao longe...mas esse teu sorriso desmorona o meu mundo...vozes solitárias no fundo da sala...a agora para onde vou?
já não importa...vagueio perdida pela casa...queria libertar-me ...mas não sei se de ti ou de mim...
o teatro começou...a minha máscara está pronta...está pronta para o acto final...tenho o texto bem memorizado...mas dói-me cada palavra...dói fingir sentir o que na verdade sinto...só queria que te esquecesses do que tens que dizer...e que tudo acabasse assim...aqui agora...que as cortinas caíssem de repente...
para onde foi toda a luz?
para onde foram todos?
somos os únicos neste palco...onde o frio parece que aumenta...
a cada palavra que dizemos a musica pára...
é tarde para esquecer tudo isto...agora que esta peça nos absorveu por completo...agora que somos mais loucos do que alguma vez fomos...
continuarias mesmo que eu me fosse embora?
"loucos são eles...", dizes tu...mas eu acho que "eles"
nunca irão perceber...nunca percebem...
o tempo dói..aqui neste teatro onde actuamos para os nossos próprios espectros...
e mais uma vez o espelho não reflecte nada...
perdemo-nos neste cenário confuso e incerto...
e dizemos estas palavras escritas a sangue na nossa alma...
diz-me...quando tudo isto vai acabar?
quando esta peça sem nexo vai ter fim?
quando tempo mais vamos continuar como isto, ignorando o facto de ninguém nos estar a ver, de ninguém nos ir aplaudir no final?




segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

The Decay


We keep running away from our temptations...
but no matter how hard we try, they will always chase us...
Why to run? Why do we keep ignoring the reality?
We are strangers...our smiles are a fake...we're no longer alive...this is all a lie...Nothing's worth!
Each day that passes we are a step closer to the edge...
All the conversations...all the words said...all the things done...all the smiles...all the tears...all the feelings...are useless
We're running out of strenght...we're running out of air...
We are all just pieces of a big puzzle that doens't make any sense...
The whole life is just a lonely tragedy...hearts beating in their own sadness...with nothing more to look for...
There's no hope for us anymore...our souls are empty...our bodies are tired...
This light is blinding us...these voices are deafing us...these moments are hurting us deep inside our existence ...
We're walking to our own chaos...to our deepest decline...we are angels lost in a endless nightmare...
We lock ouselves alone in the darkness...and we wish to die...
Escolhi o meu maior sonho e transformei-o num pesadelo... acreditei que o mundo estava a desabar sobre mim e não o impedi...depois...depois só ficou o desespero...mas fui sempre eu que o desejei...

sábado, 27 de janeiro de 2007

The gardens of pain and lust...


The Shadows surround my body...
I see all the angels falling from grace...
becoming my own haunted nightmares...
As I'm crossing the dark gardens of pain and lust...
I'm taking my own way home...
I finally found my place...
here... hidden underneath the moonlight veil...
this is where I belong...
I've waited for this moment all my life...
I've been lost...I've been blind...
But here is where I've found myself...
As the shivers of desire fill my skin...
I'm begging for endless suffering...
It hurts so much that I'm crying blood...but this is my shelter...
the gardens of pain and lust... where I'm eternally lonely...




Estas palavras que escrevo agora já as havia escrito nas linhas dos meus pensamentos...apenas não o sabia...estas palavras que transcrevo agora não são novas para mim...já as conhecia, embora não o soubesse...
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E vejo-me a cair mais uma vez...
fecho os olhos...
é agora...
não posso esperar mais...
é o fim...
esperei tanto por este momento...
deixo-me morrer lentamente...
deixo o meu corpo desfalecer...
perdi-me de mim...
não sou mais esta breve existência...
que passou...
vejo o meu sangue
a correr pelo chão...
os meus olhos já não vêem nada...
as minhas mãos já não sentem
a fria textura desta parede
que me ampara...
já não sinto o meu coração a bater...
parou para sempre...
já não há mais razões para chorar
acabou tudo...
e com este doce final me afasto...
sem mágoas
nem remorsos...
sem arrependimentos
ou vontade de voltar...

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

Para nós nunca será a felicidade...


Não sei para onde vamos...

somos estranhos até no olhar...

queremos um mundo ao contrário...

e por isso nunca seremos felizes...

a felicidade é para os satisfeitos...

para aqueles que se adaptam ao mundo...

a felicidade é para os que acham

que não há mais nada para ver ou para fazer...

para aqueles que se contentam

com o dia-a-dia

com os acontecimentos banais da vida...

a felicidade é para que estão num lugar de corpo e alma...

e sentem que é ali mesmo que devem estar...

que se sentem completos com aquilo que são...

a felicidade é para aqueles que têm

vontade de acordar a cada dia...

é para aqueles que conseguem

esquecer a tristezas e seguir em frente...

para aqueles que por mais problemas que tenham

conseguem sempre dar a volta e sorrir...

A felicidade nunca será para nós...

que nos fechamos nos nossos mundos

e ignoramos a vida a passar lá fora...

que não importa se so há razões para sorrir...

se a nós só nos apetece MORRER!

que não importa se o mundo está perfeito

se nós o odiamos mais do que tudo!

Para nós,que nos perdemos nas sombras...

que nos matamos mais a cada minuto que passa...

que parecemos estar aqui

mas que na verdade estamos muito longe...

Para nós...

não será seguramente a felicidade...

Suicidio...


Ela continuou...seguiu sem pressa até ao jardim...deixou a rosa debaixo da árvore...olhou em redor...andou mais um pouco e deixou-se cair lentamente para dentro do grande lago em frente ao baloiço onde em criança brincara tanto...

O mundo continuou a sua vida...nada mudou...ninguém falou sobre o assunto...ela não foi capa de jornais ou revistas...Era apenas mais uma pessoa que desaparecera do mundo...uma entre tantas outras...

Mas para decidir aquele momento...tinha levado muito tempo...

Uma pessoa não se torna suicida de um momento para o outro...uma pessoa não decide suicidar-se de repente, só porque uma pequena coisa lhe corre mal...uma pessoa não se suicida apenas para chamar á atenção dos outros, para dizer: " hey, estou aqui! existo!" O suicidio nasce e vive com a pessoa, é parte dela, está presente nos seus pensamentos e nas suas acções a toda a hora...

Alguém que se suicidou levou uma vida inteira a pensar naquele momento, apenas esperando mais um dia...mais uma oportunidade...mas um dia o cansanço vem para ficar...e não dá mais...e nesse instante a pessoa sabe que chegou o momento...que não adianta mais esperar ou continuar...porque tudo vai ser igual...

Uma pessoa não se suicida a pensar que vai alterar alguma coisa, a pensar que vai mudar o mundo, que as pessoas vão falar dela ou lembrá-la para sempre...isso não é importante...uma pessoa suicida-se porque não conseguiu aprender a vencer...não teve a coragem para ser forte...

Para ela decidir que ia ser naquele dia...demorou muitos anos...para fazer aquele percurso para o lago e atirar-se ela hesitou muitas vezes...voltou para trás sempre...

O suicidio pode ser um acto de cobardia...mas não deixa de ser igualmente um acto de extrema coragem...ter aquela decisão, naquele momento...decisão essa que vai alterar todo o seu caminho...decisão essa que, uma vez tomada, jamais poderá ser apagada...

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

The Living Funeral


I left my life...somewhere along my journey...
And as I see it passing by...I pretend I don't feel it anymore...
Even thought I still feeling this rain falling down over me,I'm no longer alive...
I lost my will to carry on living...
I've buried myself in this grave of loneliness and pain...
I left behind the my useless life...I couldn't stand the weight of the world...
I stopped breathing...my heart is not beating anymore...
I hid my face in the shadows...and I will let my eyes bleed...
Lied down here in the emptyness,I can't hear the voices...I'm far away from the light that blinded me...
I'd Locked myself in the kingdom of sorrow...
Here where the crows sing my silent melody...
And I softly fly away...away from all that had hurt me...
from all the tears...
And as the dawn falls...I lock myself in my coffin...and fall asleep...
And I let myself drowning in this endless sleep of damned moonlights and wounded angels...

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

Momentos de Insanidade...

Queria tanto perceber-te...não sei... ás vezes nestes meus momentos obscuros desejo entender a tua voz...mas para te entender...teria que me entender primeiro a mim...ás vezes por entre imagens desconcertantes da minha memória encontro-te...sei que não estás lá..sei que há muito tempo partiste...mas no entanto a tua voz rompe o silêncio da minha existência...mas depois dissipas-te e és apenas pedaços de vidro espalhados pelo chão...lembro-me que costumava odiar-te...tinha esta necessidade termenda de sentir algo que me fizesse repugnar-te...hoje não sei...ás vezes parece que não sinto nada...há apenas um vazio que nada me diz...outras vezes tento alcançar-te...não sei já quanto tempo passou...parece que perdi a noção dos dias...porque continuo a pensar nisto?que obsessão tão compulsiva! sei que isto não faz mais sentido...na verdade nunca fez... olho mais uma vez...ainda lá estás...queria tanto ouvir-te...sentir o que me dizes...porque me fazes isto? porque não consigo ignorar estas vozes? mais uma vez aquela música ao fundo...aquela musica que nunca para...mais uma vez o espelho me absorve...estou a elouquecer...não...agora já não consigo parar...se ao menos eu conseguisse esquecer...se ao menos eu pudesse fingir que posso continuar como se não sentisse nada disto...o grande espelho de gelo reflecte agora toda a minha sombra...quebra-se uma vez mais... junto todos pedaços de novo...um por um...e de novo o espelho se ergue...será que ainda sentes alguma coisa? preciso de te matar de mim...preciso de encontrar um pouco de sanidade no meio desta confusão de momentos...um toque de dor invade a minha pele...por mais que tente fugir...não me consigo afastar deste desejo de loucura...estou viciada neste sofrimento...nesta morbidez que me arrebata cada vez mais...nada mais há a fazer...contemplo as sombras que se movem na escuridão desta noite eterna...e lentamente ...acompanho-as...sigo com elas neste suave tormento que me acolhe...sim...na verdade...continuas lá...continuo sem respostas...sim...continua a doer...dói cada vez mais...mas aceitei a dor...tornei-a parte de mim...e sigo na madrugada silenciosa...enquanto os teus gritos me acompanham...e as tuas lágrimas marcam os meus passos...

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

A minha alma ...nas palavras de alguém...

Adoro este poema...não foi escrito por mim...e também não sei quem o escreveu...encontrei-o por acaso...mas sempre que o leio vejo-me em cada palavra...sinto que por mais que tentasse jamais conseguiria escrever algo que definisse tão completamente aquilo que sinto...

"ANGELLORE
Não peço que me sigam,
pois também estou perdida.
Desconheço até as profundezas de mim mesma,
persigo em busca de respostas
e só encontro a individualidade obscura contra as verdades absolutas, hipócritas....
Às vezes renuncio ao consciente para me sentir viva
e fantasio nas sombras do subconsciente
e por mais que seja ilusão,
vejo uma realidade minha,
reflexo da minha imaginação..."

segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

Quando o sofrimento vier...

E depois quando o sofrimento vier…
Acabaremos por nos afastar da vida…
Cairemos no nosso abismo
No abismo criado por nós…
E depois quando não houver mais ar
Deixar-nos-emos perder na nossa própria dor…
Mergulharemos nela
E lentamente
Ver-nos-emos a dissipar como se mais nada
Fosse importante...

Cansei-me


Cansei-me dos dias...

cansei-me do tempo...

cansei-me de mim...

cansei-me das vozes...

cansei-me de tentar...

cansei-me de voltar sem nunca ter partido...

cansei-me de voar

e acabar sempre por cair...

cansei-me de ficar

sempre longe de tudo...

de ser sempre um fragmento de fracassos...

cansei-me de sorrir

quando dentro de mim

tudo chora...

cansei-me de me perder...

e de nunca me conseguir encontrar...
Esperança...
se algum dia a tive perdi-a na caminhada...
Dor...
que entrou em mim e penetrou a minha alma...
o martírio da minha existência
faz-se e desfaz-se sem precedentes...
destrói-se e constrói-se
devagar...
vem e vai...e eu fico a observá-lo...

Que dor...que desespero...
a minha doce tragédia
aqui mesmo a meus pés...posso tocá-a...

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

Não consigo suportar a maioria das pessoas, dos momentos e dos lugares...não é um sentimento recente...sempre senti isto...mas agora parece que está mais forte...não consigo suportar mesmo a maioria das coisas...e não percebo porquê...deve ser um problema meu, porque todas as pessoas á minha volta parecem estar bem com o mundo...nunca consegui encontrar uma razão para esta minha apatia em relação ao mundo...na verdade também nunca a procurei...mas quando penso nisto..torna-se de certa forma incomodativo...no final acabo sempre por ser mal entendida...quem já sentiu ou costuma sentir isto que eu sinto sabe do que estou a falar e percebe bem a sensação de nos sentirmos sempre estranhos no mundo...de sermos sempre aquela peça que não se encaixa no puzzle da vida...perferir a solidão...pois ela é única que não espera nada de nós...é a unica onde podemos ser nós mesmos...quem costuma sentir isto sabe bem o quanto o mundo nos pesa tanto ás vezes...o quanto é mais fácil fugir de tudo porque lá fora nada nos compreende...nada nem ninguem sente o que nós sentimos... a maior parte das pessoas jamais compreenderá...vai achar sempre ridiculo este sentimento...vai sempre achar que sou louca...que simplesmente sou uma anormal qualquer que não consegue viver em sociedade...é mais fácil para as pessoas ditas "normais" colocar rótulos naqueles que consideram estranhos...é mais seguro para eles, uma vez que não têm a coragem para sequer tentarem entander um pouco...e não julgar tanto...

Dedico este texto especialmente a uma pessoa que ao ler isto vai sentir o mesmo que eu senti ao escrever...alguem que eu sei que sente da mesma forma que eu...

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

Fuga...

Vozes...mundos...ruídos...
momentos...
Que tristeza é esta?
Que desespero é este?
Luzes..gritos..
fujo...tenho que fugir...
não quero mais estar aqui...
porquê este desespero sempre me persegue?
quero ser livre...
mas sinto-me presa a estes momentos
de dor repentina!
dói...
dói-me esta minha vontade
de fugir da vida...
dói-me este vazio que se
apodera de mim...

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

Desfragmentações de uma vida perdida no vazio...


Apaguei os vestigios
da minha presença
deixei que a minha alma sangrasse
até ficar vazia
Fui embora...
Rasguei a minha imagem
no espelho
Deixei que esta tempestade
me afogasse
para não mais voltar...
Parti...
Estou longe...
Sepultei a minha sombra na solidão...
Esqueci-me de mim...
Perdi-me da minha memória...
abracei a dor
e evoquei os demónios
adormecidos em mim...
Voei para longe...
fui com a noite...
e deixei-me levar pelas vozes
que me chamam na escuridão
Agora...
aqui...
onde o nada preenche o vazio
e onde os jacentes
se erguem implorando
mais um luar...
aqui...
onde as chamas da eternidade
anunciam a tragédia incessante...
aqui..
encontrei
a minha dor e a minha solidão...
permaneço agora num ciclo
de momentos vãos...
num sopro de loucura e prazer...
Sou uma sombra
que quebrou as barreiras
da realidade
Sou uma voz sem som
Sou um olhar sem luz
Sou umas mãos
sem a frieza dos dias...
Sua uma existência
sem passado...
Sou o que passa e não fica...
Vou com a noite...
Repouso no sofrimento...
mergulho no horizonte sem referências...
Suavemente...
um pranto melodioso de anjos perdidos
me embala para dentro
do meu doce desespero sonhado...

Dolorosa Presença...


Agora que ainda permaneces aqui

e que o amanhã jamais chegará...

agora que te olho e que te vejo a dissipares-te

na sombra dos meus desejos...

porque ainda estás aí?

porque me condenas mais a cada momento que passa?

porque não te perdes para sempre?

Desejei que partisses...

Partiste...

vi-te a partir..

e depois...

vi-te a regressar...

regressaste...

e ficaste em mim...

e todo o sentido do tempo

se desmoronou...

Porquê?

vezes sem conte

me questiono...

permaneces então a fitar-me...

e tento ignorar-te...

mas a tua voz

atropela os meus sentidos...

Quero que vás!

porque a tua presença pesa demais

na minha existência...

Não!

Não quero mais sentir a tua dor!

Não me quero afogar nas tuas lágrimas!

Gelaste o meu sangue...

Condenaste a minha alma...

O amanhã será

apenas uma sombra infame....

Ausência de tudo...um sentimento constante...

O mundo esgota-se de mim...
foge de mim como um sopro...
Deitada no chão...
Já não sinto nada...
estou longe...
e aqui onde tudo
se esgota para dentro
de um vazio de morbidez...
aqui onde perdidamente
me deixei
ancorar num horizonte longuinquo
onde nada muda...
onde caminho moribunda
em direcção á tempestade
dos meus sentidos...

Freedom



I'm not alone...

my wings are broken...but I'm flying away...

Away from myself...

Away from my reflection...

I broke the mirror

I tried to escape...

I found a dream in this nightmare...

I left you...

I left myself...

I tried to escape from my own madness

but I only ended up here...

I'm running out of sanity...

but I don't need it anymore...

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

Agora os dias são todos iguais...


Agora os dias são todos iguais...são apenas mais uns dias...dias que não trazem nada de novo...dias em que nem sinto as coisas acontecerem...dias normais...sem referências...dias que passam por mim sem me tocar...dias que se repetem sem marcar a minha vida...dias que se encaixam...sem fazerem sentido algum...dias de solidão...dias de decadência...dias vazios e dispersos...dias preenchidos de momentos sem rumo...de memórias soltas...agora os dias são todos iguais...como se nunca acabassem...prolongam-se no horizonte...mergulhados na poeira das sombras...dóiem-me estes dias que nada mudam...estes dias que agora são todos iguais...

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

Aqui deitada no chão...
Enquanto os anjos
bebem o meu sangue
e vagueio entre o agora e o nunca...
Não caminho mais!Perdi-me!
mato-me outra vez...
Lentamente..
.enquanto sinto a minhador a correr
pelas minhas veias vazias...
vou para longe agora...
Acompanho os pássaros feridos e sigo para
onde nunca mais me encontre...
Que dor é esta...
Esta dor que me afunda cada vez mais...
e me deixa dissipar na morbidez
da minha partida...
Entra...
aqui dentro
da minha sepultura
te espero...
o tempo acabou...
voltei para o meu lugar...
para onde os sonhos
se evaporaram
na escuridão...
onde permaneço
em comunhão
com o vazio..
aqui o pesadelo não acaba...
vem...
espero-te
mais uma vez...
como sempre...
e enquanto te aproximas...
sinto-te
a afastares-te...
vem...agora...
Agora que a nossa esperança
é inútil...
agora que mais
não somos
que fragmentos
de pesadelos
atormentados
agora
que estamos perdidos
agora
que a nossa
caminhada
terminou...
Não adianta mais
procurar nada...
Vem...
deixa-te
entrar nesta imensidão
de lágrimas
sangrentas...
desejos vazios
envolvem-me
nesta penunbra
de elouquecer...
vem...
não há mais nada...
as nossas almas
são apenas
doces anjos
malditos...
Enquanto te olho
ao longe
sinto que o nosso
pesadelo
será eterno....

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

Orange Sky

I feel myself
under the orange sky...
The sky is burning...
and I'm bleeding...
All the voices are gone...
The shadows are dancing around me...
There's no longer hope for me...
There's no air left
for me to breath...
only these screams of tragedy
inside my head...
Kill me!
I scream one last time...
Condemn me!
Arrest me into your
most painful cage
I don't need my freedom anymore...
Under this orange sky
I know my own nightmare...
I feel my deepest tragedy...

Despedida


Abri os olhos pela última vez

olhei à minha volta...

livrei-me de todas as minhas memórias...

fechei as portas

do meu passado...

olhei o tempo...

a vida a afastar-se

ao longe...

como que a fugir de mim...

Fechei os olhos...

senti-me a partir...

Atirei-me pela janela

e fiquei a ver-me

a cair...

Suavemente...

Deixei-me devorar

pelo abismo

ofuscante

e silenciosamente

despedi-me de mim...

Aqui perdida na imensidão gelada dos meus pensamentos observo-me...observo a minha doce tragédia...o meu mais belo pesadelo...aqui onde já não há mais ar para respirar...e onde todo o sangue jorra agora das minhas veias ...sinto um desespero a entranhar-se na minha pele...e vejo a noite a cair sobre mim...e a devorar-me...aqui onde sepultei a minha existência moribunda e onde quebrei todos os espelhos que não reflectem mais as minhas lágrimas...aqui onde o sofrimento me acolhe...e onde sou prisioneira da minha própria presença...

domingo, 7 de janeiro de 2007

Esgota-se a vida

A minha vida esgotou-se…
Depois de muito tempo
A tentar solucionar
Um sonho perdido…
Deparo-me com o
Abismo a meus pés…
Olhei para trás…
E o mundo todo
Desaba á minha passagem…
Esgotara-se então a vida…
O tempo…

e todas as vozes desérticas
inundaram-se de desespero…
O sol apagava-se…a chuva cessava…
Um sopro de nada veio
Preencher cada resto de maresia…

Apatia


Procuro uma dor

No silêncio…

Algo que me tire

Esta ausência

De emoções…

Procuro no espelho

Um novo olhar…

Um sorriso…

Uma lágrima que seja…

Procuro pedaços

De algo que atormente

A minha alma …

De algo que atropele

O meu coração…

Procuro algo que me

Toque por dentro

Para que eu sinta

Que estou viva…
Eu andei sempre longe daqui…
Olho para trás uma vez mais...gritos que me devoram preseguem-me...o meu sangue espalha-se pelo chão...agora que a dor passou...estou livre...ao longe observo o meu corpo caido...e todos os meus sonhos desfeitos...de mansinho a escuridão envolve-o e perco-o para sempre...afasto-me e esqueço-me de mim...não sou mais o que fica para trás...não sou mais aquele corpo morto caido no chão...não me pertence mais o sangue que se afasta agora do corpo...agora sou apenas um fragmento de solidão que percorre as sombras...

Abandono




Deixei que fluísse em
Mim a dor das
Ultimas palavras….
Deixei que o meu olhar
Se fechasse e eu
Não procurasse mais nada…
Deixei que secassem em
Mim todas as
Chamas das ilusões
Não alcançadas…
Deixei que o meu sangue
Corresse para
O vácuo eterno…
Deixei-te…
Deixei-me…
Não voltei para trás
Segui sempre em frente…
Tinha que ser…

sábado, 6 de janeiro de 2007

Estamos perdidos...olhamos as nossas sombras e deixamo-nos morrer...cansámo-nos do tempo...cansámo-nos da vida...silenciosamente perdemo-nos na solidão...no nosso mais doce suicidio...

Eternity


Softly I cry my sweetest tears...

I let myself floating in this pain...

This emptiness will never end...

my darkest memories

take me closer to the edge...

I die once again in this madness...

Here...

where the dying voices

keep me awake...

where all my nightmares become real...

and I kill myself...

over and over...

Eternaly...

quarta-feira, 3 de janeiro de 2007


Condena a minha alma!Arranca o meu coraçãoE faz-me sangrar todaA vida que haja em mim!

terça-feira, 2 de janeiro de 2007


Como me dói esta loucura...mas como me dá prazer...estou a matar-me...estou a perder-me do meu corpo a cada momento que passa...o meu sangue percorre agora a imensidão destas sombras...como é silencioso este pranto que tentas em vão fazer com que eu ouça...a dor passou...na escuridão fria me perco...neste doce pesadelo...aqui onde o tempo morre...onde os jacentes se erguem no silêncio...onde os anjos feridos temem o amanhecer...aqui onde a luz morreu...onde eternamente busco o vazio...
Suavemente caio para o abismo e as minhas asas quebram-se...suavemente envolvo-me no meu sepulcro e vagueio moribunda nesta eternidade vã...

domingo, 17 de dezembro de 2006

Angels crying in the darkness...

Angels...falling down in the darkness...
They are singing my song...
I hear them...and I cry...
Suddenly....they fade away in the dark emptiness...
And I hear their painful whispers...
There's nothing left to live for...I'm drowning in my pain...I'm floating to the chaos...I feel all the flowers softly withering...they are taking me with them...
I don't want to be awake anymore...I want to drown in this nightmare...


quinta-feira, 14 de dezembro de 2006

Sono profundo...


Jamais quero voltar a acordar...ficarei assim para sempre...neste sono profundo de solidão e silêncio...aqui longe de tudo...longe do mundo...das vozes...este vazio dentro de mim jamais será preenchido por um fragmento de luz...deixei de aceitar o mundo em meu redor...deixo-me apenas mergulhar neste sufoco de escuridão...deixo-me dissipar pela angústia...perco-me por entre estes gritos sem eco...aceito a minha dor...a minha revolta...suavemente permaneço dentro desta trágica melodia...que me embala neste sono penetrante...onde abraço todos os meus pesadelos...

segunda-feira, 11 de dezembro de 2006

Vejo-te a sangrar...e o teu sangue cai levemente na minha mão...frio e morto como tudo em meu redor...o teu sofrimento foi-se... fixas-me silenciosamente...o teu silêncio enclausura-me nesta penumbra ...olho-te de mansinho...de deixo-te...afasto-me apressadamente...enquanto te consomes...enquanto o teu sangue se espalha pelo chão...estou perdida...presa a algo que não me deixa continuar...este desespero devora-me ferosmente...quero voltar para trás...encontrar-te...mas não estás mais lá...

Ela quis acreditar que estava morta muito tempo antes de morrer...era mais fácil para ela assim...deixar-se abandonar de tudo...vaguear numa ilusão perdida...era uma dor que ela já não sentia... eram sitios onde ela já não estava...as suas lágrimas eram agora pedra gélida...os seus sonhos flutuavam no vento...enquanto ela se entranhava na escuridão...enquanto ela se tornava cada fragmento daquela noite...

domingo, 10 de dezembro de 2006

Levamos muito tempo a perceber muitas coisas...a conseguirmos enfrentar outras...levamos uma vida inteira a conhecermos a verdadeira dimensão do que nos rodeia...levamos uma vida a tentar fugir daquilo que me mais nos perturba...ou a tentarmos encontrá-lo...levamos muito tempo a a questionarmo-nos sobre o mundo onde estamos e o que fazemos nele...a questionarmo-nos sobre tanta coisa a cada dia que passa...e quanto mais respostas temos...menos percebemos...e uma dia quando finalmente temos todas as respostas...acabamos por perceber que na verdade já não temos mais perguntas...
Uma espécie de felicidade no meio de uma confusão de situações sem lógica...quis morrer! mas no fundo nunca quis estar tão viva!sem me aperceber, dei por mim a bloquear todas as razões para continuar...fugi de tudo...mas fugi em direcção a mim...jamais poderei fingir que o que senti era real...porque no fundo sei bem que não era...foi apenas ilusão perdida num momento que acabou ou que nunca chegou a existir...agora jamais tentarei regressar a esse momento...falta-me a vontade...a coragem...prefiro morrer de mim...morrer do meu relfexo...morrer dos meus pensamentos...ficar apenas com uma ilusão sem história..para quê insistir? é tarde...nada mais faz sentido...resta-me regressar ao inicio dos passos atormentados..e saber que as coisas serão sempre o que eu pensar que podem ser...

sábado, 9 de dezembro de 2006


Tentei encontrar-te hoje naquele cemitério...ouvi os teus susurros chamarem por mim...mas não te vi...apenas senti a tua gélida presença a entranhar-se em mim...a levar-me para longe daqui...

sexta-feira, 8 de dezembro de 2006

I tried to be a normal person…I tried to do just what the others do…but it wasn’t worth…I tried to smile to everyone…to be nice to all the people around me…to talk about ordinary things… to be just ordinary… to be just another person in the middle of the crowd…but it was a big mistake…I gave up and I decided to be just me…an outcast…now people hate me more than ever…now there’s no pretty smiley faces…no sweet voices…now people aren’t nice with me like they once were…now people treat me like a freak…people avoid me in the street…and no one understands me… but I feel much happier…actually, I’ve never been so happy…
Gotas de solidão
que vagueiam solenemente a meu lado
um vazio...
uma lágrima que jamais cairá...
fragmentos de um nada
que preenche a ausência
gritos...
vou cair...
vou sufocar...
parece que agora jamais
verei o meu reflexo num
horizonte que me confunde...
feridas que sangram...
mas que não doem...
vejo-te a dissipares-te...
e sinto que me dissipo
junto com o vento
que te leva...
E depois permaneço
a observar-te
enquanto partes
e sinto
que sempre quis que isso acontecesse...
agora não vou cair mais...
estou aqui bem alto...
no topo de toda a
minha transparência...
agora vou sempre tentar voar
mais uma vez
ainda que todo o meu ser
seja fragmentos de solidão
espalhados pela rua...
Tentei escrever algo que exprimisse aquilo que sinto...mas todas as palavras se dissiparam...percebi então que estava vazia...havia um tempo em que os sentimentos dentro de mim me sufocavam...agora por mais que procure dentro de mim algum tipo de sentimento...nada encontro...apenas o vazio escuro de onde nada surge...por mais que tente descrever o que é esta ausência de sentimentos, não encontro nenhum definição...jamais será felicidade...porque sei que a felicidade cansar-me-á sempre...mas sei que finalmente encontrei-me...
Chega! Que venha a dor...a tristeza mais profunda!que não sequem as minhas lágrimas nunca...que queira morrer de tanto sofrer!que os meus passos me levem directamente para o abismo...que eu não possa respirar mais...que fique presa..acorrentada á minha insanidade...que me veja a morrer..a afastar-me...chega!que todos os pensamentos perturbadores acupem a minha cabeça...que só deseje perder-me de toda a minha consciencia...que não permaneça mais nenhum fragmento de esperaça...

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006

Muitas vezes tentei em vão ser uma pessoa normal...mas no fundo isso só me fez infeliz...vezes sem conta tentei agir como o resto do mundo...ser mais um rosto no meio da multidão...mas na verdade sentia-me mais sozinha...sentia-me afastada de mim mesma...agora sei que jamais serei como o resto do mundo..e sei que isso nunca me fará sentir mal..triste...não que isso seja de certa forma uma opção minha...mas no fundo acaba por ser...porque ser como todos os outros...se me dá muito mais prazer ser aquilo que sou? imcompreendida...mal intrepretada...distante...estranha...imensas coisas...mas serei sempre eu... depois de muito tempo começo a pensar que a minha alma está no outro lado...perdida no esplendor de todas as sombras...e por mais que sofra...por mais doloroso que todos os momentos sejam para mim...por mais que a minha solidão seja enorme...sei que serei sempre mais feliz assim...

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

E afasto-me silenciosamente...enquanto as folhas mortas caem levemente das árvores...e encontro-te por fim...e fico a ver-te a destruir cada fragmento de sanidade daquele momento...todas as palavras perderam-se para sempre...permaneço então no silêncio...sei que te dói como me dói a mim...sei que gritas tão alto quanto eu...que tentas apagar as tuas lágrimas com sangue que parece morrer...e matar...enquanto ouvimos aquela ultima música...enquanto a nossa marcha se aproxima do final...esta marcha na escuridão..onde os nossos espíritos se refugiam...dói-me...ver-te a dissipar toda a tua luz num gesto só...mas esperei uma eternidade para te ver assim...e desejei que fosse assim para sempre...
Sometimes I feel so empty
And sometimes I want to cry...
Sometimes I scream in silence
Another times I just want to die...
Sometimes my life goes wrong
And sometimes you make me blue...
Sometimes I hurt myself
Another times I just hate you!

terça-feira, 5 de dezembro de 2006

Sonhos de elouquecer...
fragmentos de dor que
vão e vêem...
quando os anjos cantam
o choro dos mortos
e a chuva molha a minha sanidade...

segunda-feira, 4 de dezembro de 2006

Broken Things Stay Broken


Yesterday I saw an angel with broken wings…He used to walk beside me…staring at me…calling my name… but yesterday he told me “I’m still flying…even though my wings are broken…I’m still trying to rise…I’m still trying to touch higher…broken things stay broken…you can not fix it…you have to walk with it…you have to feel the pleasure with it…you need to smile to all your wounds …” Then he disappeared and left me with a drop of his blood in my hand…I tasted it…and I felt his pain…and it was mine too…I’m broken like him…and nothing will fix me…

quinta-feira, 30 de novembro de 2006

Depois de uns tempos, acabei por achar que estava errada sobre muitas coisas...e completamente certa noutras...fugi demasiadas vezes...e começo a pensar que agora acabei por conseguir voltar...o que se pode fazer depois de acharmos que está tudo perdido?bem... há mais para viver...o mundo vai continuar a girar da mesma forma...os dias vão continuar a passar...as estações vão continuar a mudar...tudo continua...não importa o quão miserável eu me possa sentir...o quanto eu possa querer desaparecer...é indiferente...bem...se de qualquer forma não vou poder mudar o mundo...resta-me apenas procurar-me um pouco por entre a multidão...aproximar-me de mim mesma...olhar-me nos olhos...confrontar-me..pela primeira vez...e depois tentar caminhar ao meu lado...observar o mundo com os meus olhos...e depois talvez consiga encontrar os outros...e depois talvez consiga estar nas coisas...ser os momentos...não vou pedir que me compreendam..pois se até eu ainda não me consegui compreender...não vou, tão pouco ,pedir que concordem comigo...que me elogiem...que me sorriam...que me chamem...só por que tem que ser...só porque "fica bem"...na verdade só tenho um único pedido a fazer...que se encontrem no meio da grande multidão que se arrasta por aí...que não tenham medo de correr atrás de vós mesmos...que agarrem nas vossas mãos...que se confrontem...encontrem-se...e depois sentirão como se econtrassem a vida pela primeira vez...como se vissem os outros pela primeira vez...será como acordar e respirar de mansinho o ar da manhã...

quarta-feira, 29 de novembro de 2006

terça-feira, 28 de novembro de 2006

Agora perturbam-me outras coisas que não compreendo...ou será este meu desejo obcessivo de ter algo que me perturbe? bem...talvez eu queira mesmo que algo me faça sentir miserável...triste até não conseguir mais...acho que é uma necessidade que tenho...estar mal...e desejar ainda estar pior... não me satisfazer com uma simples dor...querer uma dor ainda mais forte...achar que todas as lágrimas são poucas...achar que a felicidade não me pertence...sentir que nada faz sentido...querer fugir da vida...desejar a morte...

domingo, 26 de novembro de 2006

É tarde demais...porque continuarmos aqui?

sábado, 25 de novembro de 2006

E de repente foi como se toda a música parasse...e eu continuo..sigo o silêncio...

sexta-feira, 24 de novembro de 2006

I want to die alone...drinking my own blood...

quinta-feira, 16 de novembro de 2006

I'm trying to kill this pain...I'm trying to reach out for some air... for some piece of freedoom...but no matter how hard I try...everything keeps running on from me...

quarta-feira, 15 de novembro de 2006

Talvez tenha dito coisas que te magoaram e a nossa felicidade seja triste...talvez tenha fugido de ti demasiadas vezes..e hoje já não saibas realmente onde estou...um dia tentámos que tudo fosse diferente...mas acabou por ser tudo igual...e ficámos sem esperança...tentámos recomeçar...mas perdemo-nos facilmente...as vezes ainda me pergunto para onde fomos...as vezes ainda gostava de saber quem somos agora...no que nos tornámos...o que procuram os nossos olhares...agora resta-nos apenas caminhar ao lado de todas as palavras que não dissemos e que devíamos ter dito...de todas as palavras que dissemos e que apenas nos magoaram...de todas as coisas que fizemos e que foram inúteis...e de todas as que não fizemos...e que eram as mais importantes...

quinta-feira, 9 de novembro de 2006

Hoje não vou escrever nada...
hoje vou apenas preferir o silêncio...

quarta-feira, 8 de novembro de 2006

Por vezes ando à deriva e não sei quem sou...olho-me ao espelho e não sei o que vejo...ás vezes faço batota e vou por atalhos que acabam por não me levar a lugar algum...há uma tendência em mim para ser o que realmente não sou...há uma razão em cada pensamento meu que desconheço...se um dia pudesse ao menos não me cansar tanto de mim mesma...se ao menos eu encontrasse um sorriso no meio da confusão...de nada adianta correr quando o tempo nos mata...quando sentimos que morremos um pouco a cada momento que passa...

Que loucura maravilhosa...

Ás vezes fujo e escondo-me...
E ás vezes choro enquanto rio...
Ás vezes grito em silêncio...
Outras vezes apenas me culpo...
Ás vezes finjo que estou aqui..
E ás vezes finjo que fui embora...
Ás vezes faço o que quero...
Outras vezes apenas sonho...
Ás vezes perco-me...
E ás vezes encontro-me...
Ás vezes desperdiço o meu tempo...
Outras vezes apenas te odeio...
Ás vezes mato a minha dor
E ás vezes magou-me a mim mesma...
Ás vezes fico sozinha na chuva...
Outras vezes estou aterrorizada por dentro...
Ás vezes ilumino a minha escuridão...
E ás vezes fico sem palavras...
Ás vezes adoro a minha loucura...
Outras vezes apenas odeio o mundo...

terça-feira, 7 de novembro de 2006

E depois quis que acabasse o dia... quis que viessem as sombras e me levassem para longe...quis que as vozes se transformassem em cores de silêncio...depois desejei ser eu apenas o vazio da noite...o sol que se esconde no horizonte...quis ir e voltar para sempre...quis que de repente não houvesse mais luz para me ofuscar...acabei a sentir-me dentro de um pouco de mar...acabei fechada na imensidão de todas estrelas...e num só momento tentei sair de mim mesma e ser todo o universo...fugir de toda a realidade...fui feliz? não...acho que não...a felicidade acaba sempre por me matar...

segunda-feira, 6 de novembro de 2006

Agora sei que foste embora para sempre...e nem te vi partir...sim eu sei...também eu já tinha partido...talvez tenhas partido agora para me castigar...para que eu perceba que o mundo continua faça eu o que fizer...que nada adianta eu achar que todas as pessoas e todos os momentos vão ficar á minha espera...á espera das minhas decisões...das minhas escolhas...mas sei agora mais do que nunca que foi o fim...

sábado, 4 de novembro de 2006

Estas coisas indefiniveis que me baralham...

Sabes...havia um tempo em que eu acreditava que conseguia continuar a minha caminhada sem pensar em coisas absurdas...sem que me ocorresem pensamentos que me baralhassem...mas a noite é escura demais e acho que me perdi...um dia acordei e queria ser tanta coisa...e acabei por não ser aquilo que eu era na verdade...sabes...quando parece que vais a todos os lugares excepto aqueles onde realmente querias ir? ou quando parece que estiveste uma vida toda à espera de uma coisa...e quando finalmente a encontras...simplesmente a deixas escapar?e ficas a observa-la a afastar-se ao longe...como se isso te deixasse feliz...ficar ali a pensar que a podias ter agarrado...que podias ter mudado tudo...sabes...havia um tempo em que eu pensava que podia definir a vida...simplificá-la de modo a que a compreendesse...pensava que podia definir tudo...depois apercebi-me de que há coisas que são completamente indefiniveis...e decidi que o melhor era deixar tudo como estava...porque as coisas não-definiveis são de certa forma assustadoras...havia um tempo em que eu achava que podia ter as respostas de tudo...mas o tempo foi passando...e percebi que em vez de continuar a ter respostas...tinha cada vez mais perguntas...que para a maioria nunca consegui encontrar uma resposta...apesar de tudo...continuo a acreditar que há um lugar escondido onde cada um de nós pertence...e não adianta correr...um dia ...no momento certo...cada um de nós o vai encontrar...pode ser mesmo hoje quem sabe...assim de repente...pode ser amanha...no próximo mês...daqui a anos...ou pode levar a vida toda...mas ás vezes parece que nada tem piada...e não tem mesmo...ás vezes parece que por mais que tentemos acaba sempre tudo em pequenas grandes tragédias diárias...

quinta-feira, 2 de novembro de 2006

E bastava apenas ter feito uma escolha diferente...bastava apenas ter tido a coragem para seguir em frente...mas quando o medo nos bloqueia...tornamo-nos ridiculos e inutéis...deixamos de conseguir falar ou fazer seja o que for...de repente queremos fugir...e quando nos aprecebemos não estamos mais em lugar algum...quando vemos que já fugimos de todos os lugares...perdemo-nos...e pensamos sempre que amanha vai ser diferente, que vamos conseguir...mas o amanha é sempre adiado...o amanha nunca chega...e ficamos sempre presos numa confusão de tempo...de incertezas... e é sempre assim quando decidimos fugir de nós próprios...quando escolhemos aquilo que sabemos que não devíamos ter escolhido...quando optamos por ficar a observar a nossa própria queda...quando nos limitamos a ficar a olhar ao longe-com ar de desprezo-o nosso declínio...quando temos a certeza que por mais que o tempo passe...tudo vai ficar na mesma...quando nos viciamos demasiado na escuridão...

terça-feira, 31 de outubro de 2006

Ainda te consegui ouvir...a chamar por mim do fundo da escuridão...quis fugir...tentar não te ouvir mais...depois quis ficar e escutar a tua voz de novo...dissseste palavras que não queria sentir...mostraste-me tudo o que eu era...mostraste-me o meu mundo...e de repente já não estavas mais ali...e eu observava-te ao longe...e eu via-me com os teus olhos...tentei esquecer aquele momento..esquecer-te...esquecer-me...e subtilmente...toda a realidade se dissipou na terna morbidez do teu olhar...e todos os espectros te trouxeram de novo para perto de mim...

terça-feira, 24 de outubro de 2006

Primeiro foi o pânico e a vontade de fugir...depois uma certa insegurança e medo...agora não sei...tentei definir isto mas acho que esgotei as palavras...ou devo ter-me esquecido delas em algum lugar...devo te-las perdido...mas não as vou procurar...vou apenas deixar que elas me encontrem...

sexta-feira, 20 de outubro de 2006

Vezes sem conta vou á janela...olho para baixo e fico a ver-me a cair...tento voltar para trás rapidamente porque temo que um dia não consiga resistir e me atire lá para baixo...

quarta-feira, 18 de outubro de 2006

A Felicidade...ainda que me canse...queria que durasse para sempre...

A Felicidade é breve como o tempo...de repente esgota-se e leva a nossa alma...é frágil como uma pequena flor...que cresce de mansinho sem que ninguém se aperceba...e poucos conseguem ver realmente a sua beleza...a Felicidade é azul como o céu...onde podemos voar livres...a Felicidade é um pouco de tudo...um resto de nada...é o que temos...é o que agarramos com medo de perder...a Felicidade é todas as nossas cicatrizes...o bem estar de saber que a dor passou...é um sorriso depois de tantas lágrimas...é uma leve brisa que nos acalma...a Felicidade é um puzzle...momento após momento vai-se construindo...peça após peça vai ganhando forma...mas jamais fica completo...a felicidade não tem fim...não tem uma meta...fortalece-se, nunca se completa...jamais conseguirei definir a Felicidade...transformá-la num simples conceito seria tirar-lhe a grandeza...assim como não consigo definir o amor...a morte...a vida...a amizade...a tristeza...a saudade...

terça-feira, 17 de outubro de 2006

Procura-se alguma inspiração...

Que dias estes...foi embora a tristeza...e foi embora tambem a minha inspiração para escrever...que dias estes em que a felicidade me cansa de novo...
Finalmente um pouco de ar puro...finalmente um pedaço de luz a entrar pela janela...finalmente os sons não são mais aleatórios...finalmente há alguma consonância nos meus pensamentos e nos meus actos...finalmente um pouco de liberdade...


Não é muito longo o caminho do sol...um passo de cada vez...todos os dias podemos construir o percurso...devagar...sem pressas...não é muito longo o caminho da harmonia...um sonho apenas é o que basta...e depois desejar apenas não acordar...
È bom quando nos apercebemos que ainda não é o fim...que ainda há mais degraus na escada da vida...que ainda há mais sorrisos para partilhar...ainda há mais palavras para descobrir...e basta apenas acreditar...sim acreditar é realmente o suficiente...basta apenas um novo acordar...um simples e leve acordar e tudo muda...não são precisos grandes esforços...noites em claro...dias a chorar...não é preciso muito...na verdade quase nada...e de repente tudo se conjuga...o tudo...que na verdade sempre esteve lá...

Hoje era só mesmo isto que queria dizer...

quarta-feira, 4 de outubro de 2006

Ainda estás aqui...não quero acreditar que partiste para sempre...quero acreditar que há sempre uma parte das pessoas que fica...não importa a distância da sua partida...não importa o quanto notória seja a sua ausência...acredito que ainda vais estar por aí...onde quer a lembrança do teu sorriso permaneça...e a luz do teu olhar ainda brilhe...vais estar lá...em cada estrela do firmamento...em cada pedaço de felicidade do dia...em cada amanhecer...em cada entardecer...em cada horizonte onde o sol se esconder...em cada reflexo do luar...vais estar lá...sempre que um pássaro voar livre, rompendo o azul do céu...sempre que as aondas do mar toquem a areia...sempre que um novo dia chegue de mansinho...sempre que a chuva pare e surja o sol por entre as nuvens..sempre que as cores dos sonhos acordem por entre as sombras...vais estar lá...sempre que me lembre de ti...

Deve haver uma forma de voltares...

Não sei porque partiste mas deve haver uma forma de voltares...deve haver uma maneira de deixares o mundo dos espectros...não sei porque fugiu de ti a luz dos sonhos...mas deve haver uma forma de regressares das sombras...não sei porque te foste tão subitamente...mas tem que surgir do nada uma forma de voltares a estar aqui...não sei porque a luz do sol se apagou de ti...mas deve haver uma forma dela surgir de novo por entre o teu horizonte...não sei porque se esgotaram de ti os dias...mas deve haver um jeito de os recuperares...de os agarreres de novo...não sei porque a tempestade te levou..mas deve haver uma forma de encontrares de novo a calma na maresia...não sei porque te foste sem dizer onde...mas deve haver uma forma de te encontrar...espero por ti ao fim da tarde...por entre os últimos raios de sol...numa noite de lua cheia...por entre cada estrela... ou no final de cada arco-írís...espero por ti...com a esperança de te ver aparecer surgir por entre as brumas da minha ilusão ...porém com a certeza que jamais voltarás...
Talvez o sonho se tenha acabado e tenhas partido sem conseguir dizer adeus...ou talvez o sonho continue aí...aí onde estás agora...talvez no fundo eu não acredite que partiste realmente...talvez eu no fundo ainda te sinta por aí algures, a sorrir...a cumprir a tua felicidade...talvez eu seja demasiado cobarde para acreditar, para admitir algo que sei que é verdade...talvez eu sinta que no fundo nunca se parte realmente, que fica sempre algo que permanece intacto durante algum tempo...há sempre uma parte que fica...uma parte que se prende eternamente aos momentos em que fomos felizes...então porque dói tanto assim? Porque me corrói tanto esta tristeza que teima em não passar?...talvez tenhas ainda querido voltar...talvez no derradeiro momento da partida ainda tenhas tentado agarrar algo que te permitisse ficar... será que ouviste a morte chamar-te lá do fundo do nada?...será que a ouviste? Ou ela te levou sem te chamar? Talvez ainda estejas por aí a vaguear com medo de partir totalmente...talvez ainda não tenhas atravessado a fronteira para o "outro lado"...será que depois da morte se sente medo? Será que depois da morte ainda se sente de alguma forma? Será que depois da morte...para além do tempo...ainda se consegue sorrir? Será que no vazio da noite gélida da ausência de vida...ainda se ouve o vento a bater nos vidros das janelas?Agora tens as respostas todas...mas será que agora tens algumas perguntas?Dói saber que jamais verei um novo olhar teu...um novo sorriso...dói demais saber que partiste tão cedo...cedo demais...e que jamais verás um novo amanhecer...jamais sentirás o perfume do entardecer numa tarde de Verão... talvez eu não consiga acabar esta mensagem que te escrevo agora e as lágrimas a invadam e a levem para bem longe...tão longe que talvez te encontre...quem sabe no fim de algum arco-íris...