sábado, 21 de dezembro de 2013

Ser eu o mosaico encardido de uma terra que tem tanto de calor como de solidão.

O campo vasto. Vazio. Nú. Gênese.

A cria da terra seca do entardecer.

As criaturas vivas de uma noite cerrada.

Não há uma fuga, há uma chama.

 Talvez um espaço impossível de tempo que vem.

Um cruzamento infindável de muros. Dores.

 O corpo  mole numa dança desenfreada.

Jogo de escondidas. Feridas.

 Ser eu o choque do batente da porta que fere o diálogo.

O canto livre dos homens sérios.


segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

 Eu sempre fui a pessoa que faz sempre tudo mal.
A minha mãe assim o achava.
E de, uma maneira ou de outra, ao longo da minha vida a maiorias das pessoas com quem me tenho relacionado têm sido uma espécie de cópias da minha mãe nesse sentido.
Na verdade, eu sei que não faço tudo mal. Na verdade sou como qualquer outra pessoa, ou seja, faço umas coisas mal e outras eventualmente farei bem, certo?
Com o passar do tempo percebi que o problema não estava particularmente nas minhas acções, ou seja, não era que eu tivesse a fazer as coisas todas mal, e os outros a estivessem a fazer bem, a diferença sempre residiu no facto de eu não me importar minimamente com o que os outros faziam, como o faziam, quando e porquê o faziam...e de eles sempre se importarem demasiado…

quarta-feira, 25 de julho de 2012

"...Se hace de día, en una ciudad que no es mía ..."

sábado, 7 de julho de 2012

No tengo más ganas de vivir…Hace mucho tiempo que no las tengo... Me gustaría ir lejos de aquí... donde nadie me conozca...donde nadie me quiera…donde nadie me busque… Sólo quiero estar sola… No quiero escuchar ninguna palabra… Sólo quiero quedarme escuchando al sonido del silencio de mi soledad… 

quarta-feira, 4 de julho de 2012


" - Pues yo creo en los milagros, y tú deberías de creer también.
 - ¿Por qué yo?
- Pues porque estás muy necesitada de ellos. Y a lo mejor te ocurre uno, y como no crees en ellos pues no te das ni cuenta."

segunda-feira, 2 de julho de 2012


Preciso de voltar a ser eu…estou a perder-me totalmente…a desvanecer-me  por aí nestes dias tortuosos…
Estou farta de viver assim…como que acorrentada dentro de mim mesma…como se a minha pele tivesse uma carapaça que me prende todos os movimentos…
Esta pessoa em quem me tornei está a matar quem sou realmente…e não sei, ao dia de hoje, se jamais conseguirei recuperar-me…
Neste momento sinto que perdi a minha essência…sou apenas um cadáver que transporta uma alma transfigurada…morta…
Quero gritar bem forte…até a garganta não aguentar mais a dor do grito…
Quero chorar…chorar até que tudo passe…
Preciso de libertar-me…não consigo continuar mais nisto…

segunda-feira, 25 de junho de 2012


Não sei mais o que fazer para conseguir suportar os dias. Cada dia que passa dói mais que o anterior .
Não consigo mais…estou cansada de dizer que está tudo bem.
Não, não está! Nada está bem!
Sinto-me mal …desconfortável aqui…cheguei ao ponto de tudo o que odiava na minha “antiga vida”, me parecer agora um paraiso…o oásis perdido algures no meio do deserto que eu anseio encontrar a todo o custo…
Cada vez que respiro sinto como se fosse explodir.
A verdade é que quero ir-me embora.
Era tudo o que eu queria…
Se pudesse voltava agora mesmo…
Mas eu sei que não posso.
Tenho que lutar. Aguentar. Disfarçar. Ser forte. Olhar em frente. Um dia de cada vez…
Tenho que pensar que melhores dias virão…
E sim…é isso que eu tenho feito para conseguir ir aguentando os dias aqui.
Sempre que uma parte de mim chora, e se sente sufocada e  grita para se ir embora…há sempre, em contraponto,  a outra parte de mim que tenta apaziguar a situação…essa outra parte de mim diz que talvez me esteja a percepitar desejando ir embora assim já…talvez ainda seja muito cedo para tirar conclusões…talvez eu apenas não tenha encontrado o meu lugar aqui…e quando o encontrar tudo será diferente…
E assim eu vou continuando nesta tortura de vida…um dia após outro…à espera desses melhores dias que poderão (ou não) vir…

domingo, 24 de junho de 2012


A minha alma abandonou definitivamente o meu corpo.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Quero fugir...mas nao tenho para onde fugir...

domingo, 10 de junho de 2012

Não aguento mais!
Estou a elouquecer...

sábado, 9 de junho de 2012

Há 26 anos que te foste...
e eu nunca te conheci...
De ti nada mais tenho que fotos e memórias dos que te conheceram.
E é estranho este sentimento... de és um total desconhecido para mim, e ao mesmo tempo alguém tão próximo...
Sei que disseste um dia, pouco antes de partires, que tinhas pena de não me chegares a conhecer.
Não sei para onde foste. Não sei onde estás hoje. Não sei se me podes ver e ouvir.
Se me podes ver, se podes acompanhar a minha vida...espero que estejas em paz...e que não estejas demasiado desiludido com a pessoa em que me tornei...

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Há uma dor imensa em mim que me rompe tudo por dentro.
Quero gritar. com força. gritar até rebentar. 
Quero chorar. chorar tanto até adormecer.
Quero atirar coisas à parede. quero destruir tudo
Quero atirar-me pela janela. bater com a cabeça bem forte no chão e perder a memória.
Quero rasgar a minha pele. arrancar os meus cabelos.
Quero ser outra...esta que sou já não funciona mais.

quarta-feira, 9 de maio de 2012


Espero que um dia leias isto e estejas finalmente livre.
Espero que tenhas por fim encontrado o teu caminho para casa e estejas em paz com os teus demónios.
Espero que tenhas descoberto outras formas de aliviar a tua dor que não sejam através de acções que te causem ainda mais dor.
Espero que finalmente tenhas percebido de que as coisas eram muito mais simples do que julgavas... ou talvez não fossem, mas, de qualquer forma espero que tenhas finalmente deixado de te esforçar tanto... De gastar tanta energia em coisas insignificantes que te esgotavam, não te restando mais ânimo para o que realmente importava...
Espero e desejo com todas as minhas forças que um dia quando leres isto te tenhas finalmente perdoado por todo o mal que fizeste a ti própria... E tenhas seguido em frente deixando a “vida de entretanto” ...
Espero que finalmente te consigas amar... E que tenhas encontrado dentro de ti a capacidade de amar os outros...
Espero que tenhas finalmente encontrado o teu lugar no meio dos outros... E já não desejes tanto estar sozinha... Não há nada de errado em gostares de estar sozinha... Mas necessitamos em certas alturas na vida de nos vermos através dos outros... De nos conhecermos objectivamente percecionando a sua relação connosco... Lembra-te do que alguém te disse um dia: “Só nos conhecemos realmente através dos outros»...
 Espero que consigas um dia... Finalmente... Ser a pessoa que és realmente... E conseguires sê-lo em harmonia com os outros sem necessidade de te esconderes...
Talvez não ou soubesses antes, mas há um caminho que se tem percorrer... E por vezes é doloroso... É tão difícil de suportar que às vezes parece que é melhor morrer... Mas há um caminho certo... Que é feito de muitos passos errados... Tantos passos errados... Que damos por nós tantas vezes a questionar a validade de todas as nossas acções...
Sei que choraste muito... Talvez ainda chores por vezes... Espero que um dia leias isto e não chores já tantas vezes...
E lembra-te que, onde quer que estejas, tenhas a vida que tenhas; vão sempre haver momentos maus... Mas, afinal são eles que te permitem perceber e sentir os momentos bons...
Há um céu azul estrelado numa noite longa e calma que espera por mim… lá bem longe onde o tempo se esqueceu de passar…onde o vento é suave e me embala num sono descansado… Há um horizonte que se estende ao longo de um sol brilhante que me faz acreditar que a esperança é infinita… Há uma melodia…às vezes triste e solitária…uma melodia que se esconde na dança das velhas árvores …no ritmo da mudança de cada estação…na chuva…no sol…no vento…na terra… Há um calor que queima…para que nos lembremos de valorizar o frio… E há em mim uma solidão constante no meio da gente…aqui ou em qualquer outro lugar…uma solidão que me acompanha e que me devora…uma solidão que sempre me faz querer voltar lá… Mas, sei que lá jamais voltará a ser o meu lugar, ainda que a minha alma esteja para sempre perdida lá…no cheiro fresco da maresia de todos os amanheceres…no ar quente de um pôr-do-sol de um dia de verão…nas folhas secas caídas… Eu vou estar para sempre lá…a caminhar por aqueles caminhos…serei sempre a menina pequenina com olhar perdido no céu estrelado numa noite longa e calma…

segunda-feira, 7 de maio de 2012

"La vida no espera, no avisa,
Ni se hace tu amiga.
La vida es un juego con una partida
Nos trata de tú, nos grita y nos mima
Nos reta, nos pone un examen al día...
La vida es lo único que manda en la vida
La vida no es tuya, Ni tuya ni mía...
La vida es la Vida, nos pone y nos quita

No vida no es tuya, ni tuya ni mía..."
                                                                             "El cielo de los perros"

segunda-feira, 23 de abril de 2012


Nestes dias eu penso em voltar a ser apessoa que eu antes era.
Nestes dias eu penso em poder caminhar com a confiança que eu caminhava antes .
Nestes dias eu anseio por aquele céu estrelado , aquela chuva, aquele cheiro.
Nestes dias eu penso em ser de novo a imagem que eu via no espelho, quando antes de sair do quarto eu vislumbrava…e por segundos a vida era perfeita.
Nestes dias eu já não sonho muito, como sonhava antes. É uma pena.
Nestes dias eu caminho com estranhos, por dias estranhos, em lugares estranhos.
Nestes dias, desejava ter fé em alguma coisa. Rezar por alguma coisa. Ter esperança.
Sim, nestes dias desejava imenso ter esperança na vida.

sábado, 21 de abril de 2012


"I hear something out there calling my name
No matter where I turn it all looks the same
I never sleep at night, I just stay up and wait
But the burning in my blood never came


(...)

I know that what I am is not who I should be.
The devil takes my hand and says, "Child come with me"
My body shivers and aches, I can't break free.
Why do the things I hate come so naturally?"
                                                                                 
                                                                                                 "Dance on our graves" - Paper Route      

sexta-feira, 20 de abril de 2012


"...it might have been living in the country that was making him cry. It was killing him with its silence and loneliness - making everything ordinary, too beautiful to bear."

domingo, 15 de abril de 2012


You don’t look the way you used to look.
Your eyes aren’t the same.
There is something about the way you stare at the world.
Today.
Is the weight of your head breaking your spine?
Are your feet hurting?
Is your breath cutting your throat?
Are you feeling so far away from home?
 Do you still have a home?
Do you still believe in miracles?
Today, you are so far away….
Can you realize it?
Today…all your hopes are dismantled. 

sábado, 14 de abril de 2012

Dói viver. E a vida é fácil.
Mas dói viver. Quando nada mais nos move dia após dia.