quinta-feira, 10 de junho de 2010

Between heaven and hell
Between sanity and madness
Between day and night
Between reality and delusion
Between refuge and edge
Between rise and fall
Between hope and desolation
Between pleasure and misery
Between clarity and blindness

sábado, 5 de junho de 2010

Tell me that you forgot it. Tell me that you understand it.
Tell me I must leave now and you will stay.
Tell me that it’s over. Tell me that all the noise is gone and only the silence remains here.
Tell me to close my eyes and to sleep. Tell me to breathe.
Tell me that the past is useless now and you don’t care about what happened.
Tell me that’s alright. Tell me that I was wrong.
Tell me that there is a purpose. Tell me that our actions aren’t meaningless.
Tell me we are real.
Tell me something. Anything will do.

24 hours of ordinary madness

Too drunk to remember…too sober to forget…
Do you understand or are you just pretending?
Is this real or only a delusion?
The inertia of this place took control of you.
Life should be so simple…I know you know…but now everything is a maze…
Too drunk to remember…
Now that everything is dark, can you believe there is a light at the end of the way?
“The truth will set you free”, they say…but you know that the truth only will set you on fire.
Too sober to forget …
How far can you go on like this?
You’re not going anywhere, are you? You’re just walking random between hours and places...

And again…the clock had stopped…and always in the same position.

Have you notice?

terça-feira, 1 de junho de 2010

Somos o que somos.
Nunca fui a mais bonita, a mais divertida, a mais simpática, a mais carismática.
Nunca fui a mais faladora, a mais inteligente, a mais bem vestida.
Nunca fui a mais efusiva, a mais enérgica, a mais interessante.
Nunca fui a “queridinha” de todos, a primeira escolha.
Nunca fui indispensável, necessária, fundamental…e qualquer outro sinónimo…
Nunca fui levada a sério.
Houve tempos em que tentei lutar contra isso, achando que precisava de contrariar essa realidade, mas cedo me apercebi que era inútil
Somos o que somos.
(independentemente de como os outros nos vejam…)
A parte de mim que tentou lutar contra isso, morreu há muito…morreu tentando, sem tentar, no fundo, muito…
Essa parte deu lugar a outra parte de mim…e decidi, então, fazer disso um estilo de vida, e tentar descobrir uma posição vantajosa no meio de tudo.
Pouco a pouco, apercebi-me de que pessoas como eu, não criam quaisquer expectativas nos outros.
Pessoas como eu são irrelevantes e descomprometidas com o mundo.
E sem expectativas, relevância e compromissos… somos livres.
Quando chegamos ninguém nos espera…a nossa permanência é neutra …e quando partimos ninguém se apercebe.
Estamos sempre rodeados de uma enorme solidão. É um facto.
Mas solidão nada mais é que liberdade.
Somos o que somos.
E pronto.

sábado, 29 de maio de 2010

Please...make it stop!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Não importa o quão longe te afastas, um dia acabarás por regressar ao lugar de onde partiste.
O quando, o porquê, o como…isso caberá apenas à vida mostrar-te.
Acabarás por te aperceber que andaste aos círculos durante a tua vida toda até então, que tudo o que fizeste acabou por se repetir, que tudo foram fases boas e más, que tudo teve um fim.
Perceberás que não adiantava muito tentar atrasar ou acelerar as coisas, que tudo apenas surgiu no teu caminho a seu tempo. Entenderás que te iludias apenas quando julgavas que estavas a proteger-te das coisas que temias, que as estavas a evitar, e que estavas a fazer o necessário para atingir o que desejavas o mais depressa possível.
Concluirás, então, que as coisas, boas ou más, surgiram na tua vida naturalmente, que havia coisas ao teu redor sobre as quais tu não tinhas qualquer influência.
Chegarás igualmente á conclusão que a vida é irónica, que não é justa, que não está,na sua totalidade, organizada de modo a recompensar-te ou punir-te pelas tuas acções, sejam elas positivas ou negativas….que as coisas têm simplesmente que acontecer, que é a forma com a qual o Universo estabelece o seu equilíbrio.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Faça o que fizer…vá onde quer que vá…o meu caminho (ou a minha forma de o percorrer) está arruinado…

quarta-feira, 26 de maio de 2010

For the darkness hides what lies within.
For what goes away always comes back.
Three candles beneath three trees.
Turn the sun into moon.
Break the silence with a whisper.
For the relief comes after the pain.
For the circle fills the emptiness.

For this… ends tonight.
Lembro-me.

Lembro-me da incandescência a pairar sobre mim.
Lembro-me da claridade do dia.
Lembro-me do que disse… e do que não disse.
Lembro-me de um caminho despojado de qualquer regresso.
Estive perto. E depois fugi.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Suicídio ou celebração?

Há uma ténue barreira entre euforia e desespero.
Uma barreira muito estreita entre o maior sucesso e o maior colapso…entre um calmo momento e uma caótica confusão…
Num segundo o que antes permanecia erguido está agora destruído…o castelo de cartas cai pelo chão…sem esperança…
O vidro quebra…os seus fragmentos inundam um espaço antes desnudado…solitário…
Um bom dia para morrer…a noite perfeita para celebrar.
A entrada magnífica e a saída desastrosa…
As lágrimas numa cara impiedosa mostram quão falsa uma máscara pode ser…
Há uma ténue barreira entre os extremos dos limites…uma vez ultrapassados, não há forma de regressar …

terça-feira, 11 de maio de 2010

Dreams in cold blood

For here, remain the chaotic ruins of the life I once had.

For you’re still screaming in my dreams.
For your body still lies down on the floor.
For your blood is cold.
For my dreams are nightmares.
For I’m unconsciously conscious.
For the monster never succumbs.


Was it real?

segunda-feira, 10 de maio de 2010

E se eu pudesse andar sempre foragida do mundo…longe …. Solitária pela cidade? E se mesmo assim os outros continuassem a gostar de mim?

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Se eu pudesse…

Se eu pudesse…agora mesmo…mudava de nome…de cidade…de país…de planeta…de roupa…de penteado…mudava de interesses…de sonhos…

Se eu pudesse …dizia não a tudo o que disse sim…e gritava SIM a tudo o que disse não…abria as portas…e as janelas…
Se eu pudesse…apagava o histórico das minhas memórias…punha todas as minhas palavras ditas na pasta da reciclagem e eliminava-as permanentemente…se eu pudesse…sim…reformatava todo o meu disco…
Se eu pudesse…rasgava todas as páginas dos cadernos em que escrevi…destruía todas as histórias suspensas a que estou presa…e recomeçava tudo…num caderno novo…e livre, então, iniciaria uma nova história…sem remorsos pelas histórias passadas e incompletas…
Se eu pudesse…recuperava o céu da minha infância…descobrindo de novo cada constelação naquelas noites de Verão…e ficaria o resto da noite a olhar para elas observando as suas posições alterarem ao longo da noite no céu…
Se eu pudesse…não fugiria... voltaria a ser a pessoa mais animada da sala…escreveria então de novo poemas à Natureza…e dormiria descansada…


Se eu pudesse…

terça-feira, 4 de maio de 2010

Apenas algo que precisava de escrever...

Quando é que perdemos o controlo?



Quando chegamos à conclusão que a nossa vida até então foi um processo em erro. Que as nossas escolhas não fazem sentido actualmente, que não se adequam mais à pessoa em que nos tornámos. Que compreendemos que nos enganámos o tempo todo…que criámos histórias…desculpas… que escolhemos caminhos que não eram para nós…e a única coisa que fizemos o resto do tempo foi criar falsas justificações para essas escolhas…falsos propósitos e razões para tudo o que fizemos…


Quando é que recuperamos o controlo?

Quando acordamos um dia…e nos apercebemos que nem todas essas escolhas que fizemos são irreversíveis…que enquanto ainda há fôlego para absorver o ar que nos rodeia… é completamente errado repetir vezes sem conta que é tarde demais...

terça-feira, 27 de abril de 2010

"Que horas seriam, se eu lhe pudesse perguntar?"

Às vezes não nos apercebemos das coisas. Às vezes esquecemo-nos muito depressa. Demasiado depressa.
E esquecemo-nos imensas vezes, que ainda não esquecemos.
Fotos apagadas. Livros escondidos nas estantes. Segredos guardados em gavetas fechadas há muito.
Multiplicam-se dias. Há tempestades eminentes em ruas desertas duma cidade qualquer. Podia ser desta cidade. Podia ser de hoje. Podia ser agora.
Mas não é.
Esqueci tanta coisa que já não sei o que esqueci realmente.
Mas não me esqueci. Apenas, ocasionalmente, me esqueço de que ainda não esqueci.
Para onde foste naquele final de tarde de Setembro há muito perdido no tempo e no espaço?
Quantos anos passaram?
Não sei bem ao certo já. E outras vezes parece que não passou tempo nenhum.
Voltei lá imensas vezes. Ou talvez nunca de lá tenha saído realmente. O meu tempo ficou encerrado lá.
Dou por mim constantemente naquela rua, naquele final de tarde.
E tudo acontece sucessivamente sem que eu tenha algum poder sobre os acontecimentos.
E eu sei que continuas a ir. Assim como eu continuo a ir. Tudo tem sempre o mesmo fim. Não consigo lutar contra a irreversibilidade da realidade.
Não sei ao certo onde estou, quando não estou lá.
Não sei para onde vou quando de lá regresso.
Fechei-te de mim num espaço recôndito da minha existência, mas continuo a deparar-me com a tua presença nos lugares de qualquer lugar.
Reinventei a minha realidade para que não guardasse mais remorsos que ficara para trás. Mas a minha realidade tornou-se demasiado irreal e frágil. A armadura teima em cair. Fico desnudada perante a multidão. Não posso fugir com os mesmos passos que me trouxeram para aqui. Fujo com outros que não me levam muito longe.
Às vezes digo-te… palavras. Mas são sempre as erradas.
Mas não importa mais. Nunca importou. As minhas palavras para ti são silenciosas…como silenciosa é agora a tua presença em mim.
Às vezes dou por mim a perguntar onde estás. E sei perfeitamente onde estás. E é precisamente sabe-lo que me atormenta.
E se…?
Sabes…e se na verdade eu tivesse escolhido outra direcção? Feito outra escolha qualquer?
E se …a tua existência fosse paralela á minha?
E se eu tivesse te encontrado antes do antes que nunca foi?
E se a tua imagem fosse mais que poeira da minha memória?

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Noites sem fim. E muito curtas.

E eu. E o mundo. Eu separada do mundo.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Na escuridão…ela permanece…

Chove impetuosamente.
Chove impetuosamente sobre toda a sua pele, mas ela não ousa mover-se.
Se ao menos ela conseguisse sentir as gotas gélidas de chuva a penetrar a sua carne…como lâminas bem afiadas…
Mas ela já não sente nada.
Tempos houve em que ela chorava…em que ela gritava…em que ela sofria…
Agora ela apenas observa.
Ela sabe que podia andar…que podia simplesmente andar… ou mesmo correr.
Ela podia sair da escuridão…e da chuva torrencial…e procurar um abrigo.
Mas ela permanece lá. Quieta. Silenciosa. Apática.Ela sabe, no entanto, que a vida é repleta de possibilidades…de escolhas…
E ela fez apenas a sua escolha. E é uma escolha tão plausível como qualquer outra.

A indulgente existência dos perdidos.

Se não sabemos do que andamos á procura…o mais provável é nunca nos apercebermos das coisas que encontramos. Tudo é bom, e tudo é mau.

Quando andamos muito tempo sem rumo, tudo é igual. É-nos indiferente o que nos vai surgindo pelo caminho. Algumas vezes encontramos coisas que nos prendem por uns tempos e acreditamos que possa ser aquilo que procuramos…mas na maioria das vezes somos foragidos do tempo.
Deslocamo-nos sem direcção…por aqui e por ali…sem qualquer emoção em relação a nada nem ninguém…tudo são apenas elementos aleatórios dos cenários que vamos encontrando…
Quando andamos sem rumo há imenso tempo, podemos transmitir para os outros a impressão de que aceitamos tudo passivamente…que não temos quaisquer vestígios de vontade própria…aceita-se tudo, de facto…sem dar muita… ou até nenhuma luta… e deixa-se estar…sem nada se dizer…sem se estabelecer uma posição…


É deprimente se pensarmos bem.
Mas a verdade é que não se pensa bem. Não se pensa, nem se age

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Se vos pudesse dar um bom conselho de sobrevivência, diria para nunca procurarem sabedoria na vida…tentem ao máximo não ser inteligentes.

A inteligência fractura severamente a razão. O conhecimento pode-se tornar um inimigo tremendamente fatal.

segunda-feira, 15 de março de 2010

"Just because I'm paranoid it doesn't mean I'm not annoyed..."

I’ve been drinking in empty glasses.

I’ve been sleeping in sharp blade beds
I’ve been walking lonely in crowded streets
I’ve been living in castles of cards… falling down over me…
I’ve been wrong all my life.
I’ve screwed up everything I touched.
I’ve been pretending for so long…too long...
I’m a joke.
I’m a fraud.
There are no happy endings anymore. Never were.
I’ve been trying to be nice, and how much I hate to be nice!
And the point is: people despise me anyway…and I don’t care. I’m pretty sure that I despise them more.

terça-feira, 9 de março de 2010

Sou. Sou várias pessoas numa só. E às vezes não sou nenhuma.

domingo, 7 de março de 2010

Uma parte de mim está morta. Já não a sinto. Matei-a como se mata algo que se atravessa na nossa frente e não nos deixa passar.

Há coisas em nós que temos que matar. Sem piedade. De uma forma hostil e sangrenta.
Matá-las é a única forma de continuarmos a viver, ainda que isso nos condene a prosseguir o resto do caminho incompletos…vazios…cadáveres de uma alma dilacerada…

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Não. Não me dêem canções de amor. Inúteis e ridículas.

Não. Não me obriguem a emocionar-me com finais felizes em filmes românticos.
Não. Não quero saber da beleza do pôr-do-sol.
Não me interessa o brilho nos olhos das pessoas felizes nas ruas. Dos seus sorrisos descomprometidos. Porém acorrentados.
Não me importa as palavras bonitas. As cores do arco-íris pintado no céu ao ritmo de um dia chuvoso de Primavera. E toda a poesia circundante de tal momento.
Não! Não me tentem fazer acreditar que a vida é bela e doce. Que as pessoas têm que ser boazinhas. Simpáticas. Amigas. Prestáveis. Solidárias.
Não me tentem impor normas de comportamento ajustado.


Há um padrão a seguir. Para cada situação que acontece, os outros esperam de ti uma determinada reacção. Um determinado comportamento.


E o que acontece se eu não corresponder a isso? Se me aborrecer imenso ser coerente?
Pior. Se eu não fizer sequer ideia de como me tenho que “comportar” de acordo com as várias situações.


Não. Mas as respostas têm que ser consistentes. Os outros têm que saber agir face ao que fazes, não podes simplesmente alterar a livre sucessão dos acontecimentos.
A vida é um sistema de estímulos – respostas predefinidas.


E se eu for de tal forma desajustada do meio que me rodeia, que não faça ideia das respostas predefinidas? Será melhor ir viver para uma ilha deserta?
Ou posso continuar passivamente a ignorar tudo?


Acorda! Acorda para a vida! Uma vez que seja tens que te impor na realidade! Não podes continuar o tempo todo com uma atitude apática face aos estímulos exteriores. Respostas. Tens que dar respostas. Tens que dar um passo qualquer. Eles vão achar-te extremamente estranha se continuares assim. E ninguém vai querer aproximar-te de ti porque te vêem como uma aberração.


Muito bem. Acho justo. Mas e se eu não me importar? É uma boa desculpa, não? Eu não me importo. E pronto. Passa. E se eu não precisar que “eles” se aproximem de mim? E se eu achar que “eles” é que são aberrações?


Não. Tu tens que aprender a viver em sociedade. A tomar atenção ao mundo que te circula.
Se toda a gente diz que aquela parede é amarela, porque é que tu teimas em dizer que ela é verde?! Ou pior muitas vezes chegas ao ponto de nem saber de que cor é exactamente a parede! E todos vêem perfeitamente que é amarela! É tão óbvio!
Porque és tão pouco astuta?!
Deixaste-te de tal forma prender na tua própria piada…que já não tem graça nenhuma…ninguém já se está a rir…nem tu…sempre foste péssima a fazer piadas…
Há um momento. Um ténue momento em que tudo se ajusta e se desajusta em simultâneo.

Um momento em que a sanidade se transforma em loucura tão naturalmente como se tivesse sido sempre assim. Há sempre um momento em que tudo o que tínhamos já não nos pertence mais. Em que de repente acordamos a milhares de quilómetros de qualquer sitio. Um ténue momento de inexistência, de descontrolo. Perde-se o chão. Perde-se o poder sobre a gravidade. Perde-se o raciocínio. A compreensão da realidade.
E nesse ténue momento não sabemos se estamos acordados ou adormecidos. Não distinguimos as discrepâncias nos intervalos de sucessão de tempo.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Não. Não há uma saída. Daquilo que eu sou. Do mundo que eu criei para mim.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

O que está condenado logo à partida muito dificilmente ou nunca poderá ter solução.

E há coisas que visivelmente deixam transbordar o seu fim, mesmo antes de terem um início.












E não sei o que escrever mais. Ou não consigo. Não me é possível.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Ostentar ou encerrar numa gaveta no canto mais escuro da casa…há sempre uma opção…mas não uma resolução…

Há momentos que deixam marcas irreparáveis em nós. Na nossa pele. Na nossa alma. Na nossa roupa. Na nossa perspectiva do mundo. Nos objectos em que tocamos. Nos lugares onde vamos. Na pessoa que somos.
Há momentos que parecem ser tão quase neutros, que passam e não deixam nenhum resquício visível aos olhos dos outros, mas que em nós deixam provas prolongadas da sua presença…memórias carimbadas com uma tinta que não pode ser retirada facilmente…feridas abertas que teimam em não cicatrizar…
Podemos deixar essas marcas bem visíveis, mostrá-las aos outros, assumi-las e deixar as feridas sangrarem tudo até nos ressequirem por inteiro ou então podemos optar por esconder com todas as nossas forças todas as evidências. Cobrir as marcas completamente com o nosso melhor disfarce, esconder as feridas com cicatrizes fictícias.
No entanto, quaisquer das duas opções é inútil, quer escondamos ou assumamos essas nossas fraquezas, o caminho a percorrer até as superarmos totalmente ou conseguirmos de certa forma viver passivamente com elas, é exactamente o mesmo.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

May your dreams find you…and may you find yourself in your dreams.
May you stay as long as you feel like…and may you leave with no regrets.
May you smile.
May you love the things you have.
May you live. Every minute.
May you discover the truth above all the lies.
May you walk…and run…or just stay still in your own place.
May the people listen to you and may you listen to people.
May you take off your mask and may you be naked and free in the middle of the crowd.
May your spirit be wild.
May you go far…and may you come back home at the end of every journey.
May you reinvent you story as many times as you want.
May you be your owner.
May you choose your path. And may you change it anytime…anywhere…for any reason…or for no reason at all.
May you close the curtain at the end of each act. May you move on.
Whenever you’re hungry…may you search for food.
Whenever you’re thirsty…may you search for water.
As simple as that.

Seguir em frente...para trás...

Eu não devia esperar mais… Eu devia seguir…em frente…para seguir segue-se sempre em frente…como se o que ficou para trás fosse sempre algo que nos destruísse se tentássemos voltar a ele…
Eu não posso, portanto, seguir para trás…não posso…mesmo se tentasse…ouvi dizer que na vida os momentos são irreversíveis…e é verdade…
Gostava que apenas,por uma vez, pudesse seguir para trás…
Quem decidiu que ao voltar atrás, não se está igualmente a seguir em frente?
Às vezes não conseguimos seguir em frente, porque estamos presos a uma situação que ficou incompleta…por resolver no passado…desta forma, regressar a ela seria reformulá-la…relançá-la na realidade…e assim poder então seguir em frente como manda o equilíbrio do universo…
Nem sempre voltar atrás significa necessariamente um retrocesso na vida…às vezes voltar atrás é apenas a única forma de se conseguir seguir em frente…

"I got my solitary madness coming in..."

Estou sozinha…a fitar o branco da parede.

Estou melancólica…que dia é hoje?
Estou faminta… de vazio.
Estou a implorar…por alguma resposta.
Estou insone …
Estou acabada…absurdamente.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Ela está parada numa estação de comboios. Uma qualquer. E dessa estação partem imensos comboios. E chegam tantos outros. E ela observa-os a todos. Os que chegam e os que partem. Todos eles trazem e levam muitas pessoas. E o que está na estação na se altera. Vazia ou cheia. Tudo permanece igual. E ela também. Ela não é nenhuma das pessoas que chega ou parte nos comboios. Ela na entra em nenhum dos comboios que parte. Nenhum deles a levaria ao seu destino. Poderia, eventualmente, ela sabe, entrar num qualquer e seguir um destino aleatório e fazer como todas as pessoas…seguir…
Talvez fosse melhor que estar ali parada em dissonância com o mundo á sua volta.
O tempo urge…e o mundo não é para os inactivos. Como se apenas àqueles que seguem um rumo qualquer…àqueles que se mexem…estivesse reservado uma espécie de felicidade.
Ela um dia já foi uma pessoa a entrar num daqueles comboios e seguiu um destino. Ela um dia já foi uma pessoa a sair de um comboio e a pisar um novo solo.
E isso não a tornou uma melhor pessoa agora. Ou mais feliz.
Talvez o rumo dela seja exactamente não tomar rumo nenhum.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

A loucura é um caminho tão legítimo quanto qualquer outro.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

O tempo passa-nos…e nós, na nossa felicidade cega e ignorante, julgamos que somos nós que passamos o tempo…

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

"Ha Ha You're Dead"

Está a acabar…vês?

Estás a sucumbir!
Pouco a pouco te consomes.
É tão triste…e tão caoticamente cómico.
Há coisas que foram feitas para acabar por ser extintas.
É uma pena…
Não vês? Eu não consigo parar de rir.
Há pessoas que choram nestes momentos.
Há pessoas que choram em imensos momentos.
Eu choro em muitos momentos, mas não neste.
Estás a sucumbir…a esvair-te para sempre…
Sabes, sonhei com isto imenso tempo.
Vai…deixa-te ir…nada podes fazer agora!
Há pessoas que são mais belas quando estão a ser destruídas.
Há pessoas que apenas são belas quando já não existem.

"O bater de asas de uma simples borboleta pode influenciar o curso natural das coisas e, assim, provocar um tufão do outro lado do mundo."

As coisas que fazemos nunca são neutras, como muitas vezes julgamos que sejam...gostamos de nos enganar...pensar que não tem importância..."foi só desta vez"..."uma vez por acaso"..."ninguém viu/ouviu"...mas eu acredito que o acaso é algo que não existe...e que nada é feito "por acaso"...toda a acção tem o seu resultado correspondente…mesmo que às vezes demore imenso tempo a se observar esse resultado… E é isso que nos leva a julgar que há acções neutras, apenas pelo facto de não vermos as consequências (positivas e/ou negativas) imediatamente…
Mas eu acredito no “efeito borboleta”…qualquer acção, por mais pequena e insignificante que possa parecer altera tudo o resto…todo o percurso “natural” do caos…qualquer acção pode provocar ou evitar um certo acontecimento.
Nós temos uma necessidade extrema de expiar todas nossas culpas, por isso “optamos” por acreditar que há coisas que fazemos que não terão quaisquer repercussões no futuro…gostamos de pensar que somos inocentes…que estamos ilibados só porque o que fizemos pareceu (aos nossos olhos) passar completamente oculto ao resto do mundo.

domingo, 24 de janeiro de 2010

E passavam-se horas…dias…semanas…meses…anos até…e eu…eu nunca chegava…parece que fazia de propósito…

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

I HATE...

I hate all the colors of the rainbow.
I hate all the songs.
I hate the Spring, the Summer, the Fall and the Winter.
I hate the day and the night.
I hate all the sounds and the silence.
I hate Mondays…and all the rest of the days in the week.
I hate busy days and I hate lazy days.
I hate all my shoes and all my dresses.
I hate all the twelve months of the year.
I hate Carnival, Easter and Christmas.
I hate movies.
I hate my hair and my nails.
I hate birthdays.
I hate books and magazines.
I hate rainy days and sunny days.
I hate pepper as much as I hate salt.
I hate all the languages in the world.
I hate glass, paper and plastic.
I hate trees and flowers.
I hate cold as much as I hate heat.
I hate sand and I hate water.
I hate walls, doors and windows.
And I hate poems so much that make sick.
I hate darkness and I hate light.
I hate all the kinds of emotions and feelings.
I hate my bed and my pyjamas.
I hate pencils and pens.
I hate forks, spoons and knives.
I hate cigarettes and wine.
I hate tears as much as I hate smiles.
I hate sunsets and sunrises.
I hate birds and fishes.
I hate all the Oceans and Continents of the world.
I hate laundry machines and vacuum cleaners.
I hate teams and supporters.
I hate TV and radio.
I hate translations, subtitles and quotations.
I hate rice, potatoes and oranges.
I hate sins and virtues.
I hate bad and good.
I hate everything.
I hate to love and I only love to hate…even the things I love…just because….no reason at all…just for fun…just because I have nothing better to do.
I’m good hating things, it’s something that makes me happy…even though I hate happiness so much that I can’t stand it.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Manobras de diversão

Eu enganei-me. Enganei-me repetidas vezes. Enganei-me e continuo a enganar-me.
Parece que o engano surge na minha existência passiva e naturalmente.
Engano-me constantemente…e pior ainda…dou aos outros o poder de me enganarem também…apesar de saber à partida que o estão a fazer.


Sou hipócrita. Não planeei sê-lo mas a vida assim o proporcionou. Não penso muito nisso. Nem vou pensar agora.


Não sou interessante. Nada. Nem um pouco. Tento apenas transpor algum interesse para as várias personagens que vou criando…tudo não passam de simples manobras de diversão…
Se me divirto? Nem sempre…a maioria das vezes é mais aborrecido do que se possa pensar…


Mas eu enganei-me. E não há muito que possa fazer quanto a isso agora. Enganei-me na direcção. Na porta. Na rua. Nas palavras. Nos gestos. Nas escolhas.
Escolhi a personagem errada para cada uma de todas as situações.
O texto errado na história errada…
A farsa tornou-se tão grande que eu me enredei nela, deixando de conseguir distinguir a realidade da ficção (alucinação?).


Tenho um problema enorme com factos concretos. È extremamente complicado para mim ter que admitir que o branco é branco…o preto é preto…e pronto…não há mais nada para além disso. Tenho dificuldades em interpretar a realidade…em descrevê-la e assimilá-la. Suponho que a vejo sempre de forma transfigurada. Dificilmente consigo fazer boas descrições e dar opiniões fundamentadas sobre os acontecimentos reais.
Não lido bem com a objectividade, aliás abomino-a. Não me preenche. É demasiado simplificada.


E por isso me engano tanto…porque vagueio o tempo todo na imensidão absoluta e emaranhada da subjectividade. E as coisas nunca são o que são…são sempre outra coisa qualquer…
E a subjectividade é traiçoeira…cria imensos enigmas em meu redor… e eu engano-me uma e outra vez sem intervalos…
E,assim, as personagens estão deslocadas…não encaixam no enredo da história…e enganam-se…e enganam-me…


Deixei o drama…vou voltar à comédia...

domingo, 10 de janeiro de 2010

O grito. Empalhado em cima da mesa. A sucumbir num caótico nada.
O silêncio. Refugiado atrás da porta. Desventrado.
A loucura. Sufoca no moroso gotejar de sangue na entrada.
A dor. Nos restos de cigarros apagados no cinzeiro. Cinza.
A agonia. Esmorece suavemente na poesia morta dos degraus das escadas.
Não há mais nada.
É um facto.
Às vezes, pensamos que tudo está perdido, quando, na verdade, simplesmente ainda nem tenhamos procurado nada.
Andamos por aí…cegos…percorrendo caminhos que não nos levam a parte alguma…julgamos que estamos a chegar a algum lugar…mas movemo-nos em círculos…e acabamos sempre por voltar ao local de partida…
E pensamos que tudo está perdido…mas tudo…é muito relativo…o tudo é no fundo…nada…
Obcecamos até à exaustão…por grandes coisas…por pequenas coisas…a curto prazo e a longo prazo...e nada nos sacia...nada nos preenche…
Quando mais enchemos o espaço físico vazio à nossa volta…mais ocos nos sentimos por dentro…
Tentamos compensar lacunas…substituir posses…e tudo, inevitavelmente nos acaba por cansar e aborrecer…
É um facto.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Ultimamente as pessoas cansam-me…mais do que já é habitual…chego sempre ao final com a conclusão de que eu e todas as outras pessoas somos completamente incompatíveis…e de nada adianta forçar as relações…e talvez o mal nem esteja nas restantes pessoas...é mais provável que o mal resida em mim…visto as outras pessoas parecerem sentir-se bastante confortáveis com as ligações sociais…

Mas eu não sei…suponho que os dias me tornam repulsiva…e não consigo evitar sentir que estou melhor solitariamente isolada algures…afundada no meu egoísmo… …fixada na minha vaidade vã… oculta no meu pretensiosismo…



Somos sempre devorados pelos monstros que criamos…não importa o quão os tentemos evitar…

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Não hoje…não agora…

E de repente, há um labirinto…um caos emergente nas fibras electrizantes das paredes brancas do espaço vazio…e eu permaneço sem me mover…e espero…espero por algo que não é suposto vir…não hoje…não agora…

Porquê esperar por algo que sabemos à partida que não virá?
Haverá algum conforto em enganarmo-nos assim?


E eu sinto que vou para qualquer lugar…e não vou a lugar algum…não hoje…não agora…
Adio os dias…os momentos…adio-me …como se ainda não tivesse chegado a minha hora…vai chegar…sei que vai chegar…mas não hoje…não agora…
Caminho aos solavancos por aí…caminho como se soubesse para onde me direcciono…caminho como quem caminha num deserto, muitos quilómetros na esperança de encontrar um oásis perdido algures…e um dia encontra…mas não hoje…não agora…


Os dias sucedem-se com um sabor ácido…hostil…há algo no meu mundo que se perdeu...e eu não sei onde o procurar ou se o devo procurar… ou se devo aceitar passivamente que algumas coisas na vida são mesmo assim…estão destinadas, à partida, a escaparem-se das nossas mãos…


Talvez um dia eu compreenda tudo isto…talvez um dia eu encontre um rumo…mas não hoje…não agora…

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

“As the blade moves closer…The reflection is brighter than the sun”

Está escuro…demasiado escuro para se ver…demasiado escuro para caminhar pelo vazio desta noite…

Está escuro.

E deixas que a escuridão te abrace…e vês…vês tudo…apesar de estar demasiado escuro para se ver…

E caminhas…apesar de estar demasiado escuro para caminhar.

Tens uma doença…e essa doença está a matar-te…

Na noite…na noite bem profunda…quando não há nenhuma testemunha por perto…o sangue rodeia-te…o sangue…o sangue que está demasiado frio…

O teu corpo está… frágil…caótico…

Estás a sofrer.

E está demasiado escuro para se ver…mas, no entanto, vês…a escuridão que protege a tua culpa…a tua doença…o teu insalubre vício…

Estás a reviver noites…

Uma após outra…colidem todas na mesma.

Caminhas…caminhas…caminhas…e acabas sempre no mesmo sítio…á mesma hora…no mesmo momento…

Há portas que nunca se deviam abrir…

Mas abres a mesma porta…uma e outra vez…e tudo de repente se sucede…a fita passa para trás e o filme tem sempre o mesmo fim…

Quando vais perceber que o fim culmina sempre da mesma forma?
Há memórias que as chamas não podem consumir…por muito espaço físico que elas devorem.

Os teus olhos estão em chaga…mas vês…

E caminhas…caminhas…apesar de estar demasiado escuro para se caminhar.

A luz é um espaço doloroso para as memórias.
É um espaço doloroso para ti.

O fim justifica os teus meios?
Já sabes o fim…ele repete-se continuamente na tua frente.
É o teu sonho inquieto.
Rasga essa inquietude de ti…rasga a tua pele…rasga a tua carne…rasga toda a tua consciência!

Deixa-te cair nesta penumbra infestante da noite.



És uma anomalia…






…estás a ter alucinações!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

E mais uma vez…lá estava eu a olhar para tudo de novo…e de repente foi como se o tempo não tivesse passado…e lá estavas tu…mais uma vez…

É estranho quando tempo não parece transformar as coisas…percorremos distâncias incríveis para nos apercebermos de que tudo está exactamente imutável…até mesmo nós…quando momento após momento somos agredidos com banhos de passado sem que tenhamos quase tempo para respirar…


E no meio das caras aleatórias das pessoas …vi-te…


E estavas onde parece sempre que tinhas estado…


E eu passei…sem ficar…porque ficar, agora, seria inútil…

sábado, 19 de dezembro de 2009

O fim da esperança...

Para onde vamos quando perdemos a esperança?

Será que há um lugar onde podemos repousar até nos recompormos?

É recorrente pensarmos que quando tudo parece correr mal em toda a parte á nossa volta…quando esgotamos todas as possibilidades onde estamos…podemos sempre voltar para casa…
Parece fácil ver as coisas desta forma…
Mas o que fazemos quando o conceito de casa começa a ficar complicado de definir…quando já não sabemos exactamente onde é a nossa “casa”…quando a nossa casa…aquela que está sempre lá à nossa espera depois do cansaço dos passos vãos…a nossa casa de sempre já não pode ser a nossa “casa”…porque nós já não somos os mesmos…porque o afastamento tem consequências irreversíveis em nós…


O conforto e a serenidade de antes já não nos são suficientes…o abrigo já não é o lugar onde queremos estar…já não é o que precisamos…


O que fazemos quando perdemos a esperança?
Quando os dias são simplesmente um aglomerado de momentos caóticos...
Quando vemos que falhámos nas pessoas que somos…e nas coisas que fazemos…
Quando estamos tão perdidos que não fazemos ideia do passo a dar no momento seguinte…
Quando nos questionamos constantemente o que estamos a fazer de mal…e chegamos à triste conclusão de que muito provavelmente andamos a fazer tudo mal…


Para onde vamos quando perdemos a esperança?


Fugimos para bem longe?
Mas para onde fugimos?


E  é nestas alturas que nos questionamos…Como foi que chegámos a esta situação?
O que nos acontece para ficarmos assim?
Não tem que acontecer nada em concreto…diria (como li algures) que é a vida…foi a vida que nos aconteceu…











quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

A batalha dos egos

Eu devia ser mais atenta…à vida… e a essas coisas todas…
A minha avó sempre me disse “É preciso ter olho vivo!”…e ela tem razão…é mesmo…




É um facto que eu não tenho tomado muita atenção ao mundo a meu redor…entrei um estado de tal forma egocêntrico…que me tornei naquelas pessoas que eu sempre criticava que viviam em torno de si mesmas…e que parecia que achavam que o mundo girava á sua volta…
E eu transformei-me mesmo numa dessas pessoas…essas que vivem com a ilusão de que são o centro do Universo…
Algumas pessoas nascem assim…com sintomas egocêntricos por natureza, outros, porém, a vida conduze-los a essa situação…
Talvez seja do cansaço…da saturação do mundo em redor…da preguiça…ou incompetência para lidarmos com os outros e/ou de nos dedicarmos aos outros…ou porque simplesmente um dia nos apercebemos que não temos que nos colocar sempre em segundo plano na vida em relação aos outros…que a vida não é só dos outros…que somos realmente o centro do universo…somos o centro do nosso próprio universo…assim como todas as outras as pessoas…
Será assim tão errado vivermos maioritariamente em função de nós próprios?
Não considero que seja assim tão errado…mas pode trazer consequências nas nossas relações com os outros…
Quando os egos estão todos elevados…começa a ocorrer uma espécie de batalha de egos…e todos os egos (como bons egos que devem ser) querem estar no topo, não se importando com os restantes…e é nesta altura, quase sem nos apercebermos, que as relações interpessoais se tornam numa espécie de disputa de absorção de energia…qualquer possibilidade de sentimentos e/ou acções altruístas é completamente descurada…






Bem mas não era disto que eu queria falar…eu queria dizer apenas que sou desatenta…e pronto… e suponho que não o deveria ser tanto…mas…enfim…eu suponho sempre tanta coisa…

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

A artificialidade do “eu”

Sabes, eu não sou mais a pessoa que conhecias.

Se me pudesses ver agora talvez nem soubesses mais quem sou.
Sem me encontrasses na rua provavelmente passarias por mim sem me notar.
A vida transfigura-nos imenso…eu sempre o soube…e, no entanto sempre assumi uma atitude pacífica em relação a isso.
Não sou mais a pessoa que tu acreditavas que eu era. Que querias acreditar que eu era.
Não sou mais a pessoa que eu acreditava que era. Que queria acreditar que era.
Sinto-me uma estranha em mim…na minha pele…
Desconheço o mundo pela minha perspectiva.
Discordo de mim própria em imensas coisas.
Contradigo-me …vezes sem conta…tentando encontrar alguma forma de autocontrolo no meio de todo o caos…
Sabes, às vezes vemos pessoas e lugares que não estão lá…vivemos dia-a-dia condenados a esta realidade esquizofrénica.
Suponho agora que tinhas razão…um dia ia acabar por me desencantar com a vida… ou a vida iria acabar por se desencantar comigo. Aconteceram as duas situações quase em simultâneo.
Se existe realmente um dia em que…pronto…assumimos a derrota…hoje é esse dia para mim…
Do que é que eu estava á espera afinal?! Já o podia ter feito há imenso tempo…podia e devia…
Mas parece que nunca queremos assumir a derrota sem ter nunca na verdade lutado…mas…sim…não lutar é essa, claramente, a derrota…
Quero que saibas que admito que a culpa é minha. Aceito isso sem apreensão alguma.
E sou tão culpada até na forma de viver tudo isto…amanhã talvez acorde e nada mais disto tenha sentido…percebes? Amanhã de repente posso voltar a encantar-me com a vida…e assim permaneço… numa constante sucessão alternada de amnésia momentânea…
Eu devia manter um padrão…não devia?
Eu devia ser regular…assumir a derrota e pronto…encerrar tudo…fechar as portas para quaisquer outros momentos…eu devia…rejeitar, de uma vez, a realidade…a esperança…devia me cansar de renovar o equilíbrio…as forças…a harmonia…
Depois espera-se um novo ciclo de total frustração…
Eu devia, de uma vez por todas…escolher um lado…ser uma coisa e não outra…
Esta dicotomia do meu “eu”…esta artificialidade da minha existência...deixa-me sem saber quem sou eu…se sou…ou se já não sou mais…mas provavelmente já não sou…

sábado, 5 de dezembro de 2009

A realidade desabou sobre mim num sobressalto e eu nem me apercebi…

Estou numa corrida contra o tempo, e, no entanto, permaneço estática…

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

A posse

Dizem que “as coisas que possuímos acabam possuindo-nos”…sem dúvida que é verdade…mas as coisas que não possuímos, conseguem nos possuir de uma forma mais intensa.

As coisas que possuímos, conseguem dominar-nos imenso…tornando-nos escravos delas…nada a fazer…mas, no entanto, as coisas que já temos acabam por se tornar banais ao fim de algum tempo, e depois deixam de nos interessar tanto e, eventualmente, acabam por perder o significado total para nós.
Mas as coisas que não possuímos…e que desejávamos imenso possuir…e são difíceis ou até impossíveis de conseguir…essas sim…apoderam-se imenso de toda a nossa existência…entranham-se no nosso olhar…penetram no mais profundo do nosso cérebro…perfuram a nossa pele…fazem estragos na nossa realidade.
Primeiro surgem apenas num pensamento mais regular que todos os outros…depois começam a ocorrer constantemente na nossa cabeça…sempre ali a chamar a atenção…enquanto tentamos ignorar os seus estímulos…depois tornam-se vírus…tumores…obsessões…
Há uma fase em que conseguimos viver com isso…conseguimos estabelecer uma relação racional com essas obsessões…um dia apercebemos que se torna difícil controlar as situações…como se estivéssemos possessos por uma força sobrenatural…
O resto é dispensável …nada mais importa…a nossa vida pode estar perfeita…que não nos interessa…porque nos falta algo…falta sempre algo…mesmo que seja algo que efectivamente não traria nenhuma melhoria na nossa vivência…mas que mesmo assim nós acreditamos que, tendo aquilo, seríamos imensamente felizes.
Possivelmente, conseguimos atingir algumas das nossas obsessões…que depois prosseguem o seu ciclo na nossa vida, e acabam por nada ser no final…
Mas há sempre as coisas que nunca conseguiremos ter…seja porque eram demasiado absurdas para as atingirmos, seja porque não tentámos o suficiente obtê-las, ou porque…enfim…não tinha que ser…”não se pode ter tudo”…e essas irão possuir-nos para sempre…caminhando ao nosso lado dia após dia…e, ironicamente, serão, de certa forma, sempre nossas…precisamente pelo facto de nunca as termos possuído…

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

"I fake it so real I am beyond fake..."

You’re a wreck. A mistake.

You’re a fake. A player.
Are you about to win?
How often do you do this?
How phony are you?
Nobody knows you. You don’t make a big impression. You’re not that quite enthusiastic. You’re just another girl alone at the bar.
Everyday you wake up pretending you’re someone else...walking around with your fancy Munchausen syndrome.I think you just got bored of your life.

You’re so egotistical. Locked inside your little world, worshipping your own image, swaging your skeleton side to side as if you’re something special.
Have you ever notice how pretentious you are?
You spend hours idolizing your reflection on the mirror, as if it’s some sort of a painting…a work of art…
Are you afraid of facing the fact that you’re just another ordinary person in the middle of the crowd?
You’re not the main character of this low budget movie.
Your big show is a failure. Nobody is clapping for you on the audience.