sábado, 26 de novembro de 2011

Quantas vidas cabem numa vida?
Eu diria que cabem imensas.
Cabem quantas vidas surgirem no nosso caminho e quantas dessas nós estivermos dispostos a enfrentar.
Há uma nova vida em cada emoção. Em que cada mudança de humor. Em cada conquista.
Um dia somos a pessoa que se encerra totalmente do mundo desejando que toda a gente á sua volta se extinga de repente.
Outro dia somos a pessoa que implora para que alguém repare em si. Para que alguém diga alguma coisa. Para que alguém ofereça algum conforto.
Um dia somos a pessoa que tem medo do escuro.
No outro dia somos quem apaga as luzes.
Será possível viver vidas que se contradigam umas às outras?
Será possível não manter um padrão de comportamento?
Será possível continuar em frente ignorando os fragmentos das vidas passadas que vão ficando atrás de nós?
Eu diria que sim.
Alguns desses fragmentos provavelmente ainda permanecerão agarrados a nós por algum tempo, teremos que continuar a andar até que eles caiam completamente.
Alguns eventualmente não cairão.
Esses,teremos que aprender a cobri-los. A escondê-los. A soterrá-los.
Assumiremos então que eles farão parte da nossa bagagem ao longo da nossa viagem. E, assim, vamos guardando-os na parte mais recôndita e vamos colocando novas coisas sobre eles.
Somos usados, mas novos.
Sempre novos. Quantas vezes ousarmos sê-lo.
Fazemos o que for preciso.
Esperamos que com o pó dos dias os fragmentos das vidas passadas sem dissolvam.
E continuamos.
Não acontece de um dia para o outro.
A mudança leva tempo, já sabemos.
Temos que ser pacientes e esperar que a velha pele caia por completo, até podermos ostentar com brio a nova pele.
É uma metamorfose.
Temos que esperar pela altura certa, como as larvas esperam todo o inverno no seus casulos até à chegada da primavera para surgirem como lindas borboletas.
Aceitar e enfrentar cada nova vida que escolhemos é ter a noção de que temos que passar pelo processo da metamorfose.
Quantas vidas cabem numa vida?
Depende de nós. Da nossa coragem e aceitação de que tudo vem e tudo vai.
De que ao fim de algum tempo temos sempre que deixar a nossa pele velha cair.
Aceitar que durante esse processo podemos estar mais vulneráveis enquanto a nova pele ganha crosta. Mas que isso não nos faz necessariamente mais fracos, apenas seres em transição.
E é nessa transição que arranjamos escudos para nos protegermos na fase seguinte.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Quando tinha 16 anos o que mais desejava era ser invisível.
Queira tanto ser invisível que marquei o meu suicídio para o dia em que completasse 17 anos.
(A sério?)
Tinha tudo programado…dia…hora…local…e claro a forma como me suicidaria…
(que tonta…)
Não me lembro exactamente do que me fez mudar de ideias na altura.
Creio que foi algo tão insignificante como o que me fez ter a ideia em primeira instância.
Na altura eu apenas sabia uma coisa.
Ou pelo menos julgava saber.
Sabia que a minha existência era ridícula.

 Houve muitas outras alturas em que me quis suicidar.
Não com dias marcados nem nada disso, mas sei que em diversas situações eu não quis mais viver.

Não, eu hoje já não penso assim.
Não sei se isso faça de mim uma pessoa melhor ou pior.
Simplesmente hoje gosto de viver.
Hoje finalmente posso dizer que GOSTO de viver.
Que GOSTO de mim.
E acho que nunca tinha sentido isso.
Não que eu tenha “melhorado” enquanto pessoa ou na aparência.
Apenas mudei a minha forma de me encarar.
Percebi que não temos que andar mortos antes de morrer.
A morte há-de vir.
E, desenganem-se…ela virá…
Percebi que não há necessidade nenhuma de sermos mártires de nós mesmos.
Um dia de cada vez…o caminho faz-se.
Não temos que ter objectivos tão grandes que tudo pareça tão impossível de alcançar.
Não temos que ter “role models”, que nos façam sentir sempre uns falhados.
Cada pessoa é diferente. E pronto.
Fazer da vida uma competição com alguém. Ou redesenharmo-nos á imagem de outra pessoa só nos condenará a um descontentamento diário.
E a nossa visão das coisas é sempre distorcida.
Percebi que nos esforçamos demasiado.
E quanto mais nos esforçamos mais tragédia cai sobre nós.
E eu antes não sabia disso.
Pensava que o mundo estava todo contra mim.
Que era um fardo viver. E,por conseguinte, nada fazia sentido.
E eu não sabia que apenas tinha que mudar a minha perspectiva de ver o mundo.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Nostalgia is the reaction of our senses when exposed to certain facts that affect our memory.
Nostalgia is an open wound.
Or, as I read somewhere, in Greek, nostalgia means “the pain from an old wound”.
It’s not always as we thought it would be.
It’s not always a predictable reaction.
Nostalgia is both bitter and sweet.
Nostalgia is a tear falling down into a smile.
Or a smile that ends up in tears.
Nostalgia is scratching the scars.
We have many scars. Scars are easy to deal with.
But there’s always the wound.
That wound that never turns into a scar.
That wound that is always there.
Bleeding...

quinta-feira, 17 de março de 2011

The day we left

I miss the old days. I miss all of them, not just one in particular.
I miss watching the sunset and waiting for the night sky in my old house on the hill.
I was once a happy little girl in the old house on the hill.
And now it seems like forever since I was there for the last time.
The house is empty now. And so am I.
I remember the day I left.
I was fifteen. My father told me that we would come back anytime I want.
I believed him.
Actually, it took me three years to go back there.
I went there with my grandmother. And, as we were walking through the old garden, she told me to look at the trees. I took a look at her first and she was crying. Not a loud crying, but a silent one. She said that the trees seemed very sad…they were so lonely now. There was one specific that caught my attention. It was the old fig tree where I used to sit under many times.
I realized how much I’ve missed it. I still miss it.
Me and my cousin, we used to dress as superheroes, and he used to climb that fig tree and pretend he could fly. Eventually, he fell down several times. He even broke his arm once. But he was happy there as I was.
I was once a happy girl under a tree…believing in magic and casting spells with leaves, rocks and sticks…watching the setting sun over the hill…discovering constellations with my cousin on the summer sky.
I was once this happy girl.
Till one day, I don’t know, maybe I was too grown up already…or maybe the Summer ended and my father said that we had to leave….
We had to leave the house on the hill…the old house by the lake where my uncle taught our dog how to swim.
And so we left.
It was a Saturday of a random weekend in one of the first days of October. I’ve had just turned fifteen.
My father said that we were ready to go (were we?)…that everything was already gone.
He meant that we had already carried all the things from there to the new house…but for me, it meant exactly that… everything was really gone…
My childhood. The magic. The summer days. The stars, the moon and the sun.
The house to where we moved to, it wasn’t that far. It was, in fact, only 20 kilometers away, but, I don’t know why, I was feeling like I was moving to another country.
Our dog died a few months before we left.
He was too old, or maybe he already knew that we had to go, and so he didn’t want to wait to that moment.
He was always a good friend. My good friend.
I’ve never cared about an animal, nor dog nor cat, as I cared about him.
I used to take pictures of him.
I still keep one. He is still young…healthy…strong and with an amazing hair. He is sat on the ground in the middle of the garden between the trees and he is staring at the camera.
I swear he is smiling on his own way.
I had more dogs after him, but they could never replace him.
He died on an afternoon on a hot day of July.
His death was the prelude to the ending of all the things that made me happy.

sábado, 12 de março de 2011

"... you ain't a poet. Just a drunk with a pen."

quinta-feira, 3 de março de 2011

"...Even the most seemingly random events, have logic behind them.
Geniuses don’t make mistakes, they just instigate their own problems, so that they could be worked out with deeper insight."
                                                                                             Good Time Max

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

And so then…I killed myself…
I ripped apart my soul from my body.
And from that moment on my body was only a moving tomb.

the end
And so as I walk everyday on the streets, and all these human beings keep passing by me, I close my eyes fiercely… and I yell to inside myself: PLEASE,PLEASE,PLEASE MAKE THEM ALL DISAPPEAR!!!!!!!!!!!!
And, as I open my eyes again…I realise that they're all still there… INFECTING MY SIGHT…

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Do you know?
When the world is getting over and you know you’re gonna be the only survivor…
It’s not fair, is it?

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

I’ve been to many places…and I have returned from all of them.
And, sheltered inside empty buildings, I secretly…hopelessly…in my drunkenness… wished to die.
I’ve seen the night and the day converge into random scattered nightmares of blind eyed audiences.
I’ve contemplated madness and I’ve soaked myself in desperation.
Give them the sun. Give them colors …
Give them easy conquests …
Give them a game to play…
Give them something to believe...
An idea…and they’ll be your slaves. They will worship you.
Give them flashing meteors.
Give them vices and devices.
Give them pills and cigarettes.
And they will crawl at your door on a Sunday morning begging for more.
I’ve been on the edge of defragmentation and I’ve came back in time to witness my own oblivion.
I repeatedly watched them witnessing time’s self-procrastination and fiercely clapping to their own destruction.
I saw their battles. I heard their screams.
Useless.
I’ve dripped night after night into distorted sceneries.
Assuming the world’s lost and seeking for more.
Finding refuge under the infrastructures of the hidden lights.
I’ve swore that I wasn’t there and I became invisible…wrapped in the smoothed curtains of the room.
And in the dark glances of my shelter I‘ve painted the picture of my own desolation.
How does it feel?
How is it?
I could give my life for just one small drop if it.
Is it too far? Or am I the one who’s running away from it?
Sweet poetry on the devil’s chess board…one single move and it’s over…
Give them the key to the eternal happiness.
Give them the reverse combination of the entrance.
They like to fight for something.
I could stay here for days and days….staring at the horizon …imagining that life is no longer available for me.
Give them a conception.
A drawing in a small piece of paper.
Where am I?
Is this the same place as yesterday?
Give them lobotomy shocks.
Give them razors. Scissors. Knives.
Give them lighters. Furniture. Stairs.
Give them make-up and costumes.
Give them parades.
Give them the warm flavor of resurrection …
I‘ve cried myself until I wasn’t able to cry any longer.
Until I invented tears to cry.
Until I created new ways of pain.
Electrifying thoughts colliding into catatonic excitement.
I’ve seen myself drenched in oil seas and I’ve slept in waste containers.
Until there was no more life at all...

domingo, 6 de fevereiro de 2011

I’m sick of feeling and I’m dying to feel something.
I’m sick in my mind and it hurts my body.
I can’t trust in what my eyes see anymore.
I can’t trust my thoughts. My senses are in a dysfunctional mode.
I have all the time at my disposal and I’m always late.
I’m desperate, though everything is so peaceful around me.
I’m anxious. I can’t concentrate myself. I can’t produce logical ideas.
I’m chasing shadows. I’m chasing invisible steps.
I’ve locked myself inside these walls so my madness can’t escape.
I’m starving. I’m greedy. I am obsessed.
I can’t sleep and I can’t keep my eyes open either.
I keep choosing “whatever” between the “yes” and “no” options.
My nights are full of empty spaces; my days are empty with fool actions…
My mother hates me and my father wished that I was a different person.
To say that I’m misunderstood is not a possibility.
I lie to everyone…I have to…because if I’d say the truth they wouldn’t believe me….
So I lie to them so fearless …I even lie to myself just for fun.
I keep passing through a lot of random situations…some of them real and most of them delusional…I can’t tell the difference anymore.
It’s 6pm. I am walking in an empty house and I open a door to a new world. Yet, not a better one…
“I spy with my little eye…” a room full of red wine…
Is it wine?
No it isn’t. It’s cold. It’s scarlet. It’s…Is it blood?
Then I’m walking again but I’m in another room. This one is very crowded. I can barely walk between the dancing skeletons. I look at my left hand and my glass is empty and in my right hand my cigarette has putted out ….
I’m sober. I start to panic. I want to get out of this place, but I can’t. There’s no way out. There’s no door. No window. And the walls are now giant guillotines.
I close my eyes and count to ten.
I’m lying on a bed now. It’s morning already, I can see the light penetrating the room through the small cracks on the window. I spent the all night awake.
I shouldn’t be here. I wanted to, but I know that I will regret it later.
Maybe not that later...
I have to go. And I’m sure that I will never come back.
Last thing I remember I am in an elevator, and then I blacked out.
It’s morning again. It’s another day. It’s Wednesday I guess. I’m weak. My legs shake. My head aches. My bones are freezing.
It’s been almost a week since I’ve been in self-starvation.
My mirror says that I’ve been succeed. I’m victorious.
What was the prize? Is there any? I can’t remember…
Is it endless happiness outfitted in stunning dresses?
Is it everlasting beauty?
Did I win?
Thank you! I’m so happy…I want to thank to the entire world…
Wait…what?!
Shut up and go eat something!
Just a very small amount of food won’t be a disaster. Or would it be?
Go ahead. Eat it. I know you’re dying to. Just one single bite and you’ll be saved.
Saved? Or damned? Not sure…
It’s 4am and I’m lying on the floor staring at the intermittent lights on the ceiling.
Empty bottles surround me.
I’m highly intoxicated.
I’m suffocating in ash and dust.
My body shivers.
Truth or consequence?
Rise or decadence?
Suicide or celebration?

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

"...no queda noche para más, que un último baile..."

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

A veces estamos tan lejos de lo que queremos que creemos de verdad que jamás lo vamos a conseguirlo.
A veces estamos muy muy lejos de todo.
Estamos tan lejos que parece que nada más importa.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Por el camino de la luna...

"Vivir y dejar vivir

De toque gentil y suave mirar
Es mejor poco hablar y mucho escuchar

Y escuchas los lobos a la Luna llorar
Y entonces la Rueda empieza a girar
Tira una piedra en el agua y veras
Como las ondas te dirán la verdad

Feliz encuentro, feliz partida
Tibio el corazón, brillante la mejilla

La ley del 3 tendrás presente
Tres veces mal, Tres veces bien,
Cuando la desgracia este en tu mente
Una estrella azul lleva en la frente

Haz tu voluntad y A nadie dañes..."

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

"Es increíble la soledad que puedes sentir en medio de un mar de gente, la vida llena de promesas sin cumplir, llena de sueños rotos e ilusiones perdidas."
No sé el porqué de mi desprecio por el mundo. No me acuerdo exactamente cuándo, dónde y cómo comenzó. O si siempre ha estado conmigo…
Muchas veces me pregunto si el problema es mío o se es del mundo.
La mayoría de las veces concluyo que el problema es mío.
Creo que he pasado demasiado tiempo sola. Pensando. Conspirando. Vagueando en ilusiones. Alucinaciones. Sobresaltos dementes.
Cuando estoy sola soy tantas personas que me pierdo en cada una de ellas. Y cuando tengo que afrontar el mundo ya no sé cómo funcionar. Ya no sé quién soy realmente. Si soy lo que soy junto de las otras personas o se soy lo que soy cuando estoy sola.
Nadie me conoce de verdad. Yo no me conozco de verdad. Soy tantas personas que no consigo elegir a solo una. Ninguna de ellas me parece a ser viable.
Podía ser sólo una. Pero es que no consigo mantener el padrón de una única personalidad. Me canso muy rápido de ser lo que soy y de todo lo que consigo ser.
Todo es tan equívoco. Tan confuso que nunca sé cuándo estoy despierta o cuando estoy teniendo una pesadilla. Muchas veces no me acuerdo de como he llegado aquí. Donde estaba antes.
Otras veces pienso que sólo he creado mis extrañezas para hacer mi vida interesante. La verdad es que me cansé de la vida. Que estoy aborrecida.
El cansancio y el aborrecimiento pueden crear muchos dilemas. Maniobras de diversión. Mis días son todos tan iguales que me pierdo en su final y en su comenzo.
He inventado los oscureceres y los amaneceres. Los rituales. Siento que estoy encarcelada en el mismo día hace meses. Años…
Mis heridas por salar continúan las mismas. Mi frío continúa el mismo. Mi apatía no se ha cambiado.
Mientras tanto, todo lo que ocurrió delante de mis ojos… Todas las imágenes que mi mente ha asimilado… donde estuve…Las ideas que me intentaron transmitir… Las teorías. Las religiones. Los conceptos. Las reglas. Las órdenes que me han dado. Filosofías que me comunicaron. Nada se quedó en mí.
Lo siento.
Y la misma canción que toca incesante sólo me deprime un poco más...

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011


"La tristeza no tiene fin, la felicidad sí".
                                                                           Ray Loriga,Tokio ya no nos quiere
"¿Quién se va?
¿Quién se queda?
¿Quién le duele más la soledad?
¿Cuál es tu camino?
¿Cuál es el mío?
¿Dónde se encontraron?
¿Dónde se han ido'?
Con lo pequeño que es el tiempo
¿Quién recogerá el perdido? "

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Buscome

"...no paro de buscarme más y doy vueltas y pienso sin parar
y me miro en el espejo despacito,
Me analizo y me enfado otra vez conmigo
y me digo “anda ya mujer”
si todo tiene solución menos la muerte
Y me levanto muy segura
y me echo a llorar como una niña oscura
Ya no me divierto pienso algunos días
y al otro día no hay sol que me acueste
me echo a correr buscando no sé que
Pensando que tal vez es posible reponerse

Y ahora que he caído al fondo de una piscina
Que ni una gotita de agua tenía

Yo soy una montaña rusa que sube que baja
Que ríe que calla confusa me dejo de llevar
Por lo que los días me quieran mostrar..." 
Nunca he buscado a nadie. Solo a mí misma.
Y tanto que me he buscado. En tantos lugares.
Tantos caminos he recorrido sin nunca alcanzar una respuesta para mis rompecabezas.
Y hoy…aquí me veo…derramada en la calle de la ciudad…
¿Dónde es que dañé?
No sé…
Me duele todo.
Mi alma. Mis ojos. Mis manos. Mi piel. Mis pies. Mis piernas.
Me duele el cuerpo.
Me duelen los recuerdos de los días y de las noches que han pasado.
Me quedo sin nada…
¿Dónde me he perdido?

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

"Los días son a veces tan tristes que sencillamente no merecen la pena. No merece la pena correr, ni esperar, ni vigilar. Días tan tristes que no merecen ni un esfuerzo, ni el más pequeño movimiento. Los días así hay que dejarlos correr, como los trenes nocturnos."
                                                               Ray Loriga, Tokio ya no nos quiere

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Desculpa...mas tive mesmo que escrever isto...

Hoje escrevo em português.
Porque o que sinto não o consigo exprimir em qualquer outro idioma.
Na verdade também não o consigo exprimir no meu próprio idioma.
Hoje foi um dia estranho. É uma noite estranha.
Sinto tanto que não consigo lidar com o que sinto.
Hoje a casa está vazia. Tão vazia…
Não apenas o espaço físico.
Está vazia a casa e eu não caibo mais nela.
A minha vida não se consegue encaixar mais entre estas paredes.
Foste embora…
E contigo foi-se uma âncora que me prendia a este sítio onde há muito ando naufragada…
Contigo foi-se a maioria dos momentos felizes que tive aqui...
Contigo…foi-se tanto…

Gosto de imaginar que foste apenas trabalhar. Que vais voltar daqui a umas horas. Eu estarei a dormir na altura.
Amanhã quando eu acordar, estarás ainda a dormir. Eu sairei de casa e quando regressar, certamente já terás ido de novo.
E desencontramo-nos então nas horas uma vez mais…
E o processo repetir-se-á a cada dia…

Um dia, talvez desperte para a realidade de que te foste realmente…

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Hay un momento en lo que pensamos ¿Y ahora?
¿Y ahora que hago?
Y nos sentamos y pensamos
Que perdemos mucho tiempo
Pasamos los días perdiendo el tiempo…
Pues que la verdad es que sabemos muy de pronto la respuesta…tenemos la convicción de lo que queremos hacer, pero siempre quedará una duda en toda certeza…

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010


"El momento del cambio es como estar en el ojo de huracán, una aparente calma y sosiego mientras que alrededor todo vuela por los aires..."
Hay una vida que yo no conozco. Un otro reflejo en el espejo.
Hay una realidad que me mira muy de lejos.
Hay otro sol. Otra luna. Otro cielo.
Hay una nueva salida del sol en otro lado de esta oscuridad.

Hay muchas estrellas en el universo. Constelaciones y galaxias.
Hay otras coordenadas que conducen a otras latitudes.
Hay colores y sonidos lejanos.
Hay una medianoche coincidente cada mediodía.

Los objetos se mueven poco a poco cada segundo que pasa.
Las partículas están en incesante ebullición.

Nada se queda.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Aunque que intente alejar todo de mi cabeza, no lo consigo...
... es que está escrito en todos los lugares a mi alrededor.
El fracaso se acerca a mí por las calles que recorro.
Y es así...es así cuando la vida se marcha.
Es así cuando nada más se queda en estos días desiertos de noviembre...

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Suerte. Mala suerte.
Rastros de soledad clavados en la pared.
El Otoño. La Lluvia.
Mi alma vacía. Mi cabeza llena.
El odio. De la gente. Del mundo
Hoy. Siempre.
La indiferencia.
Una máscara tras la cual se oculta la verdad.
¿Como decirte que no hay nada más en mis horas?
La tarde está tan fría...y yo desespero en mi ausencia...
El silencio.
Mañana quien sabe...hoy no...
Hoy no.
Hojas de papel deshabitadas. No hay más palabras.
Las he tenido. Las he perdido.
Olvídate de todo lo que te dije.
Lo que fui. Lo que hice.
Yo no existo más aquí...

sábado, 6 de novembro de 2010

"Compartmentalisation began as an architectural theory. Divide a building into sections, which can be closed off to prevent a fire from spreading. Life can also be closed off into sections. It makes everything much simpler...
(...)
 Compartmentalisation is a joke. Fires rip through buildings all the time, no matter how closed off parts of them are. Life is the same way. It cannot be contained."

"Lo que somos vive más alto que la montaña y va con el viento”

La vida sigue...lo dicen…y yo lo sé...
El tiempo siempre borra nuestras dolores...
Y el día de hoy...siempre se lo lleva el viento...
Miro la vida pasar desde la ventana de mi habitación y en mi soledad no hay más ilusión...me enfadé con el mundo...
La vida se pierde...se escapa de nuestras manos...y la verdad es que la vida es mucho más sencilla de lo que creemos... y sin embargo todo es tan complejo...
Hay tantas preguntas que se quedan sin respuesta y tantas respuestas que no necesitamos...
Hay muchos caminos que conducen a diferentes lugares...y hay muchos caminos sin salida... hay caminos que tenemos que recorrer... y hay caminos de los cuales tenemos que escapar...
Hay caminos que nos conducen hacia nuestro camino...

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

“We all have something to hide.Some dark place inside us we don't want the world to see. So we pretend everything's okay.Wrapping ourselves in rainbows. And maybe that's all for the best, because some of these places are darker than others…
Rainbows are an illusion.Refracted light to make us think something's there when it's really not.”

domingo, 24 de outubro de 2010

“A veces es mejor fingir que da igual y así nos va, mejor dejarlo para otro día, que todo vuelve en la medida, de lo que hagas en la vida...
Mienten los que dicen que no pasa nada, cuando la verdad en nuestra cara estalla...
Locos de la rabia que llevamos dentro, todas las palabras se las lleva el viento, y en mi paso por la vida siento, que hoy no entiendo de nada..."
"...with enough smoke,who cares if there's really a fire.”

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

“Sometimes the door we open belongs to someone else.And sometimes we let someone in, only to be left out in the cold.Yet sometimes,despite what we may want,the door just has too many locks.”
Las horas se repiten y estoy agonizando sin remedio...

Es que me falta el aire en mi habitación.
Es que no tengo más fuerzas para cambiar las cosas.
Es que todo ya me da igual...
Lo Siento...

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

No existe más la poesía...la he matado...

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Estos días no son tuyos...déjalos... olvídate de ellos....
No eches de menos a nadie...sigue sola...
Creo que todavía no te has dado cuenta, pero tu vida es una mentira.
Creo que que tengo que preguntarte ¿A dónde fuiste que no te encuentro?
Pero tampoco te he buscado...
Creo que no eres real...

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

"...descubrir sin quererlo así lo fragil que es vivir...decidiendo a cada paso un porvenir de futuro incierto...
No es sencillo avanzar olvidando lo vivido, cuando tanto se ha dado por perdido y el camino es volver a comenzar...
Revolver alegrías y lamentos y entender que es verdad que sólo el tiempo nos dará todas las respuestas..."

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

“Las horas de piedra parecen cansarse...”

Quisiera cambiar su nombre...su figura y su identidad...
Quisiera colgar sus hábitos…marcharse a otra ciudad… a otro país...
Quisiera empezar de cero, sin recuerdos...
Quisiera escribir un nuevo guión para su historia. Quisiera inventar nuevos personajes para su realidad...
Quisiera ser todo, en todas partes... y dejar de serlo cuando se cansase...

domingo, 26 de setembro de 2010

Hay respuestas las que te dejan con más preguntas...

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Pudiera yo detener el tiempo…ponerle una pausa...

terça-feira, 14 de setembro de 2010

"...desde lejos, otro grito ahogado, desde cerca un intento más para anticipar la derrota, desde adentro sabe que no quiere nada, que no siente, que no espera. Y de eso, ignora el porque."

Y un día todo se ha acabado…
Todas las emociones que yo tenía han llegado a un punto de extraordinaria pereza ...
Un día vi que el mundo sigue girando...que el mundo no se queda esperandome...que no importa lo que yo haga...que no cambia nada...
No, no ha cambiado nada, solo que yo he perdido el interés por las cosas...
Hoy no quizás, ni quizás mañana tampoco, pero un día de repente puede ser que empiece mi vida...

Mientras tanto, mi cuerpo sigue vagando por aqui aunque yo ya esté muy lejos...

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

“With enough time, we all find what we're looking for. Even if it was there all along. (…) With enough time, eventually we all see what was right in front of us... And realize, no matter how long it took, it was worth the wait. But for some, that time never comes. Instead of healing old wounds, the wait just open new ones. Time after time.”

     “In a bidding war, even when you win what you thought you wanted can be reappraised. But it's the things we walk away from that feel like they cost the most. And yet, it's when we've been outbid—forced to watch our prize go home with others—that the rules of protocol no longer apply…”

domingo, 5 de setembro de 2010

A veces se hace muy tarde, y por eso me levanto temprano.
Hay un sonido matutino que me encanta. Una melodía tranquila que me dice que la noche se ha marchado y yo puedo volver a empezar.
Pero hoy no se escucha nada. Hoy hay solamente el silencio en la ciudad.
Es que hoy te echo de menos, aunque eso no me lastime más.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

"There’s a little truth to every “uh, just kidding”, a little curiosity behind every “just wondering”, a little knowledge behind every “I don’t know”, and a little emotion behind every “I don’t care.”

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

“¿Qué quieres de la vida?” – un día alguien le preguntó.
Jamás contestó la pregunta.
La verdad que ella no lo sabía, pero tampoco eso le molestaba.
Caminaba por la calle sin dirección.
Pues que se había perdido.
¿ Donde estaban sus sueños?
No los buscaba más.
Miraba la vida de muy lejos. No le necesitaba acercarse a nada.
Ella seguia sola.
Tan sola...
Quizá fuera eso lo que quería de la vida...

Estamos condenados à esperança...

Estamos condenados a reaver sempre a esperança a cada novo dia…a recuperar a força para nos levantarmos após cada queda… a recriar expectativas após todas desilusões…

A vida é um ciclo…continuo…compulsivo… e cujo propósito por vezes não parece existir…

Há sempre um início, seguindo-se de um progresso desse mesmo início…um desenvolvimento e uma ascensão…depois esse processo evolutivo estabiliza, o que leva inevitavelmente á estagnação…quando tudo fica preso nessa inércia (a que podemos também chamar de rotina), encaminhamo-nos dia após dia para uma fatal decadência… depois…as opções não são muitas (e também não são novas) …após todo o declínio estamos inevitavelmente condenados a repetir o todo o ciclo…

E assim continuamos, enquanto o nosso corpo tiver energia para continuar as suas funções vitais…como se estivéssemos presos num grande labirinto, no qual, até encontrarmos a saída (se a encontrarmos) percorremos os mesmos trajectos vezes sem conta...

terça-feira, 24 de agosto de 2010

"...vuelve a contarme el cuento donde acaba bien..."

Un dia me iré de viaje.
Para muy lejos.
Para un país sin coordenadas.
Para una ciudad sin nombre.

Quisiera poder olvidar todo... marcharme adelante sin nada detenerme...
Quisiera irme sin mirar atrás... aceptar que se acabó, para siempre…

Un dia me iré de viaje.
Con mis manos vacías.
Con mi alma desnudada.
Sin remordimientos.

Pero hoy me quedo todavía aquí...

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Mi equivocación

Siempre he tenido todo el tiempo del mundo, y el tiempo nunca me ha sido suficiente.
Siempre he podido hacer todo lo que me apeteciera ,pero nunca hice mucho.
Siempre he sido libre, pero todavía, siempre me he mantenido encarcelada.
Siempre tuve todo…y siempre he sentido que todo me ha faltado.
Siempre he podido sonreír…y cuantas veces he llorado...
Siempre tuve el camino adelante desocupado, aún, siempre le he colocado obstrucciónes.
Siempre he podido decir lo que pensara…y siempre me he callado...
Siempre han habido personas generosas a mi alrededor...y las personas, siempre me han aborrecido.
Siempre tuve un lugar para ir, y, sin embargo, siempre he vagueado sin rumbo.

Hoy solamente sé que me he equivocado en toda mi vida.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

"Con la verdad revuelta por toda la casa, y con todas mis fuerzas esparcidas por las ventanas..."

Hay días en los que no me resulta despertar.
Hay días en los que no siento nada del mundo.
Hay días en los que las horas son tan solo pedazos de dolor.
Hay días en los que el aire es un derroche.
Hay días en los que las puertas se quedan cerradas. Y yo no quiero que se abran.
Hay días en los que vivir es una inutilidad.

domingo, 15 de agosto de 2010

Al borde del abismo

Los dias son tan oscuros, oscuros como mi alma ...y en esta oscuridad me ahogo ... y me muero ... una y otra vez...me voy y no vuelvo más aquí... no quiero volver... me congela el cuerpo ... me seca la piel... me duelen los ojos...cansados de mirar la realidad que hay alrededor... esta inexistencia que habito…

No me preocupa más lo que dicen...lo que hacen o lo que piensan…todo ya me dá igual...

Estoy en curso de colisión...

Mi vida está como ha empezado...un vacío lleno de nada... he perdido todo el sentido de seguir buscando algo...

A veces no sé quién soy ...no sé lo que hago o lo que digo...
A veces creo que soy real...creo que estoy ahora aquí...en este momento...aunque que en el fondo he estado siempre muy lejos de todo...en algún lugar desconocido...

Hoy...

"Hoy no tengo ganas de cambiar el rumbo



Hoy no tengo fuerza para subirme al mundo ..."

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

"There comes a point in time when you just want to give up. "


Today is the day.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Os dias passam e apenas um pensamento permanece incessante na minha cabeça.
É urgente. Essencial. Partir. Agora. Para longe. Para sempre talvez.

É um pensamento desesperado já.

E eu não o posso ouvir.

Não agora.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

She would go forward. And she would cry. And the tears would dry.
She would give up. And she wouldn’t care about anything.
Couldn’t take it anymore, she would say.
The sun would rise. And it would set.
And she would fall asleep.
And she would dream.
And she would wake up.
She would wish to get herself lost…
It would be better if she could just disappear, she would scream into the emptiness.
She would find that there wouldn’t be nothing left for her there anymore…even though she would try to convince herself there would still be hope somewhere…
She would lose her enthusiasm…her will to carry on…
She would get bored all the time…of everyone…and in every place that she would go to…
She would feel no joy…no sadness…no anger…no excitement…she would feel nothing.

She would crumble into the abyss.


The end.

domingo, 27 de junho de 2010

Sabes…fui embora.
Mais uma vez… fui...
Um dia talvez volte de mãos vazias e sem nada para dizer.
Hoje para ti apenas tenho uma história triste. Uma história que nunca te contei.
E que também não te vou contar hoje.

Nada mais me importa.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

A minha vida não pode ser corrigida.
Eu não consigo corrigi-la. Em vez disso apenas continuo a arruiná-la.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Não sei me expressar. As palavras são cruéis. Ambíguas. Ácidas.
Cansei-me de andar. Parei. Não pretendo ir mais longe. Não sei ir mais longe.
Saturei-me das imagens que ocorrem á minha volta. Umas estáticas. Outras em movimento. Não consigo processar mais informação exterior.
Enlouqueço com facilidade. Sou paranóica. Alucino frequentemente.
Não consigo extrair a realidade do emaranhado de delírios da minha mente.
Não consigo…nem quero.
Já fui tantas pessoas. Já não sei quem ou o que sou. Nunca consegui seguir um padrão.
Sou repetitiva. A minha linha de raciocínio está bloqueada. E riscada como um CD.
Costumavam-me dizer que eu não gostava de nada. Mas na verdade, eu apenas não gosto de gostar das coisas. Mas ás vezes acabo por gostar de uma coisa ou outra que não consigo evitar.
Gosto de me esconder atrás de metáforas, eufemismos, disfemismos, analogias, alegorias, anáforas, pleonasmos, antíteses, paradoxos, hipálages, personificações, sinestesias, animismos e advérbios de modo…
São uma forma de camuflagem tão legítima como qualquer outra.
Costumo falar sozinha. Sempre preferi monólogos em detrimento de diálogos.
Suponho que as pessoas me acham estranha. E às vezes riu-me imenso a pensar nisso. E imagino formas para lhes dar razões para consolidarem essa ideia.
Passo a vida em constante procrastinação. O momento a seguir é sempre o mais apropriado para fazer o que quer que tenha para fazer. Mas depois ainda há um momento seguinte melhor. E o ciclo não tem fim. Também costumo rir a pensar nisto.
Muitas vezes tenho que fingir sentir alguma coisa. Porque é aterrador sentir que não se sente nada. E deixar demonstrar isso ainda é mais inquietante.
Are you lost somewhere?
Are you stuck in your own path?
Have you run out of faith in life?
Are you screaming in silence in the middle of the night?
Are you begging for some help that seems now nowhere to be found?
Where are you going to?
What are your expectations? Do you have any? Or have lost it all along the way?
Are you trapped in useless moments and pointless conversations in random places?
Is your head completely messed up with thoughts you can no longer bear?
Are you suffocating in regrets?
Is loneliness killing you?