Estou obcecada por algo que não entendo …não estou mim…o mundo lá fora perdeu o interesse…todas as palavras não são suficientes…todos os gestos não chegam…
Hoje acordei…e não estou mesmo em mim…
Hoje acordei e o ar tem um cheiro ácido…e as sombras estão mais escuras…
Hoje acordei…com o corpo dormente…com os olhos fechados…
Hoje acordei…e não queria acordar…
Imagens intermitentes vagueiam na minha memória…estou longe ou perto…já não me vejo…
Permaneço no vácuo…no baú apático das minhas ilusões…
E assim, inerte, caminho na direcção errada…
Nada mais há a fazer…apenas observar ao longe o poderia ter sido...
E odeio este dia…odeio as emoções vazias desta existência…odeio este momento…
Odeio acordar neste dia…odeio que este dia seja mais um dia…
Odeio sentir-me inútil perante mim própria…observar-me ao longe…imóvel…sem uma única reacção…se um sentimento sequer…sem uma lágrima…sem um sorriso…sem um gesto…sem um grito…sem um olhar de revolta…
Estou a consumir-me…sinto-o mais a cada dia que passa…estou a empurrar-me para o fundo…
Estou a afogar-me no vazio gélido…se ao menos eu me conseguisse impedir… se ao menos eu me importasse…
"What are these barriers that keep people from reaching anywhere near their real potential? The answer to that can be found in another question and that's this: Which is the most universal human characteristic: fear, or laziness?" Waking Life
sábado, 17 de novembro de 2007
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
terça-feira, 13 de novembro de 2007
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Ainda te escondes nas sombras...e não sei como te afugentar...não sei como seguir em frente...virar as costas e não olhar para trás...
Vejo-te e desapareces no mesmo instante...Toco-te e desfazes-te nas minhas mãos...
Tenho-te e perco-te...
Sinto-me a sufocar...sem forças...onde estou? onde estás? que lugar é este?
Gritas...mas já não te consigo ouvir...apenas sinto a tua dor no horizonte...
Abadono-me uma vez mais...sinto-me vazia...apática...dona de uma existencia vã...
Vejo-te e desapareces no mesmo instante...Toco-te e desfazes-te nas minhas mãos...
Tenho-te e perco-te...
Sinto-me a sufocar...sem forças...onde estou? onde estás? que lugar é este?
Gritas...mas já não te consigo ouvir...apenas sinto a tua dor no horizonte...
Abadono-me uma vez mais...sinto-me vazia...apática...dona de uma existencia vã...
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
While you were sleeping, the voices stopped scream …
Why don’t you fall asleep one more time?
Why don’t you give up trying?
The rain is falling down on your hair …your heart is drowning…
There are no more reasons to go on…
No more nightmares…no more loneliness… no more sorrow…no more empty rooms…no more random days…
Maybe one day someone will cry a tear for you…
Maybe one day someone will remember you…
Why don’t you fall asleep one more time?
Why don’t you give up trying?
The rain is falling down on your hair …your heart is drowning…
There are no more reasons to go on…
No more nightmares…no more loneliness… no more sorrow…no more empty rooms…no more random days…
Maybe one day someone will cry a tear for you…
Maybe one day someone will remember you…
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
Não fazem sentido as imagens que sinto vivas dentro de mim...a vozes que gritam na minha consciência...as palavras que rasgam a minha alma...
Momentos que vão e voltam...dias que se sucedem...horas que não acabam..outras que se esgotam ferozmente...
Um desconcerto interior...uma dor que me fustiga mais e mais...
Tento fugir...esconder-me de todas as pessoas da multidão...
Apenas busco a solidão...a inexistência...
Apenas desejo não estar...não ser...
Momentos que vão e voltam...dias que se sucedem...horas que não acabam..outras que se esgotam ferozmente...
Um desconcerto interior...uma dor que me fustiga mais e mais...
Tento fugir...esconder-me de todas as pessoas da multidão...
Apenas busco a solidão...a inexistência...
Apenas desejo não estar...não ser...
domingo, 14 de outubro de 2007
Estou errada...eu sei que estou errada...não faço sentido nas coisas que digo ou que faço...estou vazia de lógica e de razão...
Minto a mim mesma...escondo-me quando tento procurar-me...
Não tenho cura...não tenho forma de deixar de ser o que sou...e o que sou está a matar-me!
Ultimamamente ando a magoar-me mais do que o habitual...sou, sem dúvida a minha pior inimiga...
Fui para além do que podia ser racional...
Como é que no fundo ainda me consigo divertir com tudo isto?!
Minto a mim mesma...escondo-me quando tento procurar-me...
Não tenho cura...não tenho forma de deixar de ser o que sou...e o que sou está a matar-me!
Ultimamamente ando a magoar-me mais do que o habitual...sou, sem dúvida a minha pior inimiga...
Fui para além do que podia ser racional...
Como é que no fundo ainda me consigo divertir com tudo isto?!
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
Folhas secas ao vento...
fragmentos de sonhos espalhados pelo chão...
vazio...silêncio...escuridão...
esperanças perdidas á solta numa folha de papel velha...
o tempo passa...não há mais ar...não sinto mais a minha pele...
uma claridade subita entra pela janela...recuso-me a aceitá-la...
escondo-me daquela luz que tenta roubar a minha solidão...
girtos...dor... de novo o silêncio...
agarro,em vão,uma lugar perdido na minha memória...
que noites passaram?que momentos vivi?
que sentimentos me preencheram?
sinto que os perdi...que não existiram...
quem era eu entao?
talvez apenas um breve pesadelo de alguém que desejou fugir para sempre...
fragmentos de sonhos espalhados pelo chão...
vazio...silêncio...escuridão...
esperanças perdidas á solta numa folha de papel velha...
o tempo passa...não há mais ar...não sinto mais a minha pele...
uma claridade subita entra pela janela...recuso-me a aceitá-la...
escondo-me daquela luz que tenta roubar a minha solidão...
girtos...dor... de novo o silêncio...
agarro,em vão,uma lugar perdido na minha memória...
que noites passaram?que momentos vivi?
que sentimentos me preencheram?
sinto que os perdi...que não existiram...
quem era eu entao?
talvez apenas um breve pesadelo de alguém que desejou fugir para sempre...
sábado, 30 de junho de 2007
Hoje percebi que os sentimentos são demasiado inevitáveis...hoje sinto mais do que nunca que jamais apagarei estes momentos da minha memória
E eles trouxeram rosas vermelhas...
Não havia mais nada para dizer...mas alguém ainda tentou dizer que ia ficar tudo bem...
E eles vestiram-se de negro e fizeram olhares tristes...
Que momentos inúteis depois...e eu fiquei ali parada na multidão...e não estava mais ali...
E eles fizeram todos olhares de pena...que mais podiam eles fazer?
Será que ainda me ouviste? Será que ainda me viste a olhar-te...
E ainda te vejo como te via antes...ainda caminhas a meu lado na escuridão...
E eles trouxeram rosas vermelhas...
Não havia mais nada para dizer...mas alguém ainda tentou dizer que ia ficar tudo bem...
E eles vestiram-se de negro e fizeram olhares tristes...
Que momentos inúteis depois...e eu fiquei ali parada na multidão...e não estava mais ali...
E eles fizeram todos olhares de pena...que mais podiam eles fazer?
Será que ainda me ouviste? Será que ainda me viste a olhar-te...
E ainda te vejo como te via antes...ainda caminhas a meu lado na escuridão...
E o seu espirito disse-me...

"Como o vento numa madrugada que não se sente...
Senta-te serena no topo da grande escadaria...
Não tentes salvar o mundo...é inútil...tenta salvar-te a ti própria do mundo..."
E era como se ele soubesse tudo o que eu ia dizer...tudo o que eu sentia...era como se a minha alma tivesse caída no chão...seca...vazia...perdida...era como uma enorme dor penetrasse a minha pele sem que eu a pudesse impedir...
Desisti de lutar ...
Pedi à morte um sorriso devorador...ofereci o meu sangue à noite que passava...
Mas a minha dor continuava a corromper os meus sentidos...
Eu não queria sentir mais nada...queria mergulhar no nada...ser apenas uma sombra no vazio...
Neguei a razão da minha existência...apaguei a minha imagem do espelho...dei as minhas forças á á agonia...
E ali fiquei a desejar ver o meu corpo a decompor-se...
Queria apenas fugir do mundo...salvar-me...
quarta-feira, 27 de junho de 2007
segunda-feira, 11 de junho de 2007
Prelúdio de uma morte...Parte II

Esperei tanto por este momento...
Um azul sem brilho a fluir no horizonte...uma luz morta a encendiar a noite...
E fui para sempre...não quis voltar...esqueci o passado...deixei as sombras perdidas no deserto...
As peças encaixaram-se todas e o espelho quebrou-se de novo...
Gotas de sangue arrancadas no chão...
Vi-te...encontrei-te...perdi-te...
Ao ver-te senti que os meus pés já não tocavam o chão...as minhas mãos eram agora meros reflexos da minha alma vazia...
Quis tocar-te...sentir-te de novo...mas não sei se era eu que já não conseguia sentir nada...o se eras tu que já havias partido...ou nunca ali tinhas estado...
Tentei construir o meu reflexo nos pedaços do espelho espalhados pelo chão...mas tudo o que vi foi um assombroso sorriso vindo do meu mais profundo pesadelo...
Sei que morri...tinha que morrer...tinha que me libertar do peso desta existência ...
E depois..a sensação doce do vazio...da liberdade...da eternidade...
segunda-feira, 4 de junho de 2007
"Love is the red of the rose on your coffin door...What's life like, bleeding on the floor..."

Calm...storm...luxury...dust...
Silence...screams...agony …
Who am I now?
A Ghost...a shadow...
An empty soul lost with no shelter...
And I die…I die once again…
Fear…pain…pleasure...
I tremble…I shiver…
I cry…I bleed…
Like a crimson book…opened in a random page…
Like a lonely moonlight in an deep instant…
Like a rose fallen from heaven…
Like an angel sleeping at the cemetery gate…
Like a star that cannot shine…
Like your smile lost forever…your hands cold as ice…
Like my voice…clamming your name in the darkness…
Like my party dress floating in the lake…
Like that endless song…
Like your blood in my skin…
Like a long lost picture of your face…
Like these hurtful dreams…
Who am I now?
Who are you now?
Whispers...secrets...
Silence...screams...agony …
Who am I now?
A Ghost...a shadow...
An empty soul lost with no shelter...
And I die…I die once again…
Fear…pain…pleasure...
I tremble…I shiver…
I cry…I bleed…
Like a crimson book…opened in a random page…
Like a lonely moonlight in an deep instant…
Like a rose fallen from heaven…
Like an angel sleeping at the cemetery gate…
Like a star that cannot shine…
Like your smile lost forever…your hands cold as ice…
Like my voice…clamming your name in the darkness…
Like my party dress floating in the lake…
Like that endless song…
Like your blood in my skin…
Like a long lost picture of your face…
Like these hurtful dreams…
Who am I now?
Who are you now?
Whispers...secrets...
Shadows in a forgotten valley...
Prelúdio de uma morte...

Antes que o tempo morra e a luz penetre os nossos olhares cansados...antes que a tua imagem saia da minha memória e o meu sangue seja o teu sangue...antes que o novo dia vazio regresse para nos assombrar ...e a dor... a dor que fica... seja tão poderosa que nada mais seja doloroso o suficiente para nos sufocar...antes que as luzes de presença sejam ligadas...antes de hoje....antes do fim...antes de um minuto em que o ar se esgota...antes que regresses ao tempo perdido dos amanheceres ilusórios...
Agradece a dor...
Agradece o vazio...morre... morre... morre...morre para renasceres...
Vão encontrar-te no final da festa...perdido entre os restos de felicidade imaginária...
Sentes esta chuva que cai agora sobre nós?
Consegues ver o sofrimento esculpido no horizonte?
Não, não foste tu...nem tão pouco fui eu...
Não, não é um pesadelo...nem uma ilusão...
Vê o teu nome escrito na frieza desta pedra sepulcral...
Vê o sangue que escorre nas tuas mãos...
Ouve os pássaros feridos que entoam o pranto das horas desesperadas...
Chegou a hora ....e antes que passemos a fronteira da sanidade...pintemos de vermelho as rosas que choram caídas no chão...deixemos que elas embalem a nossa solidão...
Caminhamos eternamente...
Eles ficaram para trás...observa-los ao longe...
Deixa-te agora apenas abraçar por este luar nu...
Dancemos agora para sempre neste vale de anjos adormecidos no pó...sábado, 2 de junho de 2007
quinta-feira, 31 de maio de 2007
O mundo tem um sabor ácido...

Acho que me cansei dos carros...irritavam-me tanto naquele dia...mas não eram só os carros...eram as vozes e os olhares das pessoas...era aquele frio...e o relógio que teimava em não andar...acho que estava farta daquele sitio...mas não era só aquele sitio...era o mundo inteiro...tornara-se cansativo e inútil...tinha sono...mas não era só sono...era uma necessidade extrema de dormir...dormir muito e acordar leve...estava farta das pessoas que ficavam a olhar para mim...odiava-as...odiava-as tanto! Apetecia-me fustigá-las com um só olhar...gritar-lhes...dizer que eram nojentas...que me causavam náuseas...vómitos...eram inutéis...como todo o resto do mundo...o relógio que não andava...como se tivesse a conspirar contra mim...tinha a sensação de estar ali há horas, no entanto só tinham passado 20 min...Acho que estava a sufocar...as vozes das pessoas estavam a dar cabo de mim...como desejava que se calassem todos...que o mundo se silenciasse todo de uma vez...Eu estava a entrar em paranóia...todas as pessoas á minha volta tinham caras horrivéis de monstros devoradores de sonhos...apenas o sangue era deliciosamente seguro e quente...Pessoas chegavam e partiam...passavam..e ficavam á minha volta....todas me aborreciam cada vez mais...eu queria silêncio...era tudo o que eu queria...mas elas insistiam em falar alto...como me irrita as pessoas que falam mais alto que o silêncio...o som do silêncio é tão profundo...tão belo...tão intenso...mas há sempre pessoas dispostas a destruí-lo...
quarta-feira, 30 de maio de 2007
For I hear your voice...
For I hear your calling...
for now I've become your slave
Bring me the darkness that never ends...
The loneliness that will conquer my soul...
No more living in this cruel world...
No more breathing this poison air...
I'm leaving this torture...
For I've tasted hell...
For I've never been this high...
For I hear your calling...
for now I've become your slave
Bring me the darkness that never ends...
The loneliness that will conquer my soul...
No more living in this cruel world...
No more breathing this poison air...
I'm leaving this torture...
For I've tasted hell...
For I've never been this high...
segunda-feira, 21 de maio de 2007
Devia ter lido mais vezes aquela frase...talvez agora tivesse uma solução para isto...Decorei apenas as outras palavras soltas e aleatórias e que hoje nada me dizem...
Sentado naquele banco do jardim naquele final de tarde, ele parecia abandonado...acho que perdeu as ilusões...decidiu afastar-se do mundo...
Procurei palavras para lhe dizer...mas apenas saiu silêncio...um silêncio demorado queapagaou o ar...
As folhas cairam...deixa-as afastarem-se levemente...sem pressas...
Era mais um daqueles dias vazios...
Ele, sim, sabia o que dizer...mas naquele dia limitou-se a dizer que sentia frio...
Acho que era um frio interno...que durava desde de sempre...
Acho que se afastou para deixar passar o tempo...
Porque partiste?
Sentado naquele banco do jardim naquele final de tarde, ele parecia abandonado...acho que perdeu as ilusões...decidiu afastar-se do mundo...
Procurei palavras para lhe dizer...mas apenas saiu silêncio...um silêncio demorado queapagaou o ar...
As folhas cairam...deixa-as afastarem-se levemente...sem pressas...
Era mais um daqueles dias vazios...
Ele, sim, sabia o que dizer...mas naquele dia limitou-se a dizer que sentia frio...
Acho que era um frio interno...que durava desde de sempre...
Acho que se afastou para deixar passar o tempo...
Porque partiste?
quarta-feira, 2 de maio de 2007
terça-feira, 1 de maio de 2007
Eterna caminhada na solidão...

E a sua voz era os múrmurios de uma noite sem fim...
E os seus passos percorriam a imensidão...
Partiu...e renasceu por entre o horizonte sombrio de um anoitecer...
Não mais falou nem chorou ...
Não mais regressou...
Perdeu-se para sempre num mar de folhas mortas no vento...
Penetrou depois a luz da escuridão...
Tornou-se o luar e o infinito...
Deixou para trás a violência da tempestade acordada no seu olhar...
Deixou para trás as brumas de um passado de lâminas intermitentes...
Deixou para trás o peso de um mundo desfeito aos seus ombros...
Voou para longe...
Foi com a noite...
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