Não consigo suportar a maioria das pessoas, dos momentos e dos lugares...não é um sentimento recente...sempre senti isto...mas agora parece que está mais forte...não consigo suportar mesmo a maioria das coisas...e não percebo porquê...deve ser um problema meu, porque todas as pessoas á minha volta parecem estar bem com o mundo...nunca consegui encontrar uma razão para esta minha apatia em relação ao mundo...na verdade também nunca a procurei...mas quando penso nisto..torna-se de certa forma incomodativo...no final acabo sempre por ser mal entendida...quem já sentiu ou costuma sentir isto que eu sinto sabe do que estou a falar e percebe bem a sensação de nos sentirmos sempre estranhos no mundo...de sermos sempre aquela peça que não se encaixa no puzzle da vida...perferir a solidão...pois ela é única que não espera nada de nós...é a unica onde podemos ser nós mesmos...quem costuma sentir isto sabe bem o quanto o mundo nos pesa tanto ás vezes...o quanto é mais fácil fugir de tudo porque lá fora nada nos compreende...nada nem ninguem sente o que nós sentimos... a maior parte das pessoas jamais compreenderá...vai achar sempre ridiculo este sentimento...vai sempre achar que sou louca...que simplesmente sou uma anormal qualquer que não consegue viver em sociedade...é mais fácil para as pessoas ditas "normais" colocar rótulos naqueles que consideram estranhos...é mais seguro para eles, uma vez que não têm a coragem para sequer tentarem entander um pouco...e não julgar tanto...
Dedico este texto especialmente a uma pessoa que ao ler isto vai sentir o mesmo que eu senti ao escrever...alguem que eu sei que sente da mesma forma que eu...
"What are these barriers that keep people from reaching anywhere near their real potential? The answer to that can be found in another question and that's this: Which is the most universal human characteristic: fear, or laziness?" Waking Life
quarta-feira, 17 de janeiro de 2007
terça-feira, 16 de janeiro de 2007
Fuga...
Vozes...mundos...ruídos...
momentos...
Que tristeza é esta?
Que desespero é este?
Luzes..gritos..
fujo...tenho que fugir...
não quero mais estar aqui...
porquê este desespero sempre me persegue?
quero ser livre...
mas sinto-me presa a estes momentos
de dor repentina!
dói...
dói-me esta minha vontade
de fugir da vida...
dói-me este vazio que se
apodera de mim...
momentos...
Que tristeza é esta?
Que desespero é este?
Luzes..gritos..
fujo...tenho que fugir...
não quero mais estar aqui...
porquê este desespero sempre me persegue?
quero ser livre...
mas sinto-me presa a estes momentos
de dor repentina!
dói...
dói-me esta minha vontade
de fugir da vida...
dói-me este vazio que se
apodera de mim...
segunda-feira, 15 de janeiro de 2007
Desfragmentações de uma vida perdida no vazio...

Apaguei os vestigios
da minha presença
deixei que a minha alma sangrasse
até ficar vazia
Fui embora...
Rasguei a minha imagem
no espelho
Deixei que esta tempestade
me afogasse
para não mais voltar...
Parti...
Estou longe...
Sepultei a minha sombra na solidão...
Esqueci-me de mim...
Perdi-me da minha memória...
abracei a dor
da minha presença
deixei que a minha alma sangrasse
até ficar vazia
Fui embora...
Rasguei a minha imagem
no espelho
Deixei que esta tempestade
me afogasse
para não mais voltar...
Parti...
Estou longe...
Sepultei a minha sombra na solidão...
Esqueci-me de mim...
Perdi-me da minha memória...
abracei a dor
e evoquei os demónios
adormecidos em mim...
Voei para longe...
fui com a noite...
e deixei-me levar pelas vozes
que me chamam na escuridão
Agora...
aqui...
onde o nada preenche o vazio
e onde os jacentes
se erguem implorando
mais um luar...
aqui...
onde as chamas da eternidade
anunciam a tragédia incessante...
aqui..
encontrei
a minha dor e a minha solidão...
permaneço agora num ciclo
de momentos vãos...
num sopro de loucura e prazer...
Sou uma sombra
que quebrou as barreiras
da realidade
Sou uma voz sem som
Sou um olhar sem luz
Sou umas mãos
sem a frieza dos dias...
Sua uma existência
sem passado...
Sou o que passa e não fica...
Vou com a noite...
Repouso no sofrimento...
mergulho no horizonte sem referências...
Suavemente...
um pranto melodioso de anjos perdidos
me embala para dentro
do meu doce desespero sonhado...
adormecidos em mim...
Voei para longe...
fui com a noite...
e deixei-me levar pelas vozes
que me chamam na escuridão
Agora...
aqui...
onde o nada preenche o vazio
e onde os jacentes
se erguem implorando
mais um luar...
aqui...
onde as chamas da eternidade
anunciam a tragédia incessante...
aqui..
encontrei
a minha dor e a minha solidão...
permaneço agora num ciclo
de momentos vãos...
num sopro de loucura e prazer...
Sou uma sombra
que quebrou as barreiras
da realidade
Sou uma voz sem som
Sou um olhar sem luz
Sou umas mãos
sem a frieza dos dias...
Sua uma existência
sem passado...
Sou o que passa e não fica...
Vou com a noite...
Repouso no sofrimento...
mergulho no horizonte sem referências...
Suavemente...
um pranto melodioso de anjos perdidos
me embala para dentro
do meu doce desespero sonhado...
Dolorosa Presença...

Agora que ainda permaneces aqui
e que o amanhã jamais chegará...
agora que te olho e que te vejo a dissipares-te
na sombra dos meus desejos...
porque ainda estás aí?
porque me condenas mais a cada momento que passa?
porque não te perdes para sempre?
Desejei que partisses...
Partiste...
vi-te a partir..
e depois...
vi-te a regressar...
regressaste...
e ficaste em mim...
e todo o sentido do tempo
se desmoronou...
Porquê?
vezes sem conte
me questiono...
permaneces então a fitar-me...
e tento ignorar-te...
mas a tua voz
atropela os meus sentidos...
Quero que vás!
porque a tua presença pesa demais
na minha existência...
Não!
Não quero mais sentir a tua dor!
Não me quero afogar nas tuas lágrimas!
Gelaste o meu sangue...
Condenaste a minha alma...
O amanhã será
apenas uma sombra infame....
Ausência de tudo...um sentimento constante...
O mundo esgota-se de mim...
foge de mim como um sopro...
Deitada no chão...
Já não sinto nada...
estou longe...
e aqui onde tudo
se esgota para dentro
de um vazio de morbidez...
aqui onde perdidamente
me deixei
ancorar num horizonte longuinquo
onde nada muda...
onde caminho moribunda
em direcção á tempestade
dos meus sentidos...
foge de mim como um sopro...
Deitada no chão...
Já não sinto nada...
estou longe...
e aqui onde tudo
se esgota para dentro
de um vazio de morbidez...
aqui onde perdidamente
me deixei
ancorar num horizonte longuinquo
onde nada muda...
onde caminho moribunda
em direcção á tempestade
dos meus sentidos...
Freedom

I'm not alone...
my wings are broken...but I'm flying away...
Away from myself...
Away from my reflection...
I broke the mirror
I tried to escape...
I found a dream in this nightmare...
I left you...
I left myself...
I tried to escape from my own madness
but I only ended up here...
I'm running out of sanity...
but I don't need it anymore...
sexta-feira, 12 de janeiro de 2007
Agora os dias são todos iguais...

Agora os dias são todos iguais...são apenas mais uns dias...dias que não trazem nada de novo...dias em que nem sinto as coisas acontecerem...dias normais...sem referências...dias que passam por mim sem me tocar...dias que se repetem sem marcar a minha vida...dias que se encaixam...sem fazerem sentido algum...dias de solidão...dias de decadência...dias vazios e dispersos...dias preenchidos de momentos sem rumo...de memórias soltas...agora os dias são todos iguais...como se nunca acabassem...prolongam-se no horizonte...mergulhados na poeira das sombras...dóiem-me estes dias que nada mudam...estes dias que agora são todos iguais...
terça-feira, 9 de janeiro de 2007
Aqui deitada no chão...
Enquanto os anjos
bebem o meu sangue
e vagueio entre o agora e o nunca...
Não caminho mais!Perdi-me!
mato-me outra vez...
Lentamente..
.enquanto sinto a minhador a correr
pelas minhas veias vazias...
vou para longe agora...
Acompanho os pássaros feridos e sigo para
onde nunca mais me encontre...
Que dor é esta...
Esta dor que me afunda cada vez mais...
e me deixa dissipar na morbidez
da minha partida...
Entra...
aqui dentro
da minha sepultura
te espero...
o tempo acabou...
voltei para o meu lugar...
para onde os sonhos
se evaporaram
na escuridão...
onde permaneço
em comunhão
com o vazio..
aqui o pesadelo não acaba...
vem...
espero-te
mais uma vez...
como sempre...
e enquanto te aproximas...
sinto-te
a afastares-te...
vem...agora...
Agora que a nossa esperança
é inútil...
agora que mais
não somos
que fragmentos
de pesadelos
atormentados
agora
que estamos perdidos
agora
que a nossa
caminhada
terminou...
Não adianta mais
procurar nada...
Vem...
deixa-te
entrar nesta imensidão
de lágrimas
sangrentas...
desejos vazios
envolvem-me
nesta penunbra
de elouquecer...
vem...
não há mais nada...
as nossas almas
são apenas
doces anjos
malditos...
Enquanto te olho
ao longe
sinto que o nosso
pesadelo
será eterno....
Enquanto os anjos
bebem o meu sangue
e vagueio entre o agora e o nunca...
Não caminho mais!Perdi-me!
mato-me outra vez...
Lentamente..
.enquanto sinto a minhador a correr
pelas minhas veias vazias...
vou para longe agora...
Acompanho os pássaros feridos e sigo para
onde nunca mais me encontre...
Que dor é esta...
Esta dor que me afunda cada vez mais...
e me deixa dissipar na morbidez
da minha partida...
Entra...
aqui dentro
da minha sepultura
te espero...
o tempo acabou...
voltei para o meu lugar...
para onde os sonhos
se evaporaram
na escuridão...
onde permaneço
em comunhão
com o vazio..
aqui o pesadelo não acaba...
vem...
espero-te
mais uma vez...
como sempre...
e enquanto te aproximas...
sinto-te
a afastares-te...
vem...agora...
Agora que a nossa esperança
é inútil...
agora que mais
não somos
que fragmentos
de pesadelos
atormentados
agora
que estamos perdidos
agora
que a nossa
caminhada
terminou...
Não adianta mais
procurar nada...
Vem...
deixa-te
entrar nesta imensidão
de lágrimas
sangrentas...
desejos vazios
envolvem-me
nesta penunbra
de elouquecer...
vem...
não há mais nada...
as nossas almas
são apenas
doces anjos
malditos...
Enquanto te olho
ao longe
sinto que o nosso
pesadelo
será eterno....
segunda-feira, 8 de janeiro de 2007
Orange Sky
I feel myself
under the orange sky...
The sky is burning...
and I'm bleeding...
All the voices are gone...
The shadows are dancing around me...
There's no longer hope for me...
There's no air left
for me to breath...
only these screams of tragedy
inside my head...
Kill me!
I scream one last time...
Condemn me!
Arrest me into your
most painful cage
I don't need my freedom anymore...
Under this orange sky
I know my own nightmare...
I feel my deepest tragedy...
under the orange sky...
The sky is burning...
and I'm bleeding...
All the voices are gone...
The shadows are dancing around me...
There's no longer hope for me...
There's no air left
for me to breath...
only these screams of tragedy
inside my head...
Kill me!
I scream one last time...
Condemn me!
Arrest me into your
most painful cage
I don't need my freedom anymore...
Under this orange sky
I know my own nightmare...
I feel my deepest tragedy...
Despedida

Abri os olhos pela última vez
olhei à minha volta...
livrei-me de todas as minhas memórias...
fechei as portas
do meu passado...
olhei o tempo...
a vida a afastar-se
ao longe...
como que a fugir de mim...
Fechei os olhos...
senti-me a partir...
Atirei-me pela janela
e fiquei a ver-me
a cair...
Suavemente...
Deixei-me devorar
pelo abismo
ofuscante
e silenciosamente
despedi-me de mim...

Aqui perdida na imensidão gelada dos meus pensamentos observo-me...observo a minha doce tragédia...o meu mais belo pesadelo...aqui onde já não há mais ar para respirar...e onde todo o sangue jorra agora das minhas veias ...sinto um desespero a entranhar-se na minha pele...e vejo a noite a cair sobre mim...e a devorar-me...aqui onde sepultei a minha existência moribunda e onde quebrei todos os espelhos que não reflectem mais as minhas lágrimas...aqui onde o sofrimento me acolhe...e onde sou prisioneira da minha própria presença...
domingo, 7 de janeiro de 2007
Esgota-se a vida
A minha vida esgotou-se…
Depois de muito tempo
A tentar solucionar
Um sonho perdido…
Deparo-me com o
Abismo a meus pés…
Olhei para trás…
E o mundo todo
Desaba á minha passagem…
Esgotara-se então a vida…
O tempo…
e todas as vozes desérticas
inundaram-se de desespero…
O sol apagava-se…a chuva cessava…
Um sopro de nada veio
Preencher cada resto de maresia…
Depois de muito tempo
A tentar solucionar
Um sonho perdido…
Deparo-me com o
Abismo a meus pés…
Olhei para trás…
E o mundo todo
Desaba á minha passagem…
Esgotara-se então a vida…
O tempo…
e todas as vozes desérticas
inundaram-se de desespero…
O sol apagava-se…a chuva cessava…
Um sopro de nada veio
Preencher cada resto de maresia…
Apatia
Olho para trás uma vez mais...gritos que me devoram preseguem-me...o meu sangue espalha-se pelo chão...agora que a dor passou...estou livre...ao longe observo o meu corpo caido...e todos os meus sonhos desfeitos...de mansinho a escuridão envolve-o e perco-o para sempre...afasto-me e esqueço-me de mim...não sou mais o que fica para trás...não sou mais aquele corpo morto caido no chão...não me pertence mais o sangue que se afasta agora do corpo...agora sou apenas um fragmento de solidão que percorre as sombras...
Abandono

Deixei que fluísse em
Mim a dor das
Ultimas palavras….
Deixei que o meu olhar
Se fechasse e eu
Não procurasse mais nada…
Deixei que secassem em
Mim todas as
Chamas das ilusões
Não alcançadas…
Deixei que o meu sangue
Corresse para
O vácuo eterno…
Deixei-te…
Deixei-me…
Não voltei para trás
Segui sempre em frente…
Tinha que ser…
sábado, 6 de janeiro de 2007
Eternity

Softly I cry my sweetest tears...
I let myself floating in this pain...
This emptiness will never end...
my darkest memories
take me closer to the edge...
I die once again in this madness...
Here...
where the dying voices
keep me awake...
where all my nightmares become real...
and I kill myself...
over and over...
Eternaly...
terça-feira, 2 de janeiro de 2007

Como me dói esta loucura...mas como me dá prazer...estou a matar-me...estou a perder-me do meu corpo a cada momento que passa...o meu sangue percorre agora a imensidão destas sombras...como é silencioso este pranto que tentas em vão fazer com que eu ouça...a dor passou...na escuridão fria me perco...neste doce pesadelo...aqui onde o tempo morre...onde os jacentes se erguem no silêncio...onde os anjos feridos temem o amanhecer...aqui onde a luz morreu...onde eternamente busco o vazio...
Suavemente caio para o abismo e as minhas asas quebram-se...suavemente envolvo-me no meu sepulcro e vagueio moribunda nesta eternidade vã...
Suavemente caio para o abismo e as minhas asas quebram-se...suavemente envolvo-me no meu sepulcro e vagueio moribunda nesta eternidade vã...
domingo, 17 de dezembro de 2006
Angels crying in the darkness...
Angels...falling down in the darkness...
They are singing my song...
I hear them...and I cry...
Suddenly....they fade away in the dark emptiness...
And I hear their painful whispers...
There's nothing left to live for...I'm drowning in my pain...I'm floating to the chaos...I feel all the flowers softly withering...they are taking me with them...
I don't want to be awake anymore...I want to drown in this nightmare...
quinta-feira, 14 de dezembro de 2006
Sono profundo...

Jamais quero voltar a acordar...ficarei assim para sempre...neste sono profundo de solidão e silêncio...aqui longe de tudo...longe do mundo...das vozes...este vazio dentro de mim jamais será preenchido por um fragmento de luz...deixei de aceitar o mundo em meu redor...deixo-me apenas mergulhar neste sufoco de escuridão...deixo-me dissipar pela angústia...perco-me por entre estes gritos sem eco...aceito a minha dor...a minha revolta...suavemente permaneço dentro desta trágica melodia...que me embala neste sono penetrante...onde abraço todos os meus pesadelos...
segunda-feira, 11 de dezembro de 2006
Vejo-te a sangrar...e o teu sangue cai levemente na minha mão...frio e morto como tudo em meu redor...o teu sofrimento foi-se... fixas-me silenciosamente...o teu silêncio enclausura-me nesta penumbra ...olho-te de mansinho...de deixo-te...afasto-me apressadamente...enquanto te consomes...enquanto o teu sangue se espalha pelo chão...estou perdida...presa a algo que não me deixa continuar...este desespero devora-me ferosmente...quero voltar para trás...encontrar-te...mas não estás mais lá...

Ela quis acreditar que estava morta muito tempo antes de morrer...era mais fácil para ela assim...deixar-se abandonar de tudo...vaguear numa ilusão perdida...era uma dor que ela já não sentia... eram sitios onde ela já não estava...as suas lágrimas eram agora pedra gélida...os seus sonhos flutuavam no vento...enquanto ela se entranhava na escuridão...enquanto ela se tornava cada fragmento daquela noite...
domingo, 10 de dezembro de 2006
Levamos muito tempo a perceber muitas coisas...a conseguirmos enfrentar outras...levamos uma vida inteira a conhecermos a verdadeira dimensão do que nos rodeia...levamos uma vida a tentar fugir daquilo que me mais nos perturba...ou a tentarmos encontrá-lo...levamos muito tempo a a questionarmo-nos sobre o mundo onde estamos e o que fazemos nele...a questionarmo-nos sobre tanta coisa a cada dia que passa...e quanto mais respostas temos...menos percebemos...e uma dia quando finalmente temos todas as respostas...acabamos por perceber que na verdade já não temos mais perguntas...
Uma espécie de felicidade no meio de uma confusão de situações sem lógica...quis morrer! mas no fundo nunca quis estar tão viva!sem me aperceber, dei por mim a bloquear todas as razões para continuar...fugi de tudo...mas fugi em direcção a mim...jamais poderei fingir que o que senti era real...porque no fundo sei bem que não era...foi apenas ilusão perdida num momento que acabou ou que nunca chegou a existir...agora jamais tentarei regressar a esse momento...falta-me a vontade...a coragem...prefiro morrer de mim...morrer do meu relfexo...morrer dos meus pensamentos...ficar apenas com uma ilusão sem história..para quê insistir? é tarde...nada mais faz sentido...resta-me regressar ao inicio dos passos atormentados..e saber que as coisas serão sempre o que eu pensar que podem ser...
sábado, 9 de dezembro de 2006
sexta-feira, 8 de dezembro de 2006
I tried to be a normal person…I tried to do just what the others do…but it wasn’t worth…I tried to smile to everyone…to be nice to all the people around me…to talk about ordinary things… to be just ordinary… to be just another person in the middle of the crowd…but it was a big mistake…I gave up and I decided to be just me…an outcast…now people hate me more than ever…now there’s no pretty smiley faces…no sweet voices…now people aren’t nice with me like they once were…now people treat me like a freak…people avoid me in the street…and no one understands me… but I feel much happier…actually, I’ve never been so happy…
Gotas de solidão
que vagueiam solenemente a meu lado
um vazio...
uma lágrima que jamais cairá...
fragmentos de um nada
que preenche a ausência
gritos...
vou cair...
vou sufocar...
parece que agora jamais
verei o meu reflexo num
horizonte que me confunde...
feridas que sangram...
mas que não doem...
vejo-te a dissipares-te...
e sinto que me dissipo
junto com o vento
que te leva...
E depois permaneço
a observar-te
enquanto partes
e sinto
que sempre quis que isso acontecesse...
agora não vou cair mais...
estou aqui bem alto...
no topo de toda a
minha transparência...
agora vou sempre tentar voar
mais uma vez
ainda que todo o meu ser
seja fragmentos de solidão
espalhados pela rua...
que vagueiam solenemente a meu lado
um vazio...
uma lágrima que jamais cairá...
fragmentos de um nada
que preenche a ausência
gritos...
vou cair...
vou sufocar...
parece que agora jamais
verei o meu reflexo num
horizonte que me confunde...
feridas que sangram...
mas que não doem...
vejo-te a dissipares-te...
e sinto que me dissipo
junto com o vento
que te leva...
E depois permaneço
a observar-te
enquanto partes
e sinto
que sempre quis que isso acontecesse...
agora não vou cair mais...
estou aqui bem alto...
no topo de toda a
minha transparência...
agora vou sempre tentar voar
mais uma vez
ainda que todo o meu ser
seja fragmentos de solidão
espalhados pela rua...
Tentei escrever algo que exprimisse aquilo que sinto...mas todas as palavras se dissiparam...percebi então que estava vazia...havia um tempo em que os sentimentos dentro de mim me sufocavam...agora por mais que procure dentro de mim algum tipo de sentimento...nada encontro...apenas o vazio escuro de onde nada surge...por mais que tente descrever o que é esta ausência de sentimentos, não encontro nenhum definição...jamais será felicidade...porque sei que a felicidade cansar-me-á sempre...mas sei que finalmente encontrei-me...
Chega! Que venha a dor...a tristeza mais profunda!que não sequem as minhas lágrimas nunca...que queira morrer de tanto sofrer!que os meus passos me levem directamente para o abismo...que eu não possa respirar mais...que fique presa..acorrentada á minha insanidade...que me veja a morrer..a afastar-me...chega!que todos os pensamentos perturbadores acupem a minha cabeça...que só deseje perder-me de toda a minha consciencia...que não permaneça mais nenhum fragmento de esperaça...
quinta-feira, 7 de dezembro de 2006
Muitas vezes tentei em vão ser uma pessoa normal...mas no fundo isso só me fez infeliz...vezes sem conta tentei agir como o resto do mundo...ser mais um rosto no meio da multidão...mas na verdade sentia-me mais sozinha...sentia-me afastada de mim mesma...agora sei que jamais serei como o resto do mundo..e sei que isso nunca me fará sentir mal..triste...não que isso seja de certa forma uma opção minha...mas no fundo acaba por ser...porque ser como todos os outros...se me dá muito mais prazer ser aquilo que sou? imcompreendida...mal intrepretada...distante...estranha...imensas coisas...mas serei sempre eu... depois de muito tempo começo a pensar que a minha alma está no outro lado...perdida no esplendor de todas as sombras...e por mais que sofra...por mais doloroso que todos os momentos sejam para mim...por mais que a minha solidão seja enorme...sei que serei sempre mais feliz assim...
quarta-feira, 6 de dezembro de 2006
E afasto-me silenciosamente...enquanto as folhas mortas caem levemente das árvores...e encontro-te por fim...e fico a ver-te a destruir cada fragmento de sanidade daquele momento...todas as palavras perderam-se para sempre...permaneço então no silêncio...sei que te dói como me dói a mim...sei que gritas tão alto quanto eu...que tentas apagar as tuas lágrimas com sangue que parece morrer...e matar...enquanto ouvimos aquela ultima música...enquanto a nossa marcha se aproxima do final...esta marcha na escuridão..onde os nossos espíritos se refugiam...dói-me...ver-te a dissipar toda a tua luz num gesto só...mas esperei uma eternidade para te ver assim...e desejei que fosse assim para sempre...
terça-feira, 5 de dezembro de 2006
segunda-feira, 4 de dezembro de 2006
Broken Things Stay Broken

Yesterday I saw an angel with broken wings…He used to walk beside me…staring at me…calling my name… but yesterday he told me “I’m still flying…even though my wings are broken…I’m still trying to rise…I’m still trying to touch higher…broken things stay broken…you can not fix it…you have to walk with it…you have to feel the pleasure with it…you need to smile to all your wounds …” Then he disappeared and left me with a drop of his blood in my hand…I tasted it…and I felt his pain…and it was mine too…I’m broken like him…and nothing will fix me…
quinta-feira, 30 de novembro de 2006
Depois de uns tempos, acabei por achar que estava errada sobre muitas coisas...e completamente certa noutras...fugi demasiadas vezes...e começo a pensar que agora acabei por conseguir voltar...o que se pode fazer depois de acharmos que está tudo perdido?bem... há mais para viver...o mundo vai continuar a girar da mesma forma...os dias vão continuar a passar...as estações vão continuar a mudar...tudo continua...não importa o quão miserável eu me possa sentir...o quanto eu possa querer desaparecer...é indiferente...bem...se de qualquer forma não vou poder mudar o mundo...resta-me apenas procurar-me um pouco por entre a multidão...aproximar-me de mim mesma...olhar-me nos olhos...confrontar-me..pela primeira vez...e depois tentar caminhar ao meu lado...observar o mundo com os meus olhos...e depois talvez consiga encontrar os outros...e depois talvez consiga estar nas coisas...ser os momentos...não vou pedir que me compreendam..pois se até eu ainda não me consegui compreender...não vou, tão pouco ,pedir que concordem comigo...que me elogiem...que me sorriam...que me chamem...só por que tem que ser...só porque "fica bem"...na verdade só tenho um único pedido a fazer...que se encontrem no meio da grande multidão que se arrasta por aí...que não tenham medo de correr atrás de vós mesmos...que agarrem nas vossas mãos...que se confrontem...encontrem-se...e depois sentirão como se econtrassem a vida pela primeira vez...como se vissem os outros pela primeira vez...será como acordar e respirar de mansinho o ar da manhã...
quarta-feira, 29 de novembro de 2006
terça-feira, 28 de novembro de 2006
Agora perturbam-me outras coisas que não compreendo...ou será este meu desejo obcessivo de ter algo que me perturbe? bem...talvez eu queira mesmo que algo me faça sentir miserável...triste até não conseguir mais...acho que é uma necessidade que tenho...estar mal...e desejar ainda estar pior... não me satisfazer com uma simples dor...querer uma dor ainda mais forte...achar que todas as lágrimas são poucas...achar que a felicidade não me pertence...sentir que nada faz sentido...querer fugir da vida...desejar a morte...
domingo, 26 de novembro de 2006
sábado, 25 de novembro de 2006
sexta-feira, 24 de novembro de 2006
quinta-feira, 16 de novembro de 2006
quarta-feira, 15 de novembro de 2006
Talvez tenha dito coisas que te magoaram e a nossa felicidade seja triste...talvez tenha fugido de ti demasiadas vezes..e hoje já não saibas realmente onde estou...um dia tentámos que tudo fosse diferente...mas acabou por ser tudo igual...e ficámos sem esperança...tentámos recomeçar...mas perdemo-nos facilmente...as vezes ainda me pergunto para onde fomos...as vezes ainda gostava de saber quem somos agora...no que nos tornámos...o que procuram os nossos olhares...agora resta-nos apenas caminhar ao lado de todas as palavras que não dissemos e que devíamos ter dito...de todas as palavras que dissemos e que apenas nos magoaram...de todas as coisas que fizemos e que foram inúteis...e de todas as que não fizemos...e que eram as mais importantes...
quinta-feira, 9 de novembro de 2006
quarta-feira, 8 de novembro de 2006
Por vezes ando à deriva e não sei quem sou...olho-me ao espelho e não sei o que vejo...ás vezes faço batota e vou por atalhos que acabam por não me levar a lugar algum...há uma tendência em mim para ser o que realmente não sou...há uma razão em cada pensamento meu que desconheço...se um dia pudesse ao menos não me cansar tanto de mim mesma...se ao menos eu encontrasse um sorriso no meio da confusão...de nada adianta correr quando o tempo nos mata...quando sentimos que morremos um pouco a cada momento que passa...
Que loucura maravilhosa...
Ás vezes fujo e escondo-me...
E ás vezes choro enquanto rio...
Ás vezes grito em silêncio...
Outras vezes apenas me culpo...
Ás vezes finjo que estou aqui..
E ás vezes finjo que fui embora...
Ás vezes faço o que quero...
Outras vezes apenas sonho...
Ás vezes perco-me...
E ás vezes encontro-me...
Ás vezes desperdiço o meu tempo...
Outras vezes apenas te odeio...
Ás vezes mato a minha dor
E ás vezes magou-me a mim mesma...
Ás vezes fico sozinha na chuva...
Outras vezes estou aterrorizada por dentro...
Ás vezes ilumino a minha escuridão...
E ás vezes fico sem palavras...
Ás vezes adoro a minha loucura...
Outras vezes apenas odeio o mundo...
terça-feira, 7 de novembro de 2006
E depois quis que acabasse o dia... quis que viessem as sombras e me levassem para longe...quis que as vozes se transformassem em cores de silêncio...depois desejei ser eu apenas o vazio da noite...o sol que se esconde no horizonte...quis ir e voltar para sempre...quis que de repente não houvesse mais luz para me ofuscar...acabei a sentir-me dentro de um pouco de mar...acabei fechada na imensidão de todas estrelas...e num só momento tentei sair de mim mesma e ser todo o universo...fugir de toda a realidade...fui feliz? não...acho que não...a felicidade acaba sempre por me matar...
segunda-feira, 6 de novembro de 2006
Agora sei que foste embora para sempre...e nem te vi partir...sim eu sei...também eu já tinha partido...talvez tenhas partido agora para me castigar...para que eu perceba que o mundo continua faça eu o que fizer...que nada adianta eu achar que todas as pessoas e todos os momentos vão ficar á minha espera...á espera das minhas decisões...das minhas escolhas...mas sei agora mais do que nunca que foi o fim...
sábado, 4 de novembro de 2006
Estas coisas indefiniveis que me baralham...
Sabes...havia um tempo em que eu acreditava que conseguia continuar a minha caminhada sem pensar em coisas absurdas...sem que me ocorresem pensamentos que me baralhassem...mas a noite é escura demais e acho que me perdi...um dia acordei e queria ser tanta coisa...e acabei por não ser aquilo que eu era na verdade...sabes...quando parece que vais a todos os lugares excepto aqueles onde realmente querias ir? ou quando parece que estiveste uma vida toda à espera de uma coisa...e quando finalmente a encontras...simplesmente a deixas escapar?e ficas a observa-la a afastar-se ao longe...como se isso te deixasse feliz...ficar ali a pensar que a podias ter agarrado...que podias ter mudado tudo...sabes...havia um tempo em que eu pensava que podia definir a vida...simplificá-la de modo a que a compreendesse...pensava que podia definir tudo...depois apercebi-me de que há coisas que são completamente indefiniveis...e decidi que o melhor era deixar tudo como estava...porque as coisas não-definiveis são de certa forma assustadoras...havia um tempo em que eu achava que podia ter as respostas de tudo...mas o tempo foi passando...e percebi que em vez de continuar a ter respostas...tinha cada vez mais perguntas...que para a maioria nunca consegui encontrar uma resposta...apesar de tudo...continuo a acreditar que há um lugar escondido onde cada um de nós pertence...e não adianta correr...um dia ...no momento certo...cada um de nós o vai encontrar...pode ser mesmo hoje quem sabe...assim de repente...pode ser amanha...no próximo mês...daqui a anos...ou pode levar a vida toda...mas ás vezes parece que nada tem piada...e não tem mesmo...ás vezes parece que por mais que tentemos acaba sempre tudo em pequenas grandes tragédias diárias...
quinta-feira, 2 de novembro de 2006
E bastava apenas ter feito uma escolha diferente...bastava apenas ter tido a coragem para seguir em frente...mas quando o medo nos bloqueia...tornamo-nos ridiculos e inutéis...deixamos de conseguir falar ou fazer seja o que for...de repente queremos fugir...e quando nos aprecebemos não estamos mais em lugar algum...quando vemos que já fugimos de todos os lugares...perdemo-nos...e pensamos sempre que amanha vai ser diferente, que vamos conseguir...mas o amanha é sempre adiado...o amanha nunca chega...e ficamos sempre presos numa confusão de tempo...de incertezas... e é sempre assim quando decidimos fugir de nós próprios...quando escolhemos aquilo que sabemos que não devíamos ter escolhido...quando optamos por ficar a observar a nossa própria queda...quando nos limitamos a ficar a olhar ao longe-com ar de desprezo-o nosso declínio...quando temos a certeza que por mais que o tempo passe...tudo vai ficar na mesma...quando nos viciamos demasiado na escuridão...
terça-feira, 31 de outubro de 2006
Ainda te consegui ouvir...a chamar por mim do fundo da escuridão...quis fugir...tentar não te ouvir mais...depois quis ficar e escutar a tua voz de novo...dissseste palavras que não queria sentir...mostraste-me tudo o que eu era...mostraste-me o meu mundo...e de repente já não estavas mais ali...e eu observava-te ao longe...e eu via-me com os teus olhos...tentei esquecer aquele momento..esquecer-te...esquecer-me...e subtilmente...toda a realidade se dissipou na terna morbidez do teu olhar...e todos os espectros te trouxeram de novo para perto de mim...
terça-feira, 24 de outubro de 2006
sexta-feira, 20 de outubro de 2006
quarta-feira, 18 de outubro de 2006
A Felicidade...ainda que me canse...queria que durasse para sempre...
A Felicidade é breve como o tempo...de repente esgota-se e leva a nossa alma...é frágil como uma pequena flor...que cresce de mansinho sem que ninguém se aperceba...e poucos conseguem ver realmente a sua beleza...a Felicidade é azul como o céu...onde podemos voar livres...a Felicidade é um pouco de tudo...um resto de nada...é o que temos...é o que agarramos com medo de perder...a Felicidade é todas as nossas cicatrizes...o bem estar de saber que a dor passou...é um sorriso depois de tantas lágrimas...é uma leve brisa que nos acalma...a Felicidade é um puzzle...momento após momento vai-se construindo...peça após peça vai ganhando forma...mas jamais fica completo...a felicidade não tem fim...não tem uma meta...fortalece-se, nunca se completa...jamais conseguirei definir a Felicidade...transformá-la num simples conceito seria tirar-lhe a grandeza...assim como não consigo definir o amor...a morte...a vida...a amizade...a tristeza...a saudade...
terça-feira, 17 de outubro de 2006
Procura-se alguma inspiração...
Que dias estes...foi embora a tristeza...e foi embora tambem a minha inspiração para escrever...que dias estes em que a felicidade me cansa de novo...
Finalmente um pouco de ar puro...finalmente um pedaço de luz a entrar pela janela...finalmente os sons não são mais aleatórios...finalmente há alguma consonância nos meus pensamentos e nos meus actos...finalmente um pouco de liberdade...
Não é muito longo o caminho do sol...um passo de cada vez...todos os dias podemos construir o percurso...devagar...sem pressas...não é muito longo o caminho da harmonia...um sonho apenas é o que basta...e depois desejar apenas não acordar...
Não é muito longo o caminho do sol...um passo de cada vez...todos os dias podemos construir o percurso...devagar...sem pressas...não é muito longo o caminho da harmonia...um sonho apenas é o que basta...e depois desejar apenas não acordar...
È bom quando nos apercebemos que ainda não é o fim...que ainda há mais degraus na escada da vida...que ainda há mais sorrisos para partilhar...ainda há mais palavras para descobrir...e basta apenas acreditar...sim acreditar é realmente o suficiente...basta apenas um novo acordar...um simples e leve acordar e tudo muda...não são precisos grandes esforços...noites em claro...dias a chorar...não é preciso muito...na verdade quase nada...e de repente tudo se conjuga...o tudo...que na verdade sempre esteve lá...
Hoje era só mesmo isto que queria dizer...
Hoje era só mesmo isto que queria dizer...
quarta-feira, 4 de outubro de 2006
Ainda estás aqui...não quero acreditar que partiste para sempre...quero acreditar que há sempre uma parte das pessoas que fica...não importa a distância da sua partida...não importa o quanto notória seja a sua ausência...acredito que ainda vais estar por aí...onde quer a lembrança do teu sorriso permaneça...e a luz do teu olhar ainda brilhe...vais estar lá...em cada estrela do firmamento...em cada pedaço de felicidade do dia...em cada amanhecer...em cada entardecer...em cada horizonte onde o sol se esconder...em cada reflexo do luar...vais estar lá...sempre que um pássaro voar livre, rompendo o azul do céu...sempre que as aondas do mar toquem a areia...sempre que um novo dia chegue de mansinho...sempre que a chuva pare e surja o sol por entre as nuvens..sempre que as cores dos sonhos acordem por entre as sombras...vais estar lá...sempre que me lembre de ti...
Deve haver uma forma de voltares...
Não sei porque partiste mas deve haver uma forma de voltares...deve haver uma maneira de deixares o mundo dos espectros...não sei porque fugiu de ti a luz dos sonhos...mas deve haver uma forma de regressares das sombras...não sei porque te foste tão subitamente...mas tem que surgir do nada uma forma de voltares a estar aqui...não sei porque a luz do sol se apagou de ti...mas deve haver uma forma dela surgir de novo por entre o teu horizonte...não sei porque se esgotaram de ti os dias...mas deve haver um jeito de os recuperares...de os agarreres de novo...não sei porque a tempestade te levou..mas deve haver uma forma de encontrares de novo a calma na maresia...não sei porque te foste sem dizer onde...mas deve haver uma forma de te encontrar...espero por ti ao fim da tarde...por entre os últimos raios de sol...numa noite de lua cheia...por entre cada estrela... ou no final de cada arco-írís...espero por ti...com a esperança de te ver aparecer surgir por entre as brumas da minha ilusão ...porém com a certeza que jamais voltarás...
Talvez o sonho se tenha acabado e tenhas partido sem conseguir dizer adeus...ou talvez o sonho continue aí...aí onde estás agora...talvez no fundo eu não acredite que partiste realmente...talvez eu no fundo ainda te sinta por aí algures, a sorrir...a cumprir a tua felicidade...talvez eu seja demasiado cobarde para acreditar, para admitir algo que sei que é verdade...talvez eu sinta que no fundo nunca se parte realmente, que fica sempre algo que permanece intacto durante algum tempo...há sempre uma parte que fica...uma parte que se prende eternamente aos momentos em que fomos felizes...então porque dói tanto assim? Porque me corrói tanto esta tristeza que teima em não passar?...talvez tenhas ainda querido voltar...talvez no derradeiro momento da partida ainda tenhas tentado agarrar algo que te permitisse ficar... será que ouviste a morte chamar-te lá do fundo do nada?...será que a ouviste? Ou ela te levou sem te chamar? Talvez ainda estejas por aí a vaguear com medo de partir totalmente...talvez ainda não tenhas atravessado a fronteira para o "outro lado"...será que depois da morte se sente medo? Será que depois da morte ainda se sente de alguma forma? Será que depois da morte...para além do tempo...ainda se consegue sorrir? Será que no vazio da noite gélida da ausência de vida...ainda se ouve o vento a bater nos vidros das janelas?Agora tens as respostas todas...mas será que agora tens algumas perguntas?Dói saber que jamais verei um novo olhar teu...um novo sorriso...dói demais saber que partiste tão cedo...cedo demais...e que jamais verás um novo amanhecer...jamais sentirás o perfume do entardecer numa tarde de Verão... talvez eu não consiga acabar esta mensagem que te escrevo agora e as lágrimas a invadam e a levem para bem longe...tão longe que talvez te encontre...quem sabe no fim de algum arco-íris...
sábado, 30 de setembro de 2006
Vi-me a morrer...
vi o meu corpo caído na rua...
tentei acordar-me...
tentei que as minhas pernas se movessem...
mas apenas consegui ficar ali...
e é sempre assim...
quando se quer tanto
chegar ao final...
quando se quer ficar a observar do outro lado...
quando nos sentimos perdidos na vida...
quando de repente adormecemos
para sempre...
é fácil morrer...
quando nada mais faz sentido...
quando as lágrimas se repetem
dia após dia...
é tão fácil observarmo-nos a morrer...
a dissiparmo-nos no nada...
vi o meu corpo caído na rua...
tentei acordar-me...
tentei que as minhas pernas se movessem...
mas apenas consegui ficar ali...
e é sempre assim...
quando se quer tanto
chegar ao final...
quando se quer ficar a observar do outro lado...
quando nos sentimos perdidos na vida...
quando de repente adormecemos
para sempre...
é fácil morrer...
quando nada mais faz sentido...
quando as lágrimas se repetem
dia após dia...
é tão fácil observarmo-nos a morrer...
a dissiparmo-nos no nada...
domingo, 24 de setembro de 2006
I like to be alone at night...there are no angels to watch me..no demons to save me...it is just me and the loneliness...I like to walk in the pouring rain...my tears are hid on my wet face...I like to be in the darkness...where all the voices are silent...where nobody can find me...I like to close my eyes and pretend the rest of the world is gone...
sábado, 23 de setembro de 2006
Naquele dia quis voltar para trás...quis dizer alguma coisa...quis que o tempo parasse e de repente não houvesse mais amanha...para onde foram todos os meus sonhos? onde estão todas as minhas esperanças...onde está tudo aquilo em que eu acreditava? como aceitar que tudo se perdeu? por mais que o tempo passe há momentos que caminham sempre ao meu lado...há sempre fragmentos de nada perdidos por aí...ás vezes ainda estou lá...ás vezes ainda acredito que tudo o que me falta não está perdido...que está apenas longe de mim...
Fiquei ali a olhar-te enquanto o teu sangue te escorria pelo corpo...enquanto olhavas as coisas á tua volta pela ultima vez...enquanto todo o teu ser se dissipava naquela poça de sangue no chão da sala...a tua vida resumida naquele momento...fiquei a olhar-te em silêncio com medo de perturbar a tua caminhada para a viagem eterna...enquanto o teu sangue penetrava toda a minha existência...enquanto o teu sangue gelava e toda a minha alma estremecia...queria ter morrido contigo..ver o meu sangue a juntar-se ao teu...e nós sermos apenas aquela momento...para sempre...
Uma faca ensanguentada caída no chão...abri a porta...e todo o meu mundo parou...na verdade era o que eu queria...ver-te assim ...a partir...a dissipares-te no nada...ali estavas no chão...o sangue jorrava dos teus pulsos...ainda tinhas os olhos abertos...mas não olhavas para coisa alguma...eras agora apenas uma mancha de sangue...
quarta-feira, 20 de setembro de 2006
Nunca fui a preferida das pessoas...nunca concordei com a maioria...nunca fui a mais popular...a mais simpática...a menina perfeita que faz tudo bem...nunca mudei nada para agradar alguém...nunca fui compreendida... nunca fiz nada para que me compreendessem...aceito a imcompreensão dos que me rodeiam...canso-me facilmente de muitas pessoas...de muitos sítios...de muitos momentos...canso-me quando tudo tende a ser previsivel...rotineiro...banal...gosto das coisas que acontessem sem razão...porque é que tudo tem que ter uma razão de ser...de acontecer...de existir??....nunca me senti integrada no mundo...na sociedade...sempre questionei tudo...há uma vontade enorme em mim de viver á parte...se um dia o meu desejo de ser diferente desaparecesse...morreria então...perder-me-ia da minha própria sombra...se um dia sentisse que todos os meus estados de espirito...todos os meus pensamentos...todas as minhas acções...todas as minhas palavras...todos os meus sentimentos se estavam a tornar previsiveis...desprender-se-ia de mim cada fragmento da minha alma...
Houve um tempo em que pensava que podia mudar tudo à minha volta...que podia controlar todo o meu mundo...costumava tentar mudar as perguntas da minha vida...mas não importava o quanto eu tentasse...nunca encontrava as respostas...acabava sempre por me encontrar perdida...no final quando realmente encontramos a resposta...já esquecemos mesmo qual era a pergunta...
segunda-feira, 18 de setembro de 2006
sábado, 2 de setembro de 2006
Revolto-me agora contra ti…contra este sentimento…contra todas as palavras…revolto-me contra todas as estrelas…contra o sol…revolto-me contra cada obsessão que surge na minha vida…contra a tua voz…contra o brilho do teu olhar…revolto-me contra estas frases sem sentido que volto a escrever para ti…contra todos os momentos em que te recordo…revolto-me contra o meu olhar a procurar-te…
_______________________________________________
E aqui fico á tua espera…com esta certeza de nunca virá o dia em que vais chegar…por ti esgotaram-se em mim todas as palavras…perdeu-se o meu olhar…por ti esqueci o tempo…tornei-me o nada e o tudo de uma só vez…regressei ao ponto de partida e recomecei…quando passaste apagaram-se todas as estrelas…e fiquei na escuridão da minha noite…todas as vozes sem calaram…e o abismo silencioso me sugou para dentro dele…quis que existisses em mim de mil e uma formas…e acabei por não te ter nem de uma…inventei em tia chuva…o vento…a imensidão de cada amanhecer…e acabei sem horizontes para perseguir…no final não sei se partiste…ou se fui eu que fugi de ti…____________________________________________
Sempre foste aquilo que mais persegui…e de quem estive mais distante…sempre foste a luz e a escuridão…o mar e o deserto…o ruído e o silêncio …o tudo e o vazio…o abismo e a salvação…a doença e a cura…sempre foste a minha razão de viver…e a minha morte…conduzia os meus passos em ti, e acabava sempre por me perder…hoje queria apenas que fosses a lembrança arrumada na gaveta da minha memória…queria que o pó do tempo te apagasse para sempre do meio de todas as minhas recordações…e que o teu olhar se tornasse apenas num simples olhar entre tantos outros…
____________________________________________
Odeio-te…porque me fazes isto? Porque não vais embora e me deixas aqui só…a tua presença atormenta os meus dias…porque não partes…desta vez para sempre? Já não suporto o teu olhar…cansei-me do teu sorriso…a tua voz perturba-me…És tudo o quis esquecer…tudo o que quis deixar para trás…mas continuas a ser tudo o que caminha a meu lado…depois deste tempo todo…porque ainda continuas aqui? Desejava que já tivesses ido…quero esquecer-te…quero apagar-te de mim…viver com o meu olhar livre…libertar-me de tudo o que ainda me prende a ti…odeio-te…não te suporto mais…tu pões-me doente…odeio-te…por na verdade…não te conseguir odiar de forma alguma…_____________________________________________
Vezes sem conta desejo ver-te a entrar pela porta…desejo que volte tudo a ser como era…sabes, ainda te sinto aqui…ainda ouço os teus passos pela casa…ainda te espero…e sinto como se tivesses mesmo a chegar…é tão sufocante este sentimento…esta ausência tua…olho-me ao espelho e tento convencer-me que te esqueci…mas na verdade estás sempre no meu pensamento…queria tanto poder ter-te de novo…ou esquecer-te para sempre…ouvir a tua voz a chamar-me ou ver-te caminhar para longe…sempre foste o meu maior erro…e a minha maior incerteza…queria que ficasses aqui ao meu lado…ou que te perdesses no infinito das minhas memórias…tudo isto é inútil…são inúteis todas as noites em que espero por ti…são inúteis todas as recordações do passado…é inútil amar-te ou odiar-te agora…é inútil o que penso agora…ou o que significas para mim…na verdade agora somos apenas dois estranhos…__________________________________________________
Os meus sonhos estão vazios desde o dia em que te vi pela última vez…gostava de acreditar que um dia te vou esquecer…
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E aqui fico á tua espera…com esta certeza de nunca virá o dia em que vais chegar…por ti esgotaram-se em mim todas as palavras…perdeu-se o meu olhar…por ti esqueci o tempo…tornei-me o nada e o tudo de uma só vez…regressei ao ponto de partida e recomecei…quando passaste apagaram-se todas as estrelas…e fiquei na escuridão da minha noite…todas as vozes sem calaram…e o abismo silencioso me sugou para dentro dele…quis que existisses em mim de mil e uma formas…e acabei por não te ter nem de uma…inventei em tia chuva…o vento…a imensidão de cada amanhecer…e acabei sem horizontes para perseguir…no final não sei se partiste…ou se fui eu que fugi de ti…____________________________________________
Sempre foste aquilo que mais persegui…e de quem estive mais distante…sempre foste a luz e a escuridão…o mar e o deserto…o ruído e o silêncio …o tudo e o vazio…o abismo e a salvação…a doença e a cura…sempre foste a minha razão de viver…e a minha morte…conduzia os meus passos em ti, e acabava sempre por me perder…hoje queria apenas que fosses a lembrança arrumada na gaveta da minha memória…queria que o pó do tempo te apagasse para sempre do meio de todas as minhas recordações…e que o teu olhar se tornasse apenas num simples olhar entre tantos outros…
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Odeio-te…porque me fazes isto? Porque não vais embora e me deixas aqui só…a tua presença atormenta os meus dias…porque não partes…desta vez para sempre? Já não suporto o teu olhar…cansei-me do teu sorriso…a tua voz perturba-me…És tudo o quis esquecer…tudo o que quis deixar para trás…mas continuas a ser tudo o que caminha a meu lado…depois deste tempo todo…porque ainda continuas aqui? Desejava que já tivesses ido…quero esquecer-te…quero apagar-te de mim…viver com o meu olhar livre…libertar-me de tudo o que ainda me prende a ti…odeio-te…não te suporto mais…tu pões-me doente…odeio-te…por na verdade…não te conseguir odiar de forma alguma…_____________________________________________
Vezes sem conta desejo ver-te a entrar pela porta…desejo que volte tudo a ser como era…sabes, ainda te sinto aqui…ainda ouço os teus passos pela casa…ainda te espero…e sinto como se tivesses mesmo a chegar…é tão sufocante este sentimento…esta ausência tua…olho-me ao espelho e tento convencer-me que te esqueci…mas na verdade estás sempre no meu pensamento…queria tanto poder ter-te de novo…ou esquecer-te para sempre…ouvir a tua voz a chamar-me ou ver-te caminhar para longe…sempre foste o meu maior erro…e a minha maior incerteza…queria que ficasses aqui ao meu lado…ou que te perdesses no infinito das minhas memórias…tudo isto é inútil…são inúteis todas as noites em que espero por ti…são inúteis todas as recordações do passado…é inútil amar-te ou odiar-te agora…é inútil o que penso agora…ou o que significas para mim…na verdade agora somos apenas dois estranhos…__________________________________________________
Os meus sonhos estão vazios desde o dia em que te vi pela última vez…gostava de acreditar que um dia te vou esquecer…
segunda-feira, 21 de agosto de 2006
Por mais que tente...por mais tempo que passe... ainda estás em cada gota do meu sangue...são palavras sem sentido estas que escrevo...serão para ti?...ás vezes sei que são...outras vezes tento apenas fingir que agora nada mais és que uma lembrança perdida.......é dificil adormecer...pior ainda cordar...cada dia move-se para dentro do abismo...esquece o amanhecer...e a brisa...estamos perdidos agora...é tarde para chorar..ou para pensar...onde estou?
sexta-feira, 18 de agosto de 2006
Morre lentamente…
Para que o teu sangue penetre
A profundidade da minha existência
Para que eu sinta
Que não foste apenas
Poeira perdida no vento…
Fica agora…
Antes que este momento se esgote…
Ou deixa-te ir para sempre para te perderes
Na morbidez do tempo…
Há uma morte presente em mim…
Uma vontade insana de querer
Ver o meu sanguea escorrer pela rua…
Enquanto os meus passos terminam…
Para que o teu sangue penetre
A profundidade da minha existência
Para que eu sinta
Que não foste apenas
Poeira perdida no vento…
Fica agora…
Antes que este momento se esgote…
Ou deixa-te ir para sempre para te perderes
Na morbidez do tempo…
Há uma morte presente em mim…
Uma vontade insana de querer
Ver o meu sanguea escorrer pela rua…
Enquanto os meus passos terminam…
segunda-feira, 12 de junho de 2006
De nada adianta fingirmos…tentarmos escapar da verdade em nós…de nada adianta dizermos coisas que não sentimos…agir como se não nos importássemos…Porque ás vezes fazemos coisas que não queríamos? Dizemos “não” mas no fundo só queríamos dizer “sim”…partimos mas queríamos tanto ficar…fazemos um olhar de indiferença mas queríamos sorrir…tantas vezes não compreendemos os nossos comportamentos…porque fazemos aquilo que no fundo não é a nossa vontade? Será mais fácil mentir…fingir? Será mais fácil virar as costas e deixar tudo para trás? E fazemos isto toda a vida…e quanto mais nos apercebemos mais fazemos…como se nos sentíssemos bem a ignorar os nossos verdadeiros caminhos…Um dia talvez acordemos e tenhamos vontade de corrigir tudo…de agir de acordo connosco próprios…de fazer tudo aquilo que na verdade queríamos ter feito durante o tempo todo…mas ás vezes pode ser demasiado tarde…
domingo, 11 de junho de 2006
Serás sempre o sabor a saudade que fica após cada despedida…serás sempre o vento frio que embala os meus pesadelos…serás sempre a música a tocar sem fim no fundo do nada…agora que a tua partida é apenas a realidade de cada novo dia…e que a minha solidão é mais um sentimento inútil na minha vida…cada dia será sempre mais vazio que o anterior…cada minuto passará de uma forma mais rápida…por muito tempo que possa passar seremos sempre o que fomos um dia…ainda que o nosso olhar tenha mudado… o que procuras agora? Em que direcção te levam os teus passos? Conseguiste que a tua vida fosse algo mais? Às vezes só desejava que a minha fosse mais que lágrimas na chuva e poder atravessar as barreiras de loucura na minha mente… conseguiste encontrar o teu caminho? Afinal como sabemos que encontramos o nosso caminho? Como sentimos que é por ali que devemos continuar a caminhar? Será que um dia vou acordar e encontrar-te? Será que ainda existes? Não é fácil acreditar que depois de muito caminharmos vamos encontrar a nossa realidade…não é fácil ter esperança de que um dia tudo se conjugará e poderemos enfim olhar para nós próprios e sentir-mo-nos completos…livres de mágoa…mas enquanto a minha loucura solitária me perturba…continuarás a ser a voz que grita do fim da minha ilusão… a verdade que não sei se é real… e a sombra que caminha a meu lado…
quarta-feira, 7 de junho de 2006
Mudanças
Não sou a mesma pessoa que era antes...há coisas que jamais poderei mudar...há momentos que jamais poderei recuperar...há verdades que jamais poderei ignorar...há sombras escondidas em tudo o que sou...faça o que fizer nunca poderei fazer com que tudo seja como era...não poderei viver como se tudo tivesse na mesma...como se nada tivesse acontecido...como se eu não tivesse diferente...como se ainda fizesse sentido tudo o que passou...agora sinto que nunca poderia regressar e ser o que sempre fui...olhar o mundo da forma como eu olhava...sentir cada pedaço de realidade como eu sentia...hoje se tentasse voltar e fingir que ainda era a mesma pessoa e agir como se quisesse acreditar nisso...jamais poderia ter sentido...jamais poderia acordar da mesma forma...sentir o mesmo...caminhar com os mesmos horizontes...adormecer a pensar nas mesmas coisas...ter as mesmas vontades...desejos e medos...hoje jamais poderia ter o mesmo olhar....o mesmo sorriso...dizer as coisas com a mesma vontade...hoje saberia que tudo seria sempre diferente...o tempo passa...e leva-nos com ele...muda-nos...cura umas feridas e provoca outras...leva-nos dias...meses...anos...mas enquanto a vida durar...haverá sempre um novo dia para acordarmos...uma nova noite para adormecermos...uma nova tarde para acalmarmos...após cada dia de chuva aparecerá sempre um novo arco-iris...depois de um longo inverno...a primavera irá sempre surgir...existirão sempre momentos em que achamos que não vale a pena continuar...e outros em que a vontade de viver estará mais forte em nós... e todas as noites haverá sempre um novo céu cheio de estrelas para acreditarmos de novo que basta apenas fechar os olhos pedir um desejo...e acreditar que todo aquele enorme universo vai fazer com que se realize...tudo isto continuará...estejamos onde estivermos...por muito longe de casa que possamos estar...sejamos aquilo que formos...por muitas mudanças que tenham sucedido na nossa vida... por muito distantes que possamos estar de nós próprios...por muito alto ou baixo que nos encontremos...por muito escura ou brilhante que seja a nossa existencia...
segunda-feira, 5 de junho de 2006
Não sou eu…não serás tu…nunca seremos nós…alguém sobrevoa as nossas vidas…alguém nos observa para além de todas as coisas…alguém está dentro do nada…antes eras tu…agora já não és…está fora do teu alcance…agora estás deste lado…estás comigo…ou não estás? Finges que morres…mas ficas sempre aqui…constróis a tua própria partida…mas na realidade nunca chegas a partir…apagas os teus passos…mas continuo a ouvi-los a toda a hora…escondes-te nas sombras mas ainda te vejo…continuas a ser a luz que me guia…mesmo que a tua presença seja apenas pequenos pedaços de silêncio…mesmo que a tua presença seja apenas fragmentos de sonhos perdidos…e que cada parte de ti seja somente os recantos escondidos da minha loucura…és a minha maior ilusão ou a minha única realidade?
sábado, 3 de junho de 2006
Às vezes parece que não estás aqui...outras vezes sinto-te tão presente...és parte de mim...mas depois já não sei o que és...tocas as minhas palavras...moves as frases que escrevo...és o que sou...estás onde estou...mas depois já não és nada...dissipas-te no vento como se nunca tivesses estado aqui...e já não sou eu...já não existo...uma parte de mim dissipou-se junto contigo...e a outra ainda não a encontrei...
terça-feira, 30 de maio de 2006
Revolta...aquele sentimento que chega sempre
Isto tudo me provoca uma certa revolta interior...o facto de estar aqui e não conseguir estar ao mesmo tempo é insuportável...sinto que já não há hipotese de conseguir chegar até onde quero...falta-me o ar e a coragem...agora ainda queria ser aquilo que sempre tentei em vão ser...agora ainda queria subir e não ter que cair de novo...mas falta-me a esperança...a vontade verdadeira de triunfar...afinal porquê escrevo eu estas palavras que ás vezes nem percebo?será que um dia terão algum sentido? não adianta fugir-mos de nós próprios...não adianta fingir-mos que somos o sorriso que vemos todos os dias em nós...de nada serve lamentar o tempo que passa e teima em arrastar com ele fragmentos das nossas vidas...é sempre dificil sermos algo que no fundo não somos...podemos fingir durante algum tempo...mas será sempre impossível se-lo a vida toda...há sempre pormenores que falham...peças que não se encaixam...hoje a minha revolta é a minha companheira...sempre presente...amanha tentarei fugir dela...mas de novo ela vai me encontrar...somos sempre vitimas de nós mesmos...dos nossos mistérios...das nossos pensamentos e desejos secretos...dos nossos medos...das nossas inseguranças...dos nossos caprichos...dos nossos sentimentos...somos sempre manipulados pelos nossos lados mais obscuros...há sempre faces diferentes do nosso ser que nos provocam e nos tentam conduzir a lugares para onde é sempre mais fácil fugir...
quinta-feira, 25 de maio de 2006
Já era tempo de uma revolução...
Que mundo cheio de idiotas..."pessoas" que acham que são perfeitas e por isso acham que têm o direito de julgar os outros...as maiorias ganham sempre...porquê? quem lhes deu esse direito? quero um mundo em que as maiorias sejam abolidas...quero um mundo onde todas as regras sejam quebradas!!!quero um mundo sem pré-definições ridículas do que é certo ou errado...bom ou mau...do que é aceitável ou não...quero um mundo onde as pessoas com ideias diferentes não sejam vistos como anormais...quero um mundo onde haja respeito pelas diferenças...quero um mundo onde haja algo novo...onde as coisas não tenham que ser como sempre foram...onde a vida não se torne demasiado prevísivel...quero um mundo...que sei que jamais vai existir...
quarta-feira, 24 de maio de 2006
Queria agarrar cada raio de sol...colocá-lo de mansinho dentro da caixa dos meus sonhos...cuidar de cada pedaço de luz como uma frágil flor...nunca deixar que o brilho se dissipasse...e um dia...libertá-los...um por um...sem que nenhum perdesse o seu rumo...e vê-los depois...a subir...no céu...e a levar com eles cada sonho meu...e sentir depois a pairar sobre mim...todos os pedaços da minha vontade...e acreditar que jamais cairiam...
Momentos...fecheio-os dentro do nada do meu longuíquo horizonte...lembranças...perderam-se no vento...tentei agarrar algo que ainda me mostrasse quem eu sou...se voltassem...ficariam?...se o passado regressasse fariam os dias sentido ainda?...se o ontem voltasse...quebrando as sombras...misturar-se-ia com as cores de cada fragmento do agora?
terça-feira, 23 de maio de 2006
Parece que caí.......................................................................................
....ás vezes nada tem que fazer sentido.....................................................
..........e é isso que dá todo o sentido.....................................................
.......Agora não há mais ar.....................................................................
..................................para onde vão os amanheceres?...........
............para onde correm os pedaços de tempo....que deixam de ser...antes de realmente ser................................
..................................Agora persigo o escuro.....................ou será o escuro que me persegue?
...............onde te escondeste?................ou será que agora fui eu que me escondi ?
...............................Que noite é esta? Que solidão cai agora sobre o meu olhar?.................................................................................................
....................................Agora parece que a chuva está á minha espera................para onde me levas?
............Que se abram as portas do abismo.....que as sombras se apoderem do agora...que nada mais fique aqui..................................
.................Vai....eu fico...mas ao ver-te partir...arrastas-me contigo.......
..........Perdi-me...encontraste-me....perdeste-me....encontrei-te....perder-te-ei....encontrar-me-ás......................................................
.......Porque ouves a minha voz? Porque teimas em fazer com que ouça
a tua ? ..............................................................................................
Agora não vou cair..........................
segunda-feira, 22 de maio de 2006
Enquanto cais levemente por entre as sombras e te deixas ficar num dia que teima em não terminar...enquanto ainda há um sopro de imensidão escondido atrás de cada pôr-do-sol...enquanto te procuro e estás aqui mas depois desapareces e já não sou eu...nem és tu...seremos nós ?...mas quem somos afinal ?...pensar que quase te alcançava por entre os meus sonhos...mas eu estive sempre acordada...não eram sonhos...eram ilusões presentes em mim...ás vezes quero que partas...outras vezes desejo que fiques sempre aqui comigo...para me sentir completa...quem me olha devagar ao longe?...quem me observa agora?...serás tu ?...serei eu?...ás vezes fecho os olhos para não te ver...e ouço-te bem do fundo a chamar por mim...ficarás comigo agora?...continuarás a observar-me ao longe?...estás sempre aqui...se eu partir seguir-me-ás...se andar mais devagar ainda ver-te-ei caminhar ao meu lado...
quarta-feira, 17 de maio de 2006
Há algo que caminha ao meu lado e eu não alcanço...há algo que me chama do fundo do nada...que me chama para me levar até onde eu quero ir...há sempre algo que flutua por entre as sombras...algo que paira por entre as sombras...algo que paira por entre tudo o que não é...tudo o que não existe...tudo o que nunca será ouvido...visto ou sentido...há uma voz que grita o meu nome do fundo do vento...há algo escondido atrás de cada fragmento de ilusão...algo que está presente em cada momento de escuridão da minha presença...talvez eu não encontre o amanhã em cada gota de chuva...talvez eu me esqueça de como se recomeça...talvez apenas fique em mim a memória do fim...quero que partas...que saias da minha ilusão...que voes para longe...que encontres a tua liberdade...e que me deixes também ser livre...talvez nunca vás...talvez fiques sempre aqui...caminhando ao meu lado em cada momento vago de incerteza...em cada dia longo de inconstâncias...ás vezes parece que preciso mesmo de sentir-te aqui...
sábado, 13 de maio de 2006
É inútil ficar...agora que já parti...são inutéis as palavras...agora que o silêncio faz muito mais sentido na minha vida...nem tudo fica bem no final...a chuva não acaba sempre por passar... há sempre razões para chorar..é inútil tentar mais uma vez...agora que já desisti...os gritos profundos em silêncio por entre as sombras da tempestade...os passos incertos na noite...queria mudar alguma coisa e depois fugir para longe...bem longe... tão longe que jamais voltasse...
Odeio!!
Odeio o tempo passado a fazer coisas só porque alguém me diz para fazê-las…odeio as palavras ditas para agradar...e os gestos só para impressionar...odeio ir para onde todos vão... ficar onde todos ficam...ser o que todos são...odeio ser igual...odeio as regras...odeio tudo o que é comum…odeio a falta de vontade própria...e a falta de originalidade...odeio as maiorias... odeio a perfeição…odeio as coisas certas...odeio a razão...odeio tudo o que é tradicional...odeio as coisas normais...as básicas...as ridículas, porque simplesmente são o que têm de ser e não evoluem...odeio o que todos adoram...odeio tudo o que é previsível...tudo o que não se opõe á naturalidade...odeio ser o que todos esperam que eu seja...odeio ser o que acham suposto ser...e odeio não conseguir odiar aquilo que queria odiar...
quinta-feira, 11 de maio de 2006
Onde estás agora? Continuo a procurar-te como antes...mas agora sei que jamais te vou encontrar...continuas a ser a minha ilusão perdida no fundo do nada...que é o tudo que não tenho...em momentos da minha vida julguei que perdera a minha memória de ti...julguei que se apagara de mim o brilho do teu sorriso...e a profundidade do céu do teu olhar...pensei que tudo de dissipara da minha vida...julguei-me livre dessa força que durante tanto tempo me aprisionou...e que de novo agora me aprisiona...
quarta-feira, 10 de maio de 2006
Memória perdida...
Ainda continuas aqui...em cada momento do meu tempo...em cada passo que dou...apesar de teres partido...continuas a ser tudo para mim...continuas a ser a memória perdida no fundo do meu olhar...continuas a ser o nada na minha vida...a ilusão que se afasta por entre a chuva...ainda és a minha razão...sem sentido...és a minha cura...e a minha maior doença...a maior de sempre...será que para sempre?
"...Olhei para trás...e ainda lá estavas..."
"...Olhei para trás...e ainda lá estavas..."
segunda-feira, 8 de maio de 2006
domingo, 7 de maio de 2006
Noite...
Noite...múrmurios de mais um dia que passou...notas soltas num papel rasgado...fragmentos de luz perdidos no horizonte...correntes de ilusão esquecidas numa janela...e dentro de uma noite que não tem fim...por entre as sombras de uma escuridão vazia e sem reflexos...eu fico...mergulho no silêncio de cada gota de nada...perco-me por vagos momentos de luz que me sufocam com o ar que não chega para poder ficar...e é sempre assim quando nada mais há a esperar...quando tudo o que resta é o tempo perdido...
sexta-feira, 5 de maio de 2006
Um sentimeno de revolta vindo não sei de onde...
Como explicar esta revolta em mim?...este sentimento que não passa...que vem e fica em mim como uma brisa gélida que entra na pele e se entranha no coração...como explicar que por mais que tente não consigo parar todas estas sensações de desespero que caem sobre mim...como fazer dissipar todas estas sombras que me envolvem?...como simplesmente afastá-las e fazer com que não voltem?...
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