terça-feira, 24 de agosto de 2010

"...vuelve a contarme el cuento donde acaba bien..."

Un dia me iré de viaje.
Para muy lejos.
Para un país sin coordenadas.
Para una ciudad sin nombre.

Quisiera poder olvidar todo... marcharme adelante sin nada detenerme...
Quisiera irme sin mirar atrás... aceptar que se acabó, para siempre…

Un dia me iré de viaje.
Con mis manos vacías.
Con mi alma desnudada.
Sin remordimientos.

Pero hoy me quedo todavía aquí...

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Mi equivocación

Siempre he tenido todo el tiempo del mundo, y el tiempo nunca me ha sido suficiente.
Siempre he podido hacer todo lo que me apeteciera ,pero nunca hice mucho.
Siempre he sido libre, pero todavía, siempre me he mantenido encarcelada.
Siempre tuve todo…y siempre he sentido que todo me ha faltado.
Siempre he podido sonreír…y cuantas veces he llorado...
Siempre tuve el camino adelante desocupado, aún, siempre le he colocado obstrucciónes.
Siempre he podido decir lo que pensara…y siempre me he callado...
Siempre han habido personas generosas a mi alrededor...y las personas, siempre me han aborrecido.
Siempre tuve un lugar para ir, y, sin embargo, siempre he vagueado sin rumbo.

Hoy solamente sé que me he equivocado en toda mi vida.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

"Con la verdad revuelta por toda la casa, y con todas mis fuerzas esparcidas por las ventanas..."

Hay días en los que no me resulta despertar.
Hay días en los que no siento nada del mundo.
Hay días en los que las horas son tan solo pedazos de dolor.
Hay días en los que el aire es un derroche.
Hay días en los que las puertas se quedan cerradas. Y yo no quiero que se abran.
Hay días en los que vivir es una inutilidad.

domingo, 15 de agosto de 2010

Al borde del abismo

Los dias son tan oscuros, oscuros como mi alma ...y en esta oscuridad me ahogo ... y me muero ... una y otra vez...me voy y no vuelvo más aquí... no quiero volver... me congela el cuerpo ... me seca la piel... me duelen los ojos...cansados de mirar la realidad que hay alrededor... esta inexistencia que habito…

No me preocupa más lo que dicen...lo que hacen o lo que piensan…todo ya me dá igual...

Estoy en curso de colisión...

Mi vida está como ha empezado...un vacío lleno de nada... he perdido todo el sentido de seguir buscando algo...

A veces no sé quién soy ...no sé lo que hago o lo que digo...
A veces creo que soy real...creo que estoy ahora aquí...en este momento...aunque que en el fondo he estado siempre muy lejos de todo...en algún lugar desconocido...

Hoy...

"Hoy no tengo ganas de cambiar el rumbo



Hoy no tengo fuerza para subirme al mundo ..."

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

"There comes a point in time when you just want to give up. "


Today is the day.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Os dias passam e apenas um pensamento permanece incessante na minha cabeça.
É urgente. Essencial. Partir. Agora. Para longe. Para sempre talvez.

É um pensamento desesperado já.

E eu não o posso ouvir.

Não agora.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

She would go forward. And she would cry. And the tears would dry.
She would give up. And she wouldn’t care about anything.
Couldn’t take it anymore, she would say.
The sun would rise. And it would set.
And she would fall asleep.
And she would dream.
And she would wake up.
She would wish to get herself lost…
It would be better if she could just disappear, she would scream into the emptiness.
She would find that there wouldn’t be nothing left for her there anymore…even though she would try to convince herself there would still be hope somewhere…
She would lose her enthusiasm…her will to carry on…
She would get bored all the time…of everyone…and in every place that she would go to…
She would feel no joy…no sadness…no anger…no excitement…she would feel nothing.

She would crumble into the abyss.


The end.

domingo, 27 de junho de 2010

Sabes…fui embora.
Mais uma vez… fui...
Um dia talvez volte de mãos vazias e sem nada para dizer.
Hoje para ti apenas tenho uma história triste. Uma história que nunca te contei.
E que também não te vou contar hoje.

Nada mais me importa.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

A minha vida não pode ser corrigida.
Eu não consigo corrigi-la. Em vez disso apenas continuo a arruiná-la.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Não sei me expressar. As palavras são cruéis. Ambíguas. Ácidas.
Cansei-me de andar. Parei. Não pretendo ir mais longe. Não sei ir mais longe.
Saturei-me das imagens que ocorrem á minha volta. Umas estáticas. Outras em movimento. Não consigo processar mais informação exterior.
Enlouqueço com facilidade. Sou paranóica. Alucino frequentemente.
Não consigo extrair a realidade do emaranhado de delírios da minha mente.
Não consigo…nem quero.
Já fui tantas pessoas. Já não sei quem ou o que sou. Nunca consegui seguir um padrão.
Sou repetitiva. A minha linha de raciocínio está bloqueada. E riscada como um CD.
Costumavam-me dizer que eu não gostava de nada. Mas na verdade, eu apenas não gosto de gostar das coisas. Mas ás vezes acabo por gostar de uma coisa ou outra que não consigo evitar.
Gosto de me esconder atrás de metáforas, eufemismos, disfemismos, analogias, alegorias, anáforas, pleonasmos, antíteses, paradoxos, hipálages, personificações, sinestesias, animismos e advérbios de modo…
São uma forma de camuflagem tão legítima como qualquer outra.
Costumo falar sozinha. Sempre preferi monólogos em detrimento de diálogos.
Suponho que as pessoas me acham estranha. E às vezes riu-me imenso a pensar nisso. E imagino formas para lhes dar razões para consolidarem essa ideia.
Passo a vida em constante procrastinação. O momento a seguir é sempre o mais apropriado para fazer o que quer que tenha para fazer. Mas depois ainda há um momento seguinte melhor. E o ciclo não tem fim. Também costumo rir a pensar nisto.
Muitas vezes tenho que fingir sentir alguma coisa. Porque é aterrador sentir que não se sente nada. E deixar demonstrar isso ainda é mais inquietante.
Are you lost somewhere?
Are you stuck in your own path?
Have you run out of faith in life?
Are you screaming in silence in the middle of the night?
Are you begging for some help that seems now nowhere to be found?
Where are you going to?
What are your expectations? Do you have any? Or have lost it all along the way?
Are you trapped in useless moments and pointless conversations in random places?
Is your head completely messed up with thoughts you can no longer bear?
Are you suffocating in regrets?
Is loneliness killing you?
Between heaven and hell
Between sanity and madness
Between day and night
Between reality and delusion
Between refuge and edge
Between rise and fall
Between hope and desolation
Between pleasure and misery
Between clarity and blindness

sábado, 5 de junho de 2010

Tell me that you forgot it. Tell me that you understand it.
Tell me I must leave now and you will stay.
Tell me that it’s over. Tell me that all the noise is gone and only the silence remains here.
Tell me to close my eyes and to sleep. Tell me to breathe.
Tell me that the past is useless now and you don’t care about what happened.
Tell me that’s alright. Tell me that I was wrong.
Tell me that there is a purpose. Tell me that our actions aren’t meaningless.
Tell me we are real.
Tell me something. Anything will do.

24 hours of ordinary madness

Too drunk to remember…too sober to forget…
Do you understand or are you just pretending?
Is this real or only a delusion?
The inertia of this place took control of you.
Life should be so simple…I know you know…but now everything is a maze…
Too drunk to remember…
Now that everything is dark, can you believe there is a light at the end of the way?
“The truth will set you free”, they say…but you know that the truth only will set you on fire.
Too sober to forget …
How far can you go on like this?
You’re not going anywhere, are you? You’re just walking random between hours and places...

And again…the clock had stopped…and always in the same position.

Have you notice?

terça-feira, 1 de junho de 2010

Somos o que somos.
Nunca fui a mais bonita, a mais divertida, a mais simpática, a mais carismática.
Nunca fui a mais faladora, a mais inteligente, a mais bem vestida.
Nunca fui a mais efusiva, a mais enérgica, a mais interessante.
Nunca fui a “queridinha” de todos, a primeira escolha.
Nunca fui indispensável, necessária, fundamental…e qualquer outro sinónimo…
Nunca fui levada a sério.
Houve tempos em que tentei lutar contra isso, achando que precisava de contrariar essa realidade, mas cedo me apercebi que era inútil
Somos o que somos.
(independentemente de como os outros nos vejam…)
A parte de mim que tentou lutar contra isso, morreu há muito…morreu tentando, sem tentar, no fundo, muito…
Essa parte deu lugar a outra parte de mim…e decidi, então, fazer disso um estilo de vida, e tentar descobrir uma posição vantajosa no meio de tudo.
Pouco a pouco, apercebi-me de que pessoas como eu, não criam quaisquer expectativas nos outros.
Pessoas como eu são irrelevantes e descomprometidas com o mundo.
E sem expectativas, relevância e compromissos… somos livres.
Quando chegamos ninguém nos espera…a nossa permanência é neutra …e quando partimos ninguém se apercebe.
Estamos sempre rodeados de uma enorme solidão. É um facto.
Mas solidão nada mais é que liberdade.
Somos o que somos.
E pronto.

sábado, 29 de maio de 2010

Please...make it stop!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Não importa o quão longe te afastas, um dia acabarás por regressar ao lugar de onde partiste.
O quando, o porquê, o como…isso caberá apenas à vida mostrar-te.
Acabarás por te aperceber que andaste aos círculos durante a tua vida toda até então, que tudo o que fizeste acabou por se repetir, que tudo foram fases boas e más, que tudo teve um fim.
Perceberás que não adiantava muito tentar atrasar ou acelerar as coisas, que tudo apenas surgiu no teu caminho a seu tempo. Entenderás que te iludias apenas quando julgavas que estavas a proteger-te das coisas que temias, que as estavas a evitar, e que estavas a fazer o necessário para atingir o que desejavas o mais depressa possível.
Concluirás, então, que as coisas, boas ou más, surgiram na tua vida naturalmente, que havia coisas ao teu redor sobre as quais tu não tinhas qualquer influência.
Chegarás igualmente á conclusão que a vida é irónica, que não é justa, que não está,na sua totalidade, organizada de modo a recompensar-te ou punir-te pelas tuas acções, sejam elas positivas ou negativas….que as coisas têm simplesmente que acontecer, que é a forma com a qual o Universo estabelece o seu equilíbrio.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Faça o que fizer…vá onde quer que vá…o meu caminho (ou a minha forma de o percorrer) está arruinado…

quarta-feira, 26 de maio de 2010

For the darkness hides what lies within.
For what goes away always comes back.
Three candles beneath three trees.
Turn the sun into moon.
Break the silence with a whisper.
For the relief comes after the pain.
For the circle fills the emptiness.

For this… ends tonight.