“I let it go...
It’s like swimming against the current. It exhausts you.
After a while, whoever you are, you just have to let go, and the river brings you home.”
Joanne Harris
"What are these barriers that keep people from reaching anywhere near their real potential? The answer to that can be found in another question and that's this: Which is the most universal human characteristic: fear, or laziness?" Waking Life
quinta-feira, 19 de junho de 2014
quarta-feira, 18 de junho de 2014
Eu queria ter um bilhete de volta no tempo. Queria poder
retroceder a cada arrependimento. Mas estou presa dentro desta camisa de forças
em que as minhas escolhas passadas se tornaram.
Não consigo imaginar o que poderia ter sido se a determinada altura eu
tivesse mudado o rumo de tudo…resta-me apenas sonhar com o que poderia ter
sido…e acreditar que isso era o mais certo para mim.
Queria adormecer esta noite, sabendo que amanhã eu estaria
salva. Mesmo que fosse salva para me
perder logo a seguir.
Havia um caminho. Havia um caminho com muitas ramificações.
Havia um destino.
Às vezes temos que viajar sozinhos…às vezes temos que deixar
a nossa bagagem do outro lado.
A vida não é rectilínea e temos que seguir para muitas
direcções ao longo da nossa vida.
Havia um caminho que eu tinha que seguir para perceber que há mais para além daquilo que temos como
certo…que há mais para além da nossa zona de conforto.
Gostaria de quebrar
barreiras. Ousar. Ser menos eu.
Havia uma solidão. Havia desanimo.
Não sei em que momento da minha vida eu escolhi a direcção
errada ou se toda a minha vida até agora
nada mais foi que uma sucessão de más
escolhas e direcções erradas.
segunda-feira, 9 de junho de 2014
Eu sei que é fácil pensarmos que toda a gente está a viver melhor do que nós. Que toda gente se está a divertir e nós somos os únicos a passar um mau bocado. Eu sei que é mais fácil assim.
Os meus dias sucedem-se a um ritmo muito lento...cada dia há novidades menos boas para o meu lado...como se o universo tivesse apenas ocupado em complicar-me a vida...
Vivendo assim é fácil pensar-se que o resto do mundo está bem e apenas nós estamos no fundo do poço...
Os meus dias sucedem-se a um ritmo muito lento...cada dia há novidades menos boas para o meu lado...como se o universo tivesse apenas ocupado em complicar-me a vida...
Vivendo assim é fácil pensar-se que o resto do mundo está bem e apenas nós estamos no fundo do poço...
sexta-feira, 6 de junho de 2014
Desabafos...
Estou a ter um dia mau." É um daqueles dias do mês..." Mas ninguém se importa. Nem eu quero que se importem.Nem estou à espera de algum tipo de recompensa. Quero estar só no meu canto sem que me venham perturbar. Mas não é de todo possível..
Quem me dera estar em casa. Quem me dera ser criança e andar perdida em mil e uma brincadeiras.E não ter medo do futuro. E não odiar as pessoas.
Sim, eu odeio pessoas. Posso dizê-lo. Alguém que trabalha ou já trabalhou numa recepção de hotel sabe que facilmente se odeia pessoas. E não são só os clientes. São os colegas também.
Mas tudo isto porque eu não queria estar aqui. Mas ninguém tem culpa disto.
Nem sei se eu própria tenho culpa disto...
Estou a ter um dia mau. Não quero ter que sorrir e ser prestável.
Quem me dera estar em casa. Quem me dera ser criança e andar perdida em mil e uma brincadeiras.E não ter medo do futuro. E não odiar as pessoas.
Sim, eu odeio pessoas. Posso dizê-lo. Alguém que trabalha ou já trabalhou numa recepção de hotel sabe que facilmente se odeia pessoas. E não são só os clientes. São os colegas também.
Mas tudo isto porque eu não queria estar aqui. Mas ninguém tem culpa disto.
Nem sei se eu própria tenho culpa disto...
Estou a ter um dia mau. Não quero ter que sorrir e ser prestável.
domingo, 11 de maio de 2014
Efervescência
Algures no vácuo do tempo
ficam os dias que eu não
vivi. Os dias presos
numa anomalia dolorosa.
Algures entre o que passou
Fica o que eu não fui.
A existência inócua da realidade.
Por entre as pinceladas do
passado e do presente, há
um quadro por pintar.
Exposto num corredor longínquo
de uma galeria desconhecida.
E eu sou o pintor que nunca
pintou.
Sou a obra que nunca
saiu da imaginação do artista cego.
Por entre tudo o que sou
Eu sou tudo o que não sou.
Sou a voz enfurecida que
clama num silêncio morto
Calma na calada da noite caindo.
Não sei para onde caminham
os meus passos.
Ás vezes, em murmúrios,
Sinto-me em busca de uma fé
estranha.
Estranha para quem não
quer crer no que está à sua volta.
Viro-me para os céus
E aos céus brado.
Busco uma luz . Uma resposta.
Como um prisioneiro inerte
no fundo de uma
jaula que um dia é liberto
e contempla a luz
pela primeira vez.
"...Eu era cego, e agora vejo..."
Vejo...vejo
sem realmente ver.
Acordo de um pesadelo
e nunca adormeci.
Para onde vamos quando nos sentimos perdidos?
Que fé é esta que nos sustém mesmo
na corda bamba?
"...Poderão cair mil ao teu lado..."
Eu sento-me aqui nesta
rocha no ponto mais alto
de onde se avista o longe e tudo
Eu sento - me e absorvo
a génese.
O fim e o princípio de cada
vida. Eu sou todos aqueles
que se sentaram nesta rocha
e observaram mais alto e mais longe.
Eu sou os olhos
e as pernas de todas
as crianças que aqui
brincaram. Eu sou a liberdade.
brincaram. Eu sou a liberdade.
Eu sou tudo. Também
vezes há em que sou nada.
Se sou dia. Ás vezes
sou apenas noite.
Sou o declínio. Sou a renovação.
Tenho em mim o sangue
de todas as gerações
que me antecederam.
Dói em mim a sua luta.
Dói em mim os seus corpos
cansados.
Caem-me lágrimas de
uma nostalgia absurda.
Saudade de um tempo
antes de mim.
Memórias do que nunca
vivi.
Ás vezes eu sou o tempo
que fugazmente nos
tira tudo.
E estou em toda a parte.
E não sei de mim.
segunda-feira, 24 de março de 2014
O tempo e outros milagres
Às vezes que precisamos mesmo de um milagre.
Depois de termos tentado vários caminhos…voltamos ao lugar de onde partimos…sentamo-nos e observamos a encruzilhada que nos rodeia.
Não parece haver uma resposta. Então ficamos à espera; um
dia após outro até que um daqueles caminhos nos pareça esse milagre.
Estaremos condenados a voltar sempre ao lugar de partida?
Estarei eu condenada a voltar sempre ao lugar de partida?
Há um momento da nossa vida em que claramente estamos
perdidos. Perdidos à força de nos esforçar-mos tanto para nos encontrar-mos. Perdidos
à força de andarmos às voltas em torno do nosso destino sem saber qual o
sentido dos ponteiros do nosso relógio.
Há esse momento da nossa vida em que temos que pegar nas pontas soltas de dias,
noites..semanas…anos passados... e pintar
um quadro…um quadro de uma existência ascendente e descendente.
Um dia tens dezassete anos e
sonhas imenso. Tudo pode acontecer ainda . O horizonte que se apresenta à tua
frente parece dizer que tudo pode ser possível. Com dezassete anos, não
tens medo do futuro. Não sentes o peso da tua idade nem o peso da idade das
pessoas que mais amas. Tudo parece ser simples.
Um dia acordas de repente e tens vinte e sete anos…dez anos passaram e
apercebes-te que a vida não é nada do que julgavas ser. Estás só. Tens medo.
Medo do presente…medo do futuro…e vives no passado…
Na história da minha vida, desde a infância até ao inicio da
idade adulta, passando pela adolescência, nada mais fui do que um narrador
ausente dos factos. Um mero espectador. Uma figura inútil que, de uma posição
relativamente confortável ,observa a realidade sem interferir nela.
Creio que desde a minha infância já tudo estava estipulado. A
minha pessoa já estava formada. Aquilo que eu sou hoje, foi algo que sempre aceitei,
assumindo , à partida, que não havia nada a fazer. Eu estava condenada antes de
ter sequer a noção de que poderia ser diferente.
É como se , no momento do nosso nascimento, alguém colocasse
um carimbo na nossa alma que nos obrigasse a ser assim, independentemente de
todas as situações e de qualquer esforço contrário da nossa parte.
Olhando para trás, agora, aqui, lembro-me de pouco ou nada ter feito para mudar tudo
aquilo que não me agradava.
O meu aspecto físico, a minha timidez, a minha formação
académica, a minha relação com os outros..e tantas outras coisas…Sempre tive
este maldito hábito de me acomodar às situações...
E eu pensava que o que precisava mais era de tempo…mas, na
verdade, tempo era o que eu tinha de sobra…apenas o deixava passar por mim, sem
o agarrar, acabando sempre por perdê-lo…
Não me apercebia dos dias..perdia-os a fugir da realidade…não
sentia as noites…perdia-as a flutuar em sonhos vagos…E, pouco a pouco, eu já
não sentia nada…excepto aquela apatia a entranhar-se em mim cada vez mais …e a
minha solidão era por vezes sufocante…
E o que eu achava que precisava mais era de tempo…tempo para
encarar a realidade…tempo para cicatrizar as feridas e apaziguar a dor…tempo
para dizer e fazer tudo o que queria…tempo para ir onde nunca fora…tempo para
ganhar coragem e enfrentar a verdade…tempo para me libertar do passado…tempo
para sair do meu esconderijo e olhar a claridade de frente…
Mas o tempo, esse, eu acabava sempre por tê-lo em excesso…mas,
todavia, eu continuava a chegar a parte alguma. Continuava presa numa confusão
de momentos sem sentido…
Se ao menos tempo fosse o que eu mais necessitava…!
E o que eu mais necessitava na realidade, era apenas de me
encontrar…mas eu estava sempre tão longe…perdida por aí à minha procura…quinta-feira, 20 de março de 2014
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
Linhas Obscuras
Algumas linhas obscuras são paralelas à nossa casa.
O vento traz um sentimento de fúria num vendaval
de folhas e nadas.
Algumas linhas obscuras correm nas nossas veias.
Como sangue fervilhante no auge de uma batalha.
Há uma tempestade que se acolhe a nós.
Destroços de uma bomba que impludiu.
Algumas linhas obscuras são correntes de água turva.
Corpos cegos em procissão.
Há um terror na minha sombra.
Passos de velcro na esquizofrenia da solidão.
Algumas linhas obscuras são cordas de enforcados.
Condenação vã da alma doente.
Há por vezes uma hora que não passa.
Asilo de uma dor vulgar.
Algumas linhas obscuras são pedaços de sonhos.
Praias em maré vazia.
O murmúrio de um povo cala uma voz rígida.
O chamamento perturbado de uma geração amórfica.
Algumas linhas obscuras são clarões e parecem cegar-nos de luz...
O vento traz um sentimento de fúria num vendaval
de folhas e nadas.
Algumas linhas obscuras correm nas nossas veias.
Como sangue fervilhante no auge de uma batalha.
Há uma tempestade que se acolhe a nós.
Destroços de uma bomba que impludiu.
Algumas linhas obscuras são correntes de água turva.
Corpos cegos em procissão.
Há um terror na minha sombra.
Passos de velcro na esquizofrenia da solidão.
Algumas linhas obscuras são cordas de enforcados.
Condenação vã da alma doente.
Há por vezes uma hora que não passa.
Asilo de uma dor vulgar.
Algumas linhas obscuras são pedaços de sonhos.
Praias em maré vazia.
O murmúrio de um povo cala uma voz rígida.
O chamamento perturbado de uma geração amórfica.
Algumas linhas obscuras são clarões e parecem cegar-nos de luz...
sábado, 21 de dezembro de 2013
Ser eu o mosaico encardido de uma terra que tem tanto de calor como de solidão.
O campo vasto. Vazio. Nú. Gênese.
A cria da terra seca do entardecer.
As criaturas vivas de uma noite cerrada.
Não há uma fuga, há uma chama.
Talvez um espaço impossível de tempo que vem.
Um cruzamento infindável de muros. Dores.
O corpo mole numa dança desenfreada.
Jogo de escondidas. Feridas.
Ser eu o choque do batente da porta que fere o diálogo.
O canto livre dos homens sérios.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Eu sempre fui a
pessoa que faz sempre tudo mal.
A minha mãe assim
o achava.
E de, uma maneira
ou de outra, ao longo da minha vida a maiorias das pessoas com quem me tenho
relacionado têm sido uma espécie de cópias da minha mãe nesse sentido.
Na verdade, eu
sei que não faço tudo mal. Na verdade sou como qualquer outra pessoa, ou seja, faço
umas coisas mal e outras eventualmente farei bem, certo?
Com o passar do
tempo percebi que o problema não estava particularmente nas minhas acções, ou
seja, não era que eu tivesse a fazer as coisas todas mal, e os outros a
estivessem a fazer bem, a diferença sempre residiu no facto de eu não me
importar minimamente com o que os outros faziam, como o faziam, quando e porquê
o faziam...e de eles sempre se importarem demasiado…
quarta-feira, 25 de julho de 2012
sábado, 7 de julho de 2012
quarta-feira, 4 de julho de 2012
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Preciso de voltar a ser eu…estou a perder-me
totalmente…a desvanecer-me por aí nestes
dias tortuosos…
Estou farta de viver assim…como que
acorrentada dentro de mim mesma…como se a minha pele tivesse uma carapaça que me
prende todos os movimentos…
Esta pessoa em quem me tornei está a matar
quem sou realmente…e não sei, ao dia de hoje, se jamais conseguirei
recuperar-me…
Neste momento sinto que perdi a minha essência…sou
apenas um cadáver que transporta uma alma transfigurada…morta…
Quero gritar bem forte…até a garganta não
aguentar mais a dor do grito…
Quero chorar…chorar até que tudo passe…
Preciso de libertar-me…não consigo continuar
mais nisto…
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Não sei mais o que fazer para conseguir
suportar os dias. Cada dia que passa dói mais que o anterior .
Não consigo mais…estou cansada de dizer que
está tudo bem.
Não, não está! Nada está bem!
Sinto-me mal …desconfortável aqui…cheguei ao ponto
de tudo o que odiava na minha “antiga vida”, me parecer agora um paraiso…o
oásis perdido algures no meio do deserto que eu anseio encontrar a todo o custo…
Cada vez que respiro sinto como se fosse
explodir.
A verdade é que quero ir-me embora.
Era tudo o que eu queria…
Se pudesse voltava agora mesmo…
Mas eu sei que não posso.
Tenho que lutar. Aguentar. Disfarçar. Ser forte.
Olhar em frente. Um dia de cada vez…
Tenho que pensar que melhores dias virão…
E sim…é isso que eu tenho feito para conseguir
ir aguentando os dias aqui.
Sempre que uma parte de mim chora, e se sente
sufocada e grita para se ir embora…há sempre,
em contraponto, a outra parte de mim que
tenta apaziguar a situação…essa outra parte de mim diz que talvez me esteja a
percepitar desejando ir embora assim já…talvez ainda seja muito cedo para tirar
conclusões…talvez eu apenas não tenha encontrado o meu lugar aqui…e quando o
encontrar tudo será diferente…
E assim eu vou continuando nesta tortura de
vida…um dia após outro…à espera desses melhores dias que poderão (ou não) vir…
domingo, 24 de junho de 2012
quarta-feira, 13 de junho de 2012
domingo, 10 de junho de 2012
sábado, 9 de junho de 2012
Há 26 anos que te foste...
e eu nunca te conheci...
De ti nada mais tenho que fotos e memórias dos que te conheceram.
E é estranho este sentimento... de és um total desconhecido para mim, e ao mesmo tempo alguém tão próximo...
Sei que disseste um dia, pouco antes de partires, que tinhas pena de não me chegares a conhecer.
Não sei para onde foste. Não sei onde estás hoje. Não sei se me podes ver e ouvir.
Se me podes ver, se podes acompanhar a minha vida...espero que estejas em paz...e que não estejas demasiado desiludido com a pessoa em que me tornei...
e eu nunca te conheci...
De ti nada mais tenho que fotos e memórias dos que te conheceram.
E é estranho este sentimento... de és um total desconhecido para mim, e ao mesmo tempo alguém tão próximo...
Sei que disseste um dia, pouco antes de partires, que tinhas pena de não me chegares a conhecer.
Não sei para onde foste. Não sei onde estás hoje. Não sei se me podes ver e ouvir.
Se me podes ver, se podes acompanhar a minha vida...espero que estejas em paz...e que não estejas demasiado desiludido com a pessoa em que me tornei...
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Há uma dor imensa em mim que me rompe tudo por dentro.
Quero gritar. com força. gritar até rebentar.
Quero chorar. chorar tanto até adormecer.
Quero atirar coisas à parede. quero destruir tudo
Quero atirar-me pela janela. bater com a cabeça bem forte no chão e perder a memória.
Quero rasgar a minha pele. arrancar os meus cabelos.
Quero ser outra...esta que sou já não funciona mais.
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